Go ahead, punk. Make my day.

Resumo

Esta é uma área do Cinefilia na qual escrevo sobre todos os filmes que assisti fora dos cinemas durante a semana. É o mesmo Resumo da Semana da fase antiga do blog. 

Sympathy for Mr. VengeanceSr. Vingança * (Boksuneun naui geot, Coréia do Sul, 2002). De Chan-wook Park

O primeiro filme da Trilogia da Vingança de Chan-wook Park surpreende pelo ritmo arrastado de uma história que deveria passar bem mais angústia e violência do que procurar ser contemplativa. A impressão é a de que a narrativa está sendo esticada até o momento de virada, quando, aí sim, o filme deslancha em sua metade final. O problema é a insistência do roteiro em plantar pequenos segredos na primeira metade e simplesmente não explicar nada, o que tira o norte do espectador e causa certo desconforto quando tudo é desencadeado se mostrando bem mais simples do que parecia. Fora a presença de um personagem – que entra em cena com mais de uma hora de filme – cuja função é puramente catalisadora, ganhando atenção desnecessária e características marcantes, mas sem por quê. Dos 120 minutos, tem 60 de excelente qualidade, mas até eles é preciso paciência para suportar a arrastadíssima primeira hora. Nota: 6,5

The 4th KindContatos de 4º Grau * (The Fourth Kind, EUA/Reino Unido, 2009). De Olatunde Osunsanmi

Sinceramente não vi nenhum mal na tentativa dos realizadores em ludibriar a platéia de Contatos de 4º Grau ao afirmarem que as imagens que iriam acompanhar seriam verdadeiras. Holocausto Canibal, A Bruxa de Blair, Mar Aberto e Atividade Paranormal também estavam nesse time e ninguém reclamou. Não posso condenar um produtor e seu diretor de quererem criar uma aura à sua realização. O problema do longa é o próprio longa. Criando tensão e até assustando em determinados momentos, aos poucos você percebe que a fita não tem muito o quê mostrar e se transforma num grande anticlímax com dramas fajutos. A paranóia que poderia se esperar de uma fita com a temática extraterrestre simplesmente não existe, temos um depoimento e algumas imagens impactantes, mais nada. Fora que se podemos até crer na figura da Dra. Abbey Tyler, profundamente marcada pelos acontecimentos que relata, a idéia de filmar os acontecimentos e montar paralelamente o “real” e o “ficcional” dilui o drama da personagem, uma vez que o espectador é lembrado a todo o tempo que aquela cena que passa ao lado da original é uma “mentirinha” e não há quem se identifique com aquilo. A pergunta que fica é: Por que não produzir como um mockumentary? Nota: 5,5

OnceApenas Uma Vez * (Once, Irlanda, 2006). De John Carney

Apenas Uma Vez é antes de tudo é uma declaração de amor à música. É a partir dela que os protagonistas se encontram e começam seu belo relacionamento, é por ela que suas vidas começam a mudar e é ela quem guia os sentimentos postos na tela. Cada uma das músicas reflete o momento pelo qual eles passam. E o mais certeiro do longa: todos são músicos de verdade. Quando cantam, a sinceridade é elevada à décima potência, vide a cena em que Glen Hansard canta sozinho, já à noite, e Markéta Irglová o observa e se aproxima, num movimento de câmera ao mesmo tempo simples e revelador de como ela está encantada por aquele cara. A forma com que ele toca o violão e exprime a dor na música “Say it to me Now” é único e o casal já ganha o espectador com 15 minutos de filme. Trilha sonora altamente recomendável. Nota: 8

 

No Country For Old MenOnde Os Fracos Não Têm Vez (No Country for Old Men, EUA, 2007). De Ethan e Joel Coen

Qual o maior mal da sociedade? Violência poderia ser a conclusão tirada ao término de Onde Os Fracos Não Têm Vez. Mas o filme vai além e elabora algumas teses a respeito desse mal. A mais explícita: ganância materializada no dinheiro. Toda a trama é desencadeada por causa dele. Uma negociação de drogas que deu errado e virou massacre, uma mala de dinheiro que rende uma perseguição em que o mal encarnado Chigurh desata um banho de sangue, um homem comum que destrói a própria vida e um xerife que triste, mas ironicamente acorda de um sonho esperançoso e desfaz a imagem corajosa do pai. Tudo elaborado com momentos tensos, personagens inteligentes e um clima de instabilidade incrível. Nota: 8,5

 

 

* Filme assistido pela primeira vez

2 responses

  1. Jaime

    Eu achei o clima criado por Contatos de 4° garu excelente. A mescla de imagens “reais” com as da adaptação criaram momentos de muita tensão como o surto de um dos pacientes da doutora, ou mesmo a hipnose da própria doutora nos momentos finais. Achei um filmaço, para mim nota 10.

    20 de Setembro de 2010 às 5:22 PM

    • Concordaria contigo se não houvesse a encenação, ainda mais com atores fracos como Mila Jovovich.

      20 de Setembro de 2010 às 5:56 PM

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