Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (11 a 17 out)

Esta é uma área do Cinefilia na qual escrevo sobre todos os filmes que assisti fora dos cinemas durante a semana. É o mesmo Resumo da Semana da fase antiga do blog.

Apocalypse Now PosterApocalypse Now* (Idem, EUA, 1979)

Apocalypse Now não é sobre a guerra, é sobre seus efeitos. Nos mais de 150 minutos praticamente não há combate entre americanos e vietnamitas, mas sim a luta interna do Cap. Willard contra a demência num lugar hostil. “Saigon, shit!”. A frase que abre o filme dá o tom de todo o longa, depois de uma seqüência magistral (e clássica) com helicópteros sobrevoando o campo de batalha, entrecortada com Willard em seu quarto, ao som de “The End”, do The Doors. Na subida do rio em busca do Cel. Kurtz, o roteiro mistura bravura e loucura em cenas que vão da mais terna relação de amizade ao ápice da bestialidade, a exemplo da cena das coelhinhas da Playboy – um misto de comédia e drama. Para tentar entender como o Cel. cheio de condecorações se transformou no maior inimigo americano, o protagonista, aos poucos, passa a pensar como ele, cimentando suas convicções por meio do discurso de Kurtz sobre natureza humana. Ainda que pareça insano, a lucidez sobre a situação na qual se encontram é maior do que se pode imaginar. Filme forte, agressivo e, acredite, humano. Nota: 9,5

Legion posterLegião* (Legion, EUA, 2010)

Não que esperasse de Legião um filme de arte sobre a relação homem-Deus, mas o roteiro, ainda que bom de diálogos e situações, é bem vazio. Na história, Deus perdeu a fé nos homens e quer destruí-los, mas um anjo pensa o contrário e quer salvar a criança que, sabe-se lá o motivo, está para nascer e poupará a humanidade. Ao invés de um dilúvio, no entanto, o Todo Poderoso manda humanos possuídos por anjos (no melhor estilo Agente Smith, veja e entenda) para acabar com o reduto humano que protege o bebê. Por vezes tenso, por vezes violento, o filme funciona como sessão pipoca, cheio de frases engraçadas e/ou de efeito mais algumas boas cenas de ação. Mas no final, nada faz muito sentido. A frase que explicaria tudo “Eu dei a Ele o que precisava”, na verdade é só uma justificativa para a saída de um beco… supostamente sem saída no final do longa, que segue apocalíptico quando deveria estar em paz. Nota: 6

*Filme assistido pela primeira vez

 

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