Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (25 a 31 out)

Esta é uma área do Cinefilia na qual escrevo sobre todos os filmes que assisti fora dos cinemas durante a semana. É o mesmo Resumo da Semana da fase antiga do blog.

TheVillageA Vila (The Village, 2004, EUA)

Ovacionado por 99% da crítica quando do lançamento de O Sexto Sentido, M. Night Shyamalan ainda faria uma segunda obra-prima chamada Corpo Fechado. Em seguida, sua lua-de-mel com a crítica azedaria. Sinais foi recebido com críticas, ainda que fosse bom filme, e o ego do diretor, àquela altura inchado, foi mexido. Veio A Vila. Uns voltaram a falar bem, vendo no longa reflexo da política de medo do governo norte-americano. Já outros se mantiveram no ataque. A verdade é que o fiasco aconteceria com A Dama na Água e posteriormente mantido em Fim dos Tempos. Eu fico no time que vê qualidades em A Vila. O chamado “filme de monstro de Shyamalan” tem trama intrigante, ótimos atores e é dirigido com maestria. A fotografia é soberba, sombria mesmo durante o dia. O que destaca muito bem as cores vermelha e amarela tão importantes para os personagens. Bryce Dallas Howard é o destaque no elenco. Linda, sabe pôr em cena uma sensibilidade tão grande quanto a fibra necessária em vários momentos. E olha que ela está ao lado de William Hurt, Sigourney Weaver, Joaquin Phoenix e Brendan Gleeson. Todos buscados de maneira criativa pelas lentes de Shyamalan. Reparem como ele posiciona a câmera de frente para Bryce e oculta o caminho que ela percorre para nos dar a exata sensação da personagem cega. Atente-se também para a mise-en-scène armada pelo diretor em diversos momentos, como no posicionamento de três moradores ao encarar a floresta que precisarão percorrer ou na magnífica câmera lenta que mostra Phoenix agarrando a mão de Bryce durante o primeiro ataque dos monstros. Fã de reviravoltas, o cineasta/roteirista inclui várias delas durante a narrativa e aí entra o grande do problema do longa. Se o roteiro de O Sexto Sentido era redondo e contava com a inteligência do espectador, dessa vez ele insiste em sublinhar certos diálogos minutos depois deles acontecerem, apenas para lembrar à platéia o que está acontecendo. Fora que algumas justificativas para que a trama se torne verossímil simplesmente não funcionam. Todas elas ditas pelo próprio M. Night na sua habitual participação especial. Mesmo com problemas, ainda sim, uma boa produção. E lá se vão seis anos. Ainda estamos aguardando a volta à boa forma. Nota: 8


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