Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (8 a 14 nov)

Esta é uma área do Cinefilia na qual escrevo sobre todos os filmes que assisti fora dos cinemas durante a semana. É o mesmo Resumo da Semana da fase antiga do blog.

exorcism_of_emily_rose_posterO Exorcismo de Emily Rose (The Exorcismo of Emily Rose, 2005). De Scott Derrickson

Se existe uma pessoa responsável pelo sucesso dessa produção, ela se chama Jennifer Carpenter. Trabalhando no limite de seu corpo, ela se contorce, grita, sofre e ainda passa um ar de fragilidade que faz com que sua possessão leve agonia ímpar à tela. Claro que o diretor Scott Derrickson e o montador Jeff Betancourt têm boa parcela de responsabilidade pela qualidade do longa, que mistura drama de tribunal e terror. Toda a sequência do celeiro, que começa no quarto e segue pela fazenda onde Emily vive é a prova maior de que pode-se criar algo original num longa de exorcismo, fugindo da sombra de O Exorcista, de William Friedkin. De cortes rápidos e direção intensa, eles elevam a tensão ao quadrado. O fato da história da garota ser entrecortada pelo julgamento do padre que realizou o procedimento ajuda a dar mais peso a cada cena em que Jennifer interpreta a personagem-título, num trabalho físico impecável. Destaque também para os ótimos Tom Wilkinson e Laura Linney. Nota: 8

antichrist posterAnticristo* (Antichrist, 2009). De Lars Von Trier

Lars Von Trier é conhecido pelo cinema nada convencional – pra dizer o mínimo. Ver um filme de terror dele, então, é tomar um soco na mente, como já disse um amigo meu. A história do casal que perde o filho por negligenciá-lo enquanto fazem sexo é totalmente perturbadora. Cheio de referências psicológicas e tratando do preconceito mítico contra a mulher, o cineasta não tem qualquer pena de seus personagens criando situações absurdamente más. Não se assuste se em duas ou três cenas ver a natureza espelhando o momento de dor personagens de forma torturante – um pássaro filhote que cai do ninho e é estripado por outro adulto ou uma corsa que exibe um parto malsucedido. Sempre num tom altamente soturno e depressão latente, Anticristo tem câmera quase sempre no ombo, nervosa, mas que sabe ser elegante e filmar em slow motion belissimamente – a sequência de abertura é maravilhosa. Assim como não tem qualquer pudor em expor sua natureza má, passando do terror psicológico ao quase gore numa das viradas mais diretas que o Cinema já experimentou. Nota: 8,5

man-som-hatar-kvinnor-posterOs Homens que Não Amavam as Mulheres* (Män som hatar kvinnor, 2009). De Niels Arden Oplev

Baseado na coleção de livros “Millenimum”, o longa é um eficiente thriller cujos personagens são realmente fascinantes, em particular Lisbeth Salander, vivida com paixão por Noomi Rapace. De visual dark, ela é uma ótima investigadora cujos problemas do passado ainda a assombram. Ela irá se unir ao jornalista Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist) na busca por uma garota desaparecida há 40 anos. Não que o filme seja dos mais surpreendentes, é a maneira com que a narrativa se desenvolve que faz toda a diferença. Tirando um problema ou outro, como vários e desnecessários establishing shots, o diretor Niels Arden Oplev sabe dar peso aos problemas vividos por Lisbeth e filma de maneira crua suas cenas mais pesadas – com um trabalho de som primoroso. Fora que o desenrolar da narrativa é sempre instigante. Pena que o clímax chegue um pouco cedo demais e o momento que deveria ser de maior emoção não funcione totalmente, fora que a cena final descaracteriza o tom do longa. Ainda bem que o se viu até ali é forte o bastante para não ser eclipsado. Nota: 8

*Filme visto pela primeira vez

6 responses

  1. Tô doido pra ver “Anticristo”.

    15 de Novembro de 2010 às 6:27 PM

  2. Cara, “Os homens que não amavam as mulheres” realmente é show de bola, assim como o livro. O filme seguinte (A menina que brincava com fogo), na minha opinião, continua com a mesma qualidade do 1º.

    Parabéns pelo blog!

    17 de Novembro de 2010 às 12:41 PM

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