Go ahead, punk. Make my day.

Archive for Dezembro, 2010

Crítica: Tron – O Legado

Tron-Legacy-PosterÉ simplesmente impossível começar qualquer texto sobre Tron – O Legado (Tron – Legacy, EUA, 2010) sem comentar o seu antecessor. O longa, Tron – Um Odisséia Eletrônica, de 1982, foi pioneiro no uso de efeitos visuais criados em computadores em larga escala, algo tão à frente de seu tempo que a Academia não o premiou com o devido Oscar dizendo que aquilo era um tipo trapaça. Mal sabiam o que o futuro reservava.

Pois, separada quase três décadas do original, essa continuação começa justamente assim, relembrando ao público neófito do que se tratou a primeira trama dentro do game em que Jeff Bridges foi se torna herói com suas motos de luz. E logo de saída o filme de Joseph Kosinski se exibe pondo na tela o ator sem as rugas que adquiriu nos últimos 28 anos, contando a aventura high tech oitentista ao filho. O que de certa forma dá uma sensação ruim, já que a maquiagem digital não convence, fazendo do rosto de Bridges um tipo borracha pouco expressiva.

Kevin Flynn (Jeff) desaparece e por anos o filho, Sam (o sem sal Garrett Hedlund) irá procurá-lo até descobrir que o pai voltou a  Tron, o jogo criado por ele e que o abduziu. Sam o acompanhará na Grade, como é conhecido aquele mundo.

Tudo meio que acidentalmente e apressado. Afinal, o calcanhar de aquiles de O Legado é justamente o fraco roteiro de Edward Kitsis e Adam Horowitz. Expandindo o “universo trônico”, os autores criam um tom religioso ao longa, no qual Deus e o Diabo tem seus representantes, inclusive com um Criador (Flynn) e um tipo de Anjo Caído (Clu), que irá guiar uma rebelião. Entretanto os acontecimentos se sucedem sem muitos porquês. Por exemplo, existe um plano de invasão do mundo real por parte dos programas de Tron, mas não há qualquer menção de como eles irão fazer isso: se materializarão entre os humanos? Invadirão mentes ou computadores? Talvez seja melhor nem pensar nisso, pois a trama teria de dar uma volta muito grande para se justificar.

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Fora que o ritmo do filme é dos mais arrastados para quem capricha nas cenas de ação. Se a empolgação é elevada exponencialmente na ótima corrida de motos 2.0, mais à frente o expectador tem de segurar os bocejos nos inúmeros diálogos expositivos os quais, lá pela quarta ou quinta explicação sem pé nem cabeça (de onde Flynn tira a identidade secreta de Renzler?), não servem para muita coisa.

Sobra, então, para o visual fantástico a missão de conduzir Tron – O Legado até o último dos longos 127 minutos. E no quesito “encher os olhos”, a produção merece 10. Usando a mesma lógica cor/P&B de O Mágico de Oz, enquanto os personagens estão no mundo real, o longa é um 2D comum. Já quando Sam chega à Grade, o 3D é acionado, ajudando a criar um mundo que leva à frente os ambientes neons da década de 1980. A direção de arte é belíssima e complexa, mesclando transparências e luzes, muitas luzes. O que justifica o uso constante do slow motion na montagem, o qual ressalta cada fotograma. Só não é melhor por que a fotografia escura é prejudicada pelo uso dos óculos 3D.

O capricho nos detalhes também está no som do filme. Não bastando ter uma edição milimétrica  (repare na luta com discos), intricados efeitos sonoros são utilizados. Quando o antigo computador é ligado no Flynn’s, antes de Sam ir para Grade, o ruído da máquina é daqueles que computadores de 15 anos atrás faziam processando.

Com os aspectos técnicos completados pela ótima trilha eletrônica do duo Daft Punk – tão boa que faz todo o trabalho de criar tensão no anticlimático resgate de Quorra -, Tron – O Legado ainda tem tempo de pôr no mundo (ainda que virtual) um David Bowie do séc. XXI com jeitão do Charada de Jim Carrey, vivido por Michael Sheen. Pena que tanto cuidado estético não seja capaz de levar o longa ao patamar de importância que o universo de Tron teve há alguns anos.

Nota: 7

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Resumo (20 a 26 dez)

Desperado posterA Balada do Pistoleiro (Desperado, 1995). de Robert Rodriguez

Filmes estilizados são a especialidade de Robert Rodriguez, que, sinceramente, nunca mais conseguiu criar sozinho uma história tão charmosa quanto essa. Antonio Banderas capricha no charme canastra, uma caricatura do macho com coração. Salma Hayek, belíssima, só teve papel sedutor à altura em Um Drink no Inferno – e mesmo assim numa ponta. Enquanto isso, Rodriguez arma uma cena mais absurda que a outra, em tiroteios divertidíssimos, cuja soma de corpos vai aumentando cada vez que o Mariachi de Banderas puxa o gatilho. Com fotografia ensolarada e trilha sonora de primeiríssima, A Balada do Pistoleiro coleciona sequências memoráveis – a piada de Tarantino, a fuga da livraria em chamas – e frases de efeito – “Te agradeci? Agradecerei”. Fora de Joaquim de Almeida tem o seu próprio momento Robert De Niro. A certa altura, ele questiona os capangas o motivo de ainda não terem pegado o Mariachi e dispara: “Qual a dificuldade? Você olha pra ele, quem é esse? É um estranho, nunca vi, pego a arma e…” dispara de verdade. Hilário. O filme é a continuação de El Marichi, filme que, reza a lenda, custou apenas 7 mil dólares e virou um sucesso monumental. Nota: 8

book_of_eli_posterO Livro de Eli (The Book of Eli, 2010). De Albert Hughes, Allen Hughes

Ah se todo filme com ação tivesse pelo menos a profundidade de O Livro de Eli. É claro que o longa não quer ser muito além de uma boa diversão e um produto comercial, mas é surpreendente que trate com tanto gosto a mensagem sobre o poder da fé e o controle de massas. Afinal, a bíblia que Eli carrega é a arma definitiva para que o vilão de Gary Oldman consiga dominar pessoas desesperançadas numa Terra consumida por uma catástrofe. E para trabalhar essa ideia, os irmãos Hughes (Albert e Allen) contam com uma atuação incrível de Denzel Washington, intensa e emocionante no momento certo. E aí o alcance do longa é gigantesco, pois atinge o público que busca cenas de ação – e o longa tem umas ótimas, como o plano-sequência em que uma casa é destruída a bala -, além de quem quer algo a mais que a movimentação do gênero. Como eu já disse: para fazer Comando para Matar ou Predador, o velho e bom Schwarza tinha os músculos. Para O Livro de Eli era preciso um pouco mais. Denzel e Gary foram bons porta-vozes. Nota: 8


Crítica: A Rede Social

The-Social-Network-movie-posterO que fascina tanto em A Rede Social (The Social Network, EUA, 2010) não é só a história de um prodígio que construiu um império antes dos 26 anos, mas a forma com a qual o diretor David Fincher leva isso para as telas. Marcado por trabalhos meticulosos e complexos (Clube da Luta, Se7en), neste oitavo longa ele demonstra enorme segurança e maturidade. O resultado disso é um filme cujos profissionais que trabalham ao lado de Fincher também conseguem resultados brilhantes.

A começar pelo roteiro de Aaron Sorkin, o qual quebra a linha do tempo e traz elipses incríveis. Há vários flashbacks em que os personagens terminam e/ou respondem frases começadas no presente. Além de mostrar a passagem do tempo no passado com criativas soluções. A cena-chave para esses recursos é a rápida e empolgante leitura de e-mails entre os gêmeos Winklevoss (Armie Hammer) e Mark Zuckerberg durante uma das várias audiências a respeito dos diretos autorais do Facebook, as quais guiam toda a narrativa do longa. Ponto também para os editores Kirk Baxter e Angus Wall, de dinamismo ímpar na montagem.

Sorkin ainda dá profundidade aos vários personagens que passam pelo longa. Focado principalmente na criação do site de relacionamento e nos impasses judiciais depois do enorme sucesso da rede, o roteirista cria um Zuckerberg ao mesmo tempo genial e deslocado – propositalmente, diga-se de passagem. E aí o bom trabalho de Jesse Eisenberg é vital. Falando numa rapidez absurda, ele deixa à mostra a velocidade com a qual processa os intricados conhecimentos que possui. É divertidíssimo perceber isso na abertura do longa. Quando ele conversa com a namorada, Erica (Rooney Mara), salta de um assunto para outro deixando escapar um ar de empáfia apenas na maneira como projeta seu queixo ao ouvir as resposta dela. Algo irritante, mas fantástico, afinal o momento é fundamental. A briga que surgirá dali, fará com que Mark crie o Facebook.

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Fazendo um filme no qual os personagens brigam basicamente por causa de egos feridos, David Fincher tem a sacada mais certeira em A Rede Social: o uso intensivo de pequena profundidade de campo. O recurso deixa apenas quem está em foco em evidência, tirando do foco praticamente o restante do quadro. Mais uma vez Zuckerberg é o rei. Exibindo um tédio monumental durante as bancas em que é acusado de furtar a idéia do Facebook, em determinado momento um dos advogados pergunta se ele tem a atenção do programador, ao responder rispidamente que não, Mark está em primeiro plano e o advogado mal pode visto em segundo plano, desfocado.

Fincher também utiliza de maneira fantástica o tilt-shift – técnica que faz a miniaturização da imagem – na corrida de remos em que os irmãos Winklevoss perdem. A idéia é genial, pois diminuídos ao máximo, esse é o momento crucial para que eles, enfim, processem o ex-amigo Zuckerberg.

Momento que, ao lado de outras várias escolhas de Fincher, faz da produção uma das mais maduros do cineasta. Repare como ele conta com a inteligência do público no instante que o sedutor Sean Parker (num ótimo trabalho de Justin Timberlake) é pego com menores e cocaína. Primeiro mostra tudo o que aconteceu, quando o personagem dá a notícia ao sócio via telefone, uma luz apenas se apaga ao fundo do protagonista, sem precisar repetir tudo o que já foi visto. E o que dizer do momento em que  Eduardo Saverin (o carismático Andrew Garfield) é informado de que não faz mais parte do Facebook? A tensão é esticada ao máximo ao evitar a notícia na sala com o advogado, depois mostrando o personagem berrando “Mark!” em paralelo a uma das audiências, até que ele explode quebrando o computador do então amigo.

Momento que reitera a coesão dos envolvidos no longa. Enquanto Sorkin guia, Fincher e seus técnicos e atores dão vida à cena. Sem que a nada tradicional (e ótima) trilha sonora de Trant Reznor e Atticus Ross jamais seja esquecida. Ao final, ironicamente ao som de “Baby You’re a Rich Man”, tem-se um filme tecnicamente impecável, que deu origem a um novo personagem icônico, moralmente questionável e claramente insatisfeito. Ao contrário de seu público.

Nota: 8,5

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Curta: Banana (Mini-filme de Meu Malvado Favorito)

Nem os detratores de Meu Malvado Favorito conseguiram criticar os ajudantes do malvadão do título, que pelo curta-metragem abaixo deixam claro o motivo. Divertidíssmo e simples.

Ecos de Scrat, o esquilo pre-histórico de A Era do Gelo que faz qualquer negócio pelo “prato” favorito.


Resumo (13 a 19 dez)

bowling_for_columbine posterTiros em Columbine (Bowling for Columbine, 2002). De Michael Moore

Michael Moore é sinônimo de provocação e ironia, bem como de politização e combate à cultura americana em seus aspectos mais sórdidos. Este foi o primeiro documentário que assisti do diretor, ainda em 2002. Um primor. Não há nada fora do lugar no longa. Uma das grandes críticas feitas a ele diz respeito à regra de ouro de Maquiavel. Segundo os detratores, Moore não tem pudor em manipular dados para provar suas teorias. Difícil manter esse argumento de pé ao vê-lo derrubando outros argumentos sobre a motivação da violência nos Estados Unidos – como no momento em que expõe a fragilidade das palavras de um diretor de uma fabricante de mísseis por meio de uma montagem com os principais ataques norte-americanos durante todo o século XX, ao som de “What a Wonderful World”. O ponto de partida é o massacre na escola de Columbine, quando, em 1999, dois adolescentes mataram 13 estudantes e feriram mais de 20 pessoas na escola onde estudavam. Ver o amor dos estadunidenses às armas e como a cultura do medo manipula a nação dá uma idéia das motivações de um país que mata mais 11 mil pessoas por ano com armas de fogo. Ferino, Moore ainda faz uma entrevista cortante com Charlton Heston sobre a opinião dele sobre mortes como a de Columbine e de uma garota de 6 anos por meio das armas de fogo. Heston era membro da National Rifle Association. Nota: 10

 

WallStreet-posterWall Street – Poder e Cobiça* (Wall Street, 1987). De Oliver Stone

O longa de Oliver Stone é um verdadeiro retrato de uma época. O mundo yuppie é estampado em cada terno e/ou manobra para faturar dos personagens. Não à toa Gordon Gekko (Michael Douglas) se transformou num ícone – e é interessante pensar como à época muitos executivos pensaram em ser como o anti-herói. Mostrá-lo sob a visão de um novato (Charlie Sheen) é uma ótima escolha para que o roteiro vá do deslumbre ao abismo e o personagem seja explorado em sua totalidade. E Stone filma com o costumeiro cuidado no visual, criando ambientes cheios da vaidade daqueles homens – fotografia escuro/amadeirada e direção de arte imponente onde o dinheiro está – e nunca deixando sua câmera muito tempo parada, como a vida corrida dos investidores. Mas o que realmente chama a atenção é a ascensão e queda de Sheen dentro daquele mundo muito bem descrito pelo subtítulo nacional, de poder e cobiça. Afinal, a ideologia de Geeko é só uma: “Greed is Good”. Nota: 8

*Filme visto pela primeira vez

 


Crítica: Senna

Senna Doc posterDocumentário também é cinema e como tal deve abusar de imagens – tanto quanto de seus entrevistados – para obter um bom resultado. Senna (Idem, Reino Unido, 2010), então, torna-se quase um tipo de cartilha nesse quesito.

Em nenhum momento os entrevistados do filme dirigido por Asif Kapadia dão as caras. As imagens são casadas com seus depoimentos em off, deixando que elas falem por si. Não que isso seja um modelo fechado, entretanto a verdade se torna maior quando se pode ver a imagem sem a intromissão de alguém falando à câmera. Ou melhor: em diversas passagens, o longa tira por completo as narrações e a seqüência de imagens fazem o trabalho. Brilhantemente, por sinal. Quando o off anuncia a primeira mudança de equipe de Senna na Fórmula 1, vemos uma McLaren em primeiro plano que, ao ser colocada nos boxes, dá lugar à imagem da Lotus pela qual o brasileiro disputaria a temporada de 1985. Um instante genial, afinal, brinca com a idéia de que a antiga escuderia vermelha e branca será o futuro, mas até lá Ayrton ainda faria história com o carro preto.

A propósito, a história que deu origem ao mito Ayrton Senna é entendida facilmente e inebria de tal forma que não espanta o documentário esquecer-se de pintar o lado mais humano do brasileiro. Assim, surge um personagem quase sem defeitos. Sempre com uma fé inabalável, ele é mostrado preocupado com a segurança de seus companheiros – é um dos primeiro a correr ao circuito quando da morte de outro piloto – e evita a qualquer custo a chamada “politicagem” da F-1, que, aliás, macula a pureza do atleta quando o tira do sério. Em dado momento, Ron Dennis lembra que ele era bom de pista, mas não na política do esporte.

Mas dentro do carro não há como negar que Senna estava num patamar diferente dos demais corredores. Vide o GP de Mônaco de 1984, o qual só não venceu devido à interrupção pedida por Alain Prost por causa da chuva, e a emocionante primeira vitória no Brasil, em 1990, quando o documentário, depois de mostrar todos os problemas que o carro teve no câmbio, se concentra nos gritos de comemoração de Senna via rádio.

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Deixando clara a rivalidade e posterior inimizade entre Alain Prost e Ayrton Senna, a produção passa a maior parte do tempo, falando (e provando) de que maneira a influência do francês dentro do comando da FIA afetava a relação. A certa altura, o então presidente da instituição que controla da F-1, o também francês Jean Marie Balestre, desclassifica o piloto brasileiro por ele ter voltado à pista após um toque entre os carros claramente causado por Prost no GP de Suzuka, em 1989 – assim ele venceu o campeonato. Essa foi uma das maiores decepções do brasileiro, que chegou a cogitar não correr mais.

Briga que se torna totalmente irrelevante quando o documentário passa a contar o trágico fim de semana no qual Ayrton morreu. Diminuindo o ritmo e se tornando claramente mais sombrio, Senna passa por todos os acontecimentos que anteciparam o acidente do piloto: a batida cinematográfica de Rubens Barrichello, a morte de Roland Ratzenberger durante os treinos, um atropelamento nos boxes e a preocupação estampada no rosto de Senna antes do GP de San Marino.

E se minutos antes Senna contava que no cockpit se sentia numa dimensão diferente e a imagem o segue na câmera on board até que uma batida o traz de volta à realidade, a mesma lógica é usada na volta em que o piloto perde-se na curva Tamburello. Com a visão de dentro do carro, o diretor Asif Kapadia faz com que o espectador siga, bem ao lado de Ayrton, os momentos finais do mito. A rima visual é sinistra, mas o que se segue é a consagração de um esportista que virou mais que foco de torcida, mas símbolo de um país. Arrepiante e triste.

Nota: 8,5

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Resumo (29 nov a 12 dez)

TheGoodTheBadTheWeird-posterOs Invencíveis* (Joheunnom nabbeunnom isanghannom/The Good, The Bad, The Weird, Coréia do Sul, 2008)

As qualidades de Os Invencíveis vão muito além da mera fita que simula muito bem os westerns de Sergio Leone. O longa de Ji-woon Kim trabalha com as melhores características de mundos cinematográficos diferentes. Aproveita o melhor da ação vinda do oriente, misturado com o estilo de filmar de Leone, mas extremamente influenciado pelo modernismo imprimido por diretores como Quentin Tarantino, reciclando clichês com jeitão pop. Irreverente e com cenas de tiroteio extremamente criativas (o ataque ao trem é brilhante), o longa ganha muito com a intensa movimentação da câmera, por vezes elegante, por vezes buscando um ângulo simplesmente inusitado. Domínio técnico e narrativa cheia de reviravoltas. Usando um McGuffin para levar os personagens ao embate, o roteiro de Ji-woon Kim e Min-suk Kim não perde muito tempo com explicações, sempre põe a história à frente e lentamente vai aprofundando seus personagens, principalmente Yoon Tae-goo, o esquisito do título. Hilário e inconseqüente, aos poucos detalhes de seu passado são revelados. Enquanto isso, o ator Byung-hun Lee encarna o Mal numa atuação descolada à lá Brad Pitt – repare na cena em que ele volta para entregar o mapa para seu contratante. Ainda que perca ritmo ao tentar dar relevância histórica para a trama, Os Invencíveis tem um desfecho que se amarra muito bem, mesmo que um pouco alongado. Consegue, inclusive, ser inesperado de forma madura, mas sem perder o olho para a diversão. Nota: 8,5

*Filme visto pela primeira vez