Go ahead, punk. Make my day.

O dia em que Adam Sandler me vestiu uma saia

Zohan

Há algumas semanas me enfiei numa saia justa (ui!). Troco muitas idéias via Twitter com outras pessoas que gostam de Cinema, recomendo e recebo recomendações de filmes. Mas a verdade é que sou um chato. Tento não ter preconceito quando o assunto é Sétima Arte, contudo certos atores me dão no sa… Bem, me irritam. E vários desses “atores” são extremamente populares, o que me leva direto à saia justa de dias atrás. Lá estava eu comentando algum longa-metragem quando uma colega de trabalho me pergunta no microblog: “Você assistiu a Gente Grande? Eu amei!”. O caso é que se existem atores – e atrizes também – que me dão desânimo em ver um filme, e o protagonista de Gente Grande, Sr. Adam Sandler, é O Cara que me fez criar uma série chamada “Atores”, e não Atores em meu antigo blog. O que dizer para a amiga que adorou o filme se apenas por ter Sandler no elenco eu evitei assisti-lo?

Convenhamos, Adam Sandler nunca foi sinônimo de bons filmes. Vamos ao currículo do rapaz: saiu da TV para estourar nas telas grandes com a belezinha O Rei da Água, sobre personagem com deficiência mental que mandava bem no futebol americano. Depois veio O Paizão, no qual muitos juraram ter visto uma história emocionante. Eu vi um pai urinando no muro e uma criança fazendo o mesmo. Salvou-se a música-tema, uma boa versão de “Sweet Child O’Mine”, por Sheryl Crow. Mais tarde teve Click, de novo querendo fazer chorar – só ser for de horror com tamanha besteira. Nem vou comentar Zohan.

Para não me chamarem de ranzinza, o comediante me surpreendeu em dois bons filmes. Tratamento de Choque e Embriagado de Amor. Este mais por conta do ótimo diretor P. T. Anderson do que pelo “ator”.

O que já não posso dizer de Ashton Kutcher. Se Efeito Borboleta é um bom longa (com ressalvas), apontem uma fita que preste na lista a seguir: Cara, Cadê Meu Carro?, A Filha do Chefe, A Família da Noiva, Par Perfeito. Acho que já basta, teoria provada, certo?

Se não, a Sra. Pitt, também conhecida como Angelina Jolie, pode ser o caminho. Ela já tentou ser relevante em Uma Vida em Sete Dias, virou comédia involuntária. Tentou ser legal em Tomb Raider: Lara Croft e se preocupou mais com os mamilos no pôster. OK, ela ganhou um Oscar pelo bonzinho Garota, Interrompida, porém se levou a sério demais em Alexandre e levou péssimas críticas. Terminou com mais um papel sexy numa animação, A Lenda Beowulf. O pior é que qualquer hora vai ganhar outro Oscar. Já foi indicada por A Troca e cotada outras vezes por outros papéis. Até lá, quem sabe, os deuses do Cinema nos salvam de um Sr. & Sra. Smith 2.

A verdade é que sou um chato. Podia me sentar e assistir ao novo do Orlando Bloom sem perceber o quanto ele é canastrão. Ou quem sabe rir de uma piada do David Schwimmer sem me lembrar que ele esteve em um filme chamado Violação Fatal (logo quem numa produção com esse título). Enfim, difícil mesmo foi responder à amiga que Gente Grande “está em cartaz ainda, vou procurar”. Sabe como é, amizade…

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22 responses

  1. Sem dúvidas alguma: VOCÊ É UM CHATO!!! Adam Sandler eu até concordo em partes, não curto muito esses ‘atores patetas’ dessas comédias superficiais, mas considerar o Orlando Bloom um ator entre aspas, quer morrer Vinícius Lemos? oO

    Surtou? Doido. rs

    4 de Dezembro de 2010 às 2:54 AM

    • Tirando o papel de Legolas, Orlando Bloom é um zero a esquerda… *rs O detalhe é que ele só está bem como elfo por causa da falta de expressividade pedida na composição das criaturas míticas.

      4 de Dezembro de 2010 às 10:38 AM

  2. “Gente grande” é um filme sem graça, produzido pelo Adam Sandler que, notoriamente, tem papel privilegiado na história como o cara muuuuuuuuuuuuito rico que se casou a gostosa. Apesar disso, seu personagem tenta mostrar aos os filhos que jogar pedrinhas na água e brincar de telefone sem fio pode ser muito divertido. Adam Sandler me parece aquele tipo de ator “Peter Pan” que não quer crescer e não percebe como ficou chato e inconveniente. É só assistir a “Funny people” e observar como ele até consegue tirar a graça do divertido Seth Rogen.

    22 de Dezembro de 2010 às 3:03 PM

    • Ele usou a persona cinematográfica em ‘Embriagado de Amor’, como um cara impulsivo, mas imaturo. Funcionou. Muito por conta de Paul Thomas Anderson que tem um tipo de direção totalmente diferente do que acostumou-se a ver nos filmes de Sandler. Boa análise, Daniela!

      22 de Dezembro de 2010 às 5:48 PM

  3. Pingback: Os números de 2010 « Cinefilia

  4. O pior não é você ser chata, e sim você achar que entende de Cinema. Agora uma coisa eu não consigo entender. Todo mundo já sabe que Paul Thomas Anderson é um grande diretor, mas por que SÓ ele deve ser “parabenizado”, lembrando, enfim, pelo bela atuação de Sandler em Embriagado de Amor? O ator, no caso, Sandler, não tem méritos? Se “ELE” P. T. Anderson conseguiu ‘tirar’ algo de bom do Sandler, é por que OBVIAMENTE, pela LÓGICA, algum talento o mesmo tem. Sou fã dele, mas não estou falando como fã. É que isso é uma coisa muito sem sentido pra deixar passar. Novamente, sou fã de Sandler e ‘admito’ que ele já fez filmes TERRÍVEIS, de simplesmente doer os olhos, porém isso não significa necessariamente é um ator medíocre, ruim, etc. Pois ele também fez bons filmes além de ‘Embriagado…’ e ‘Tratamento de Choque’. Quer saber alguns? Como Se Fosse a Primeira Vez, Reine Sobre Mim. Aliás, no Drama Reine Sobre Mim ele tem uma atuação melhor do que no filme de P. T. Anderson! Mas você como grande entendedora da Sétima Arte não escreveu isso. Você vai precisar de muito mais do que um monte de besteira de Crítica sem noção do Cinema para me provar que Sandler é um ator medíocre. A proposito, o mesmo já provou pra mim que é um ótimo ator, tem talento, mas só falta escolher melhores projetos e deixar algumas ‘parcerias’ bestas de lado.

    14 de Julho de 2011 às 5:35 PM

    • Opa! Sou Vinícius, ou seja, homem, ou seja, deveria ser chamado de chatO. OK, mas vamos lá. Eu não entendo a lógica de ser fã de um ator que faz “filmes TERRÍVEIS, de simplesmente doer os olhos”. Agora, se o “ator” demonstra talento em apenas um ou dois filme, quer dizer que algo na equação mudou, pois o o “ator” continua o mesmo. Nos casos de Embriagado de Amor e Tratamento de Choque, Sandler teve um diretor (Paul Thomas Anderson) e um colega de cena (Jack Nicholson) que elevaram o trabalho dele.

      Mas esse negócio de crítica é coisa de chatO e não-entendedor de Cinema mesmo…

      14 de Julho de 2011 às 6:22 PM

  5. Desculpe, achei que fosse uma mulher. Nem sei o por que.

    Não tem o que entender. Sandler fez alguns filmes terríveis sim, como QUALQUER ator. QUALQUER. Mas seus filmes não são TODOS ruins, tem uns bem legais também. Então eu que não entendi você. É, mas Sandler não atuou bem só uma ou duas vezes. Ou seja, seu argumento furado não faz sentido. Porém, basta UMA ÚNICA atuação para ver se um ator é bom, tem talento, etc. Basta UMA. O ator continua o mesmo? Sério? Mas se você tem Paul Thomas Anderson na direção, ou Nicholson atuando do seu lado, as chances de você ter um filme, uma atuação de destaque é bem maior. Isso LÓGICO ajuda/ajudou o mesmo em ambos os casos, mas não significa que todos os méritos devem ir para P.T.A ou Nicholson. Aliás, isso seria um absurdo sem tamanho! É como falei antes, Adam precisa escolher melhores projetos, melhores companhias para que suas atuações boas aconteçam com mais regularidade, assim por dizer. Pois é, é coisa pra você mesmo que continua achando que entende de Cinema. hehehehe.

    PS: Não estou querendo passar que Sandler é um Al Pacino, Jeff Bridges da vida, isso seria loucura. Só tenho a certeza absoluta que o mesmo nunca foi, não é, e nunca será um ator medíocre.

    14 de Julho de 2011 às 9:18 PM

    • Não, não basta o ator ter UMA atuação boa para dizer que ele tem talento, me desculpe. Aliás, qual a sua atuação favorita de Adam Sandler? Aposto que vai dizer um filme no qual ele foge do “normal”.

      14 de Julho de 2011 às 9:23 PM

  6. Ao meu ver, basta UMA sim. Mas não é qualquer atuação. Tem que ser muito boa mesmo! Esse não é o caso de Sandler. Só dei um exemplo!

    Minha atuação favorita dele foi a de Reine Sobre Mim! Um filme belíssimo! Emocionante e ainda com o ‘sempre’ competente Don Cheadle. Tem alguns erros no roteiro, verdade, mas nada que comprometa o belo filme que é. Se você ainda não assistiu Reine Sobre Mim, recomendo. As cenas do desabafo e do Tribunal são dignas de palmas.

    Se já assistiu, desconsidere a recomendação e me diga o que achou do filme e claro da atuação de Sandler.

    14 de Julho de 2011 às 10:01 PM

    • Viu só? Você foi exatamente num filme em que a persona “agressiva-palerma-irônica” dele não é usada. Não gosto de Reine Sobre Mim, que considero piegas. Sobre a atuação dele no filme, não é nada de mais e não sei o motivo dele investir em dramas, já que, sério, não consegue transmitir emoção alguma. Agora, o que dizer do cara que fez O Paizão, Zohan, Mr. Deeds, comédias extremamente sem graça, querer mostrar talento em filmes que, em tese, exigiriam mais amplitude do “talento” dele?

      14 de Julho de 2011 às 10:17 PM

  7. Ah…

    E sem dúvidas ele foge do normal sim. Estou na torcida para que futuramente ele faça mais Dramas! Só resta torcer.

    Mais P.T.A, Jack Nicholson, menos Dennis Dugan, Rob Schneider…

    14 de Julho de 2011 às 10:08 PM

  8. Parei em atuação ‘nada de demais’.

    A atuação dele em Reine Sobre Mim foi maravilhosa!

    Vi que não vale a pena debater. Porém, estou esperando a resposta do meu primeiro comentário. Foram só P.T.A e Nicholson que fizeram Sandler ter uma boa atuação? E cadê a por** do mérito do ator, no caso de Nicholson, companheiro? Só se tira boas atuações de quem tem talento. Isso é a LÓGICA!

    Novamente, pela milésima vez. Sandler só precisa escolher melhores projetos. Pois já provou que tem talento. Tanto na comédia, como na parte mais séria da Sétima Arte, blá, blá, blá.

    Essa é minha deixa.

    15 de Julho de 2011 às 1:04 AM

    • Primeiro: não existe “parte mais séria da Sétima Arte”, uma boa comédia é tão difícil de fazer quanto qualquer papel dramático. No caso de Sandler é o tipo de comédia rasa que faz, isso não demanda talento. Paul Thomas Anderson, como bom diretor que é consegue usar a persona do “ator” para os propósitos de Embriagado de Amor. Sabe quando fazer o personagem “estourar”, controla os arroubos, guia a cena e até os gestos do “ator”, pednido para que ele faça isso ou aquilo dentro da proposta que apresentou ao cineasta. Ou você acaha que Sandler fez tudo aquilo no filme no primeiro take ou espontaneamente? Improviso só tem lugar se o diretor deixar, isso não é teatro. Já Nicholson é um ótimo ator que eleva as piadas de Tratamento de Choque e um serve de escada para o outro. É como num time de futebol, se há um craque ao seu lado e ele driblar todo mundo, quando você tocar na bola é só para fazer o gol.

      Quer um exemplo de um ótimo ator, que tem talento, mas dependendo do diretor com quem trabalha (e do roteiro) varia absurdamente a atuação? Nicolas Cage. É simples: repare no histrionismo dele em filmes como O Sacrifício e Vício Frenético. No primeiro é quase insuportável ver os minutos finais do longa, nos quais cage parece ter epilepsia de tão histérico. Enquanto no segundo os gestos exagerados tem razão de ser de vido ao estado do personagem. Isso é trabalho de diretor que sabe controlar o ator.

      15 de Julho de 2011 às 1:58 AM

  9. MEU DEUS! MEU DEUS! MEU DEUS! Dê um cérebro a esse rapaz, por favor.

    Cara, foi uma brincadeira. O que eu quis dizer com “parte mais séria da Sétima Arte“ é logicamente o Drama.

    Desculpe, mas só li essa parte. Não tem como debater. O Fato é que Sandler nunca foi, não é e nunca será um ator medíocre, fraco ou qualquer coisa perto disso. Algumas atuações falam por si e nem eu, e nem principalmente ele, precisam provar nada. Então, pense o que quiser. Não vou querer mudar sua opinião. Nem sei por que comentei aqui, na verdade. Sabia que ia dar nisso. Um ignorante achando que entende de Cinema, mas enfim, vou me retirando agora antes que eu comece a usar termos pejorativos mais pesados com a sua pessoa, pois não tenho paciência pra tanto.

    Parabéns pelo Blog! Acho.

    15 de Julho de 2011 às 3:12 PM

    • Obrigado pelos parabéns. Acho. Talvez se eu tivesse um cérebro…

      15 de Julho de 2011 às 5:36 PM

  10. Não resisti e acabei lendo.

    Cara, SÓ SE TIRA ALGO DE BOM DE ALGUÉM, SE ESSE ALGUÉM TEM CONDIÇÕES DE OFERECER ALGO DE BOM! P.T.A com certeza sabia/sabe disso e por isso ofereceu o papel a Sandler. Pois convenhamos, P.T.A não trabalha com qualquer um, se é que você me entende.

    P.T.A é um ÓTIMO diretor e sabe como tirar boas atuações de seus atores. E pela milésima vez, P.T.A ajudou MUITO, mas MUITO na bela atuação de Sandler, mas por que Sandler tem talento para fazer isso acontecer. Pense um pouco e entenderá, acho. É simples, cara. Se Sandler fosse um péssimo ator, P.T.A não conseguiria tirar uma boa atuação dele. Aliás, se Sandler fosse um ator ruim P.T.A nem trabalharia com ele pra começo. Tente entender o que quero dizer que é muito simples po!

    Desculpe as ofensas, sério, mas é que pelo amor de Deus….

    15 de Julho de 2011 às 3:25 PM

    • Raul, na boa, reveja seus conceitos, precure uma ator de verdade para defender.

      15 de Julho de 2011 às 5:35 PM

  11. Um estúpido sem noção entrando numa de crítico “rebelde” pedindo-me para rever meus conceitos.

    O SUPOSTO medíocre ator faz um bom filme e tem uma ótima atuação, e o mérito é SÓ E SOMENTE do excelente diretor e excelente companheiro de cena. Foi mágica do diretor e de seu companheiro de cena o suposto ator medíocre ter tido uma boa atuação. O fraco ator que atua não tem mérito! NEM UM POUQUINHO QUE SEJA! Pois novamente, foi mágica, ou uma coisa inexplicável ele ter feito um bom trabalho.

    Se um suposto ator medíocre for indicado e ganhar um Globo de Ouro novamente, quem deve receber o prêmio é o Diretor do filme, e não o ator.

    Sou estou seguindo o raciocínio, sem ironizar juro, do inteligente criador da pauta.

    ÉS UM BRINCALHÃO MESMO!

    15 de Julho de 2011 às 6:33 PM

    • Se o seu termômetro é o Globo de Ouro, aí sim tenho a certeza: reveja seus conceitos. Globo de Ouro é um dos prêmios mais “vendidos” que existe. Não premia mérito, mas influência.

      15 de Julho de 2011 às 8:05 PM

  12. Nunca entendi e não é agora, com esse cara, que vou entender críticos ou simplesmente os chatos de galocha que se passam por entendedores do Cinema.

    Não precisa responder, pois já até “desfavoritei” esse Blog e não verei a sua próxima piada.

    15 de Julho de 2011 às 6:42 PM

    • Eu não contei piada alguma, já o Adam Sandler… Várias… Sem qualquer graça.

      15 de Julho de 2011 às 8:06 PM

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