Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (13 a 19 dez)

bowling_for_columbine posterTiros em Columbine (Bowling for Columbine, 2002). De Michael Moore

Michael Moore é sinônimo de provocação e ironia, bem como de politização e combate à cultura americana em seus aspectos mais sórdidos. Este foi o primeiro documentário que assisti do diretor, ainda em 2002. Um primor. Não há nada fora do lugar no longa. Uma das grandes críticas feitas a ele diz respeito à regra de ouro de Maquiavel. Segundo os detratores, Moore não tem pudor em manipular dados para provar suas teorias. Difícil manter esse argumento de pé ao vê-lo derrubando outros argumentos sobre a motivação da violência nos Estados Unidos – como no momento em que expõe a fragilidade das palavras de um diretor de uma fabricante de mísseis por meio de uma montagem com os principais ataques norte-americanos durante todo o século XX, ao som de “What a Wonderful World”. O ponto de partida é o massacre na escola de Columbine, quando, em 1999, dois adolescentes mataram 13 estudantes e feriram mais de 20 pessoas na escola onde estudavam. Ver o amor dos estadunidenses às armas e como a cultura do medo manipula a nação dá uma idéia das motivações de um país que mata mais 11 mil pessoas por ano com armas de fogo. Ferino, Moore ainda faz uma entrevista cortante com Charlton Heston sobre a opinião dele sobre mortes como a de Columbine e de uma garota de 6 anos por meio das armas de fogo. Heston era membro da National Rifle Association. Nota: 10

 

WallStreet-posterWall Street – Poder e Cobiça* (Wall Street, 1987). De Oliver Stone

O longa de Oliver Stone é um verdadeiro retrato de uma época. O mundo yuppie é estampado em cada terno e/ou manobra para faturar dos personagens. Não à toa Gordon Gekko (Michael Douglas) se transformou num ícone – e é interessante pensar como à época muitos executivos pensaram em ser como o anti-herói. Mostrá-lo sob a visão de um novato (Charlie Sheen) é uma ótima escolha para que o roteiro vá do deslumbre ao abismo e o personagem seja explorado em sua totalidade. E Stone filma com o costumeiro cuidado no visual, criando ambientes cheios da vaidade daqueles homens – fotografia escuro/amadeirada e direção de arte imponente onde o dinheiro está – e nunca deixando sua câmera muito tempo parada, como a vida corrida dos investidores. Mas o que realmente chama a atenção é a ascensão e queda de Sheen dentro daquele mundo muito bem descrito pelo subtítulo nacional, de poder e cobiça. Afinal, a ideologia de Geeko é só uma: “Greed is Good”. Nota: 8

*Filme visto pela primeira vez

 

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