Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (20 a 26 dez)

Desperado posterA Balada do Pistoleiro (Desperado, 1995). de Robert Rodriguez

Filmes estilizados são a especialidade de Robert Rodriguez, que, sinceramente, nunca mais conseguiu criar sozinho uma história tão charmosa quanto essa. Antonio Banderas capricha no charme canastra, uma caricatura do macho com coração. Salma Hayek, belíssima, só teve papel sedutor à altura em Um Drink no Inferno – e mesmo assim numa ponta. Enquanto isso, Rodriguez arma uma cena mais absurda que a outra, em tiroteios divertidíssimos, cuja soma de corpos vai aumentando cada vez que o Mariachi de Banderas puxa o gatilho. Com fotografia ensolarada e trilha sonora de primeiríssima, A Balada do Pistoleiro coleciona sequências memoráveis – a piada de Tarantino, a fuga da livraria em chamas – e frases de efeito – “Te agradeci? Agradecerei”. Fora de Joaquim de Almeida tem o seu próprio momento Robert De Niro. A certa altura, ele questiona os capangas o motivo de ainda não terem pegado o Mariachi e dispara: “Qual a dificuldade? Você olha pra ele, quem é esse? É um estranho, nunca vi, pego a arma e…” dispara de verdade. Hilário. O filme é a continuação de El Marichi, filme que, reza a lenda, custou apenas 7 mil dólares e virou um sucesso monumental. Nota: 8

book_of_eli_posterO Livro de Eli (The Book of Eli, 2010). De Albert Hughes, Allen Hughes

Ah se todo filme com ação tivesse pelo menos a profundidade de O Livro de Eli. É claro que o longa não quer ser muito além de uma boa diversão e um produto comercial, mas é surpreendente que trate com tanto gosto a mensagem sobre o poder da fé e o controle de massas. Afinal, a bíblia que Eli carrega é a arma definitiva para que o vilão de Gary Oldman consiga dominar pessoas desesperançadas numa Terra consumida por uma catástrofe. E para trabalhar essa ideia, os irmãos Hughes (Albert e Allen) contam com uma atuação incrível de Denzel Washington, intensa e emocionante no momento certo. E aí o alcance do longa é gigantesco, pois atinge o público que busca cenas de ação – e o longa tem umas ótimas, como o plano-sequência em que uma casa é destruída a bala -, além de quem quer algo a mais que a movimentação do gênero. Como eu já disse: para fazer Comando para Matar ou Predador, o velho e bom Schwarza tinha os músculos. Para O Livro de Eli era preciso um pouco mais. Denzel e Gary foram bons porta-vozes. Nota: 8

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3 responses

  1. Gostei mto de The book of Eli. Não pelos exageros, mas pelo enredo. E principalmente pelo final fodaa… que não vou contar.. mas vc sabe qual é..huahuahuahua…
    O Cinefilia como sempre arrebentando nas dicas.. Dessa vez.. roubei a dica e coloquei no meu blog.. =)
    bjoos.

    27 de Dezembro de 2010 às 12:29 PM

    • O filme é ótimo! Acho os minutos finais muito bonitos. Denzel Washington está, de novo, humilhando.

      27 de Dezembro de 2010 às 12:39 PM

  2. Pingback: Resumo (25 abr a 1 mai) « Cinefilia

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