Go ahead, punk. Make my day.

Resumo de início de ano

traffic-movie-posterTraffic (Idem, 2000). De Steven Soderbergh

Quantas boas escolhas um cineasta pode fazer pelo seu filme? Em Traffic, Steven Soderbergh trabalhou no limite delas. Simplesmente não consigo pensar em nada para melhorar o longa. Partindo da fotografia milimétrica e que (genialmente) usa cores diferentes para cada linha narrativa da trama, passando pelo roteiro intrincado, mas incrivelmente fácil de ser seguido, e chegando ao ápice com o elenco impecável. E neste ponto é bom que se ressalte as atuações de Benicio Del Toro e também de Tomas Milian. O primeiro faz um policial honesto – coisa rara numa fronteira México/EUA corrompida pelo tráfico de drogas -, mas que sabe o momento de recuar para obter uma vitória. Del Toro dá ao personagem um ar cansado mais uma malandragem digna de quem conhece muito bem os becos da sujeira policial. Enquanto Milian, em seus poucos momentos na pele do General Salazar, cria aquele tipo de vilão que você adora odiar. Um primor de atuação que quase te convence da verdade distorcida dele. Enquanto isso, Soderbergh vai filmando com sua câmera trêmula (mas certeira) dramas, fatos e ironias no filme mais completo sobre o mundo das drogas já feito. Curiosidade: a fotografia é assinada por Peter Andrews, na verdade um pseudônimo usado por Steven Soderbergh. Nota: 10

a-casa-da-mae-joana-posterA Casa da Mãe Joana* (Idem, 2008). De Hugo Carvana

A intenção era das melhores: reunir um panteão de velhos e bons atores para um filme rápido e divertido sobre amizade e a própria idade dos amigos. Funciona em alguns momentos, mas na maior parte do tempo a produção lembra um especial de TV. Principalmente pelo tom episódico da trama. Paulo Betti, Antonio Pedro e José Wilker tomam um tombo do também malandro Pedro Cardoso e precisam levantar uma grana para pagar o aluguel. Aí, a dinâmica que poderia ser das melhores com os atores juntos é dividida para que cada um tente conseguir o dinheiro. E tome cenas em fast foward (lembrei de Os Trapalhões), gritaria, situações repetitivas e clichês, muitos clichês. Se não fosse pela ótima presença de cena do elenco (inclui-se a hilária Laura Cardoso com cara de deboche) e uma Fernanda de Freitas simplesmente deslumbrante, seria uma tremenda bomba. Ah! Tem a Juliana Paes muito bem… Se é que você me entende. Nota: 6

the-crazies-posterA Epidemia* (The Crazies, 2010). De Breck Eisner

A refilmagem de O Exército do Extermínio, de1973, tem um ar bacana demais de isolamento e desespero sem se levar muito a sério. Parece daquelas produções B da década de 1950, mas que pesa a mão na violência e não tem qualquer pressa em criar situações de medo e em grandes quantidades como nos filmes de terror “mudernos”. Aqui a curva de problemas vai ascendendo de acordo com que os minutos de passam. Inteligentemente, o roteiro de Scott Kosare Ray Wright cadencia a narrativa, propõe dificuldades cada vez maiores para que o ritmo não se perca e ainda reserve um daqueles ótimos finais apocalipticamente exagerados. Isso e mais o diretor Breck Eisner que sabe criar tensão em boas cenas como a do necrotério envolvendo uma serra elétrica e a das camas, quando um louco arrasta um tipo de pá de feno. Nota: 8

 

*Filme visto pela primeira vez

 

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