Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (31 jan a 6 fev)

ninja_assassin_posterNinja Assassino* (Ninja Assassin,2009). De James McTeigue

Incrível como um filme pode ser tão não-original. Não há absolutamente nada, nada mesmo nos quase 100 minutos de Ninja Assassino que você já não tenha visto antes. Exaustivamente. A começar pelo roteiro sobre uma vingança do tal ninja do título que envolve um amor do passado. Ecos de Coração Valente (sim, não se assuste) até no momento em que o amor do anti-herói é amarrada e morta. Outro épico também é lembrado. 300 é referência a todo tempo, culminando num combate de ninjas em que a câmera varia o zoom, fechando e abrindo o quadro, em câmera lenta enquanto o farto sangue digital jorra. Alguém aí lembrou do ataque do exército do Rei Leônidas? Até a si mesmo o diretor James McTeigue plagia. Repare como a arma com a corrente deixa uma rastro por onde a lâmina voa. Quem se recorda das adagas de V em V de Vingança? Nem a violência gratuita e exagerada da promissora primeira cena serve de muita coisa, afinal, quando você acha que Ninja Assassino tomará o caminho do “desligue seu cérebro”, ele capricha numa cena melancolicamente ridícula dando sinais de que se leva à sério. Haja paciência para aguentar os nada orgânicos flashbacks que conta o passado de Raizo de maneira cerimoniosa e que ainda quebra o ritmo da primeira metade do longa. Aliás, dizer que quebra o ritmo é força de expressão, é quase insuportável aguentar pela enésima vez o rosto nada expressivo de Rain, com olhar perdido em suas lembranças e que introduzem os tais flashbacks. Dizer que ele não é ator é chover no molhado. Novidade será a explicação de como McTeigue conseguiu fazer uma ótima estreia e se perder completamente nesse segundo trabalho. Nota: 4

Poster - How To Train Your DragonComo Treinar Seu Dragão* (How to Train Your Dragon, 2010). De Dean DeBlois e Chris Sanders

Assim como fizeram no terno Lilo & Stitch – na época trabalhando para a Disney -, Dean DeBlois e Chris Sanders aqui não têm uma história exatamente nova, mas trabalham a relação entre os personagens de maneira tão agradável e humana, que dificilmente alguém vai se incomodar com os clichês. Chega a ser irônico, mas a relação humana que digo é entre um garoto viking e seu dragão. Nada muito diferente da havania Lilo e seu alien Stitch. Há a aproximação, os primeiros contatos e a amizade, tudo contado com uma graciosidade que te lima até estranhamento do dragão Banguela ser a cara de um gato – com asas e  rabo. Se Lilo tinha que ensinar bons modos ao azulado extraterrestre, aqui, Soluço procura entender o comportamento do azulado Banguela, enquanto aplica seus conhecimentos  num trainamento para revolucionar o que se sabe sobre a espécie considerada uma praga pelo seu povo. O fato da relação do garoto ser complicada com o pai – desculpe, mas me lembrei de novo da animação anterior, Lilo e a irmã Nani -, apesar do clichê, é atenuada pela posição do próprio progenitor. Apesar de impôr sua vontade é um cara cheio de dúvidas e que até escuta conselhos sobre as razões do filho, que não se encaixa na força-bruta nórdica. E se lá pelas tantas a história dá um guinada meio forçada para achar um inimigo em comum entre dragões e humanos, as incríveis sequências de vôo e o final um tanto mais corajoso para esse tipo de produção – além da, repito, bela relação entre os personagens – fazem valer o programa, emocionante e divertido. Nota: 8

Devil posterDemônio* (Devil, 2010). De John Erick Dowdle

Vindo da desnecessária refilmagem Quarentena (filhote bastardo do ótimo espanhol [REC]), o diretor John Erick Dowdle se se manter  comesse tipo de trabalho, estará entre os cineastas que mais passarão em branco na história do Cinema. Simples: ninguém viu Quarentena e Demônio simplesmente não causa qualquer emoção no espectador. Não pra sentir raiva do longa, mas não há empolgação. A trama caminha direitinho, sem muitos tropeços, porém cadê a relevância dela? Você quer saber (apesar de já saber) o que se passa dentro do elevador cheio de estranhos, todavia não há sequer um personagem que te dê razão para se preocupar com ele. Enfim, Demônio tem tudo para ser daqueles filmes pegos na TV a Cabo, já pela madrugada tediosa que se assiste e vai esperando o sono. Acabou? É cama. E daí que elevadores quase caiam em cima de  um técnico e ele não avisa ninguém? E daí se o ambiente claustrofóbico não é explorado? E daí se a narração em off falta só te perguntar se está tudo entendido? E daí se um personagem pega um cabo de energia solto e põe o pé na água? E daí se nem os bons movimentos de câmera dão qualquer importância ao filme? E daí se a reviravolta já esperada de um argumento M. Night Shyamalan chega e amarra a narrativa? Aliás, por qual motivo ele mesmo não dirigiu e roteirizou sua história? E daí isso também? Os rápidos 80 minutos passam e você mal trocou de posição na cadeira. Nota: 6

*Filme visto pela primeira vez

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