Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (14 a 20 fev)

hangoverSe Beber, Não Case! (The Hangover, 2009). De Todd Phillips

Todd Phillips é o rei da atual comédia de farra. Consegue ser bom de bilheteria, ter piadas ultrajantes e ainda fazer um filme realmente bom. Assistindo a Se Beber, Não Case! o que vem à cabeça é como ninguém pensou nisso antes. Se numa ressaca a dor de cabeça é tanta que a amnésia é inevitável, é claro que um filme como esse poderia dar certo. A apelação corre longe, ainda que as piadas sejam estritamente de conteúdo adulto, isso porque Phillips consegue falar de sexo e bebida no limite entre o engraçado e o mau gosto – conste que ele sempre está no primeiro time. A ideia genial é: grupo de amigos vai fazer uma despedida de solteiro em Las Vegas, acordam na manhã seguinte com uma galinha, um tigre e um bebê no quarto, mas sem o noivo. A narrativa segue a maneira como eles irão encontrar o rapaz e descobrir o que fizeram durante à noite. Se tornando  uma das melhores comédias dos últimos anos, Se Beber, Não Case! ainda guarda para os créditos a melhor sequência de todo o longa-metragem (vide post anterior deste blog). Nota: 8

the-runaways-posterThe Runaways – Garotas do Rock* (The Runaways, 2010). De Floria Sigismondi

Quem viu as prévias de The Runaways (ignorem o subtítulo brasileiro tosco), sabia que o longa tinha muito para ser um novo The Doors, afinal, Dakota Fanning é o grande motivo para se assistir ao filme sobre primeira banda de rock só de meninas. OK, ela não chega à atuação mediúnica de Val Kilmer, mas está impecável como Cherie Currie, a vocalista do grupo. A cena em que refaz a música “Cherry Bomb” no famoso show das Runaways no Japão é espetacular, num misto de edição estilosa, direção idem e atuação hipnótica. Por falar nisso, as apresentações das garotas são todas muito bem pensadas pela diretora Floria Sigismondi, mas esta falha em outros pequenos detalhes, como em posicionamentos dos atores em cena  – quando o carro da banda para em frente ao local de apresentação no Japão, por exemplo, os fãs de movem de forma muito artificial. O roteiro é dos mais convencionais no que diz respeito à dinâmica da narrativa, indo do céu ao inferno como visto em filmes recentes como Ray e Johnny & June. O diferencial está cenas de sexo, bastante ousadas, mas que não servem de muita coisa para os personagens, uma vez que apressado, o longa não os desenvolve adequadamente. Assim, apesar de interessante, o empresário Kim Fowley se transforma apenas em objeto de curiosidade – numa atuação louca de Michael Shannon -, além do resto da banda estar lá quase que para fazer número. À exceção de Joan Jett, a outra protagonista da história tem espaço na trama e é vivida sem muita intensidade, mas com competência por Kristen Stewart. Apesar do final um tanto anti-climático, o fim da história não poderia ser mais deprimente para todas as garotas do rock… Ops! Não pude evitar. Ótima reconstituição de época, com bons figurinos e direção de arte, além da belíssima fotografia que emula filmes fotográficos vintage.  Nota: 8

*Filme assistido pela primeira vez

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