Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (21 fev a 6 mar)

LastAirbenderPoster2O Último Mestre do Ar* (The Last Airbenber, 2010). De M. Night Shyamalan

Não que este seja o pior filme de M. Night Shyamalan (há A Dama na Água na frente), mas em filmes como o fraco Fim dos Tempos o problema estava principalmente no roteiro, o que também acontece aqui, porém sem qualquer lampejo daquele bom diretor que ainda criava boas sequências. Nessa adaptação do desenho animado “Avatar”, tudo é muito morno e corrido, não há espaço para os personagens, os quais simplesmente seguem a trama sobre grupos que dominam elementos da natureza em guerra. À espera de um messias para balancear as forças, o filme vai revelando que o salvador pode ter chegado, mas mesmo dando gancho para uma continuação Shyamalan não consegue se aprofundar nos dramas, nem na ação e seu roteiro acelerado ainda deixa buracos fenomenais – se a Nação da Terra consegue fazer aquele estrago no acampamento de trabalhos forçados da Nação do Fogo, por qual motivo não fez antes? -, isso sem contar a direção de pouca inspiração, que cria apenas um bom momento, já no final, quando Aang cria uma gigantesca barreira de água. Um desperdício de material. Nota: 5,5

metal_a_headbangers_journeyMetal – Uma Jornada pelo Mundo do Heavy Metal (Metal – A Headbanger’s Journey, 2005). De Sam Dunn, Scot McFadyen e Jessica Joy Wise

Uma análise interessante e divertidíssima do mundo heavy metal feita por um antropólogo apaixonado pelo estilo musical. E as coisas vão além, trata-se de um modo de viver analisado em suas origens, influências, componentes e comportamento. Assim, é surpreendente saber que muitos dos rockeiros surgem em ambientes problemáticos financeiramente ou o quanto a música considerada pouco sofisticada tem pontos em comum com compositores clássicos como Wagner. No sentido cinematográfico é maravilhosa a fusão de “Prelúdio e Fuga em Dó Menor”, de Bach, com “Eruption”, do Van Halen, a certa altura do longa. Além do estudo da cultura headbanger, Metal ainda reserva uma verdadeira aula para quem quer conhecer mais sobre as inúmeras ramificações do gênero, feito por gente que entende do riscado: de Bruce Dickinson, do Iron maiden, ao sinistro Gaahl, do Gorgoroth, passando pelo esquisitaço Necrobutcher, pelo divertido Dee Snider e pelo boa praça Ronnie James Dio. Vale cada batida de cabeça. Nota: 8,5

knight_and_day_posterEncontro Explosivo* (Knight and Day, 2010). De James Mangold

Eu já disse que sou fã de exageros à lá Carga Explosiva e Adrenalina, mas o que acontece em Encontro Explosivo é justamente o contrário do que pretendem os dois filmes anteriormente citados: se levar à sério. Neste verdadeiro veículo para o charme de Tom Cruise as cenas de ação são cheias de “forçações de barra”, mas nada daquele tipo que fez a fama de Jason Stathan, e sim daqueles que fizeram a derrocada de Arnold Schwarzenegger em O Último Grande Herói. Você pode até achar estranho dizer isso de um filme que quer ser só bem humorado, mas Encontro Explosivo se leva bem à sério, tentando criar um super agente hiperbólico no início da trama, ele vai se tornando um cara que negocia demais para quem pode dar saltos gigantescos em motos e atirar com 100% de precisão. O ritmo alucinante na abertura dá lugar a um jogo de gato e rato sem graça aos poucos, já que exige-se um romance entre Cruise e Cameron Diaz – uma relação que ainda guarda aquele rompimento estratégico lá pelas tantas apenas para criar algum tipo conflito. E já que toquei no assunto, incrível como o roteiro estica um ponto de partida que daria no máximo um curta-metragem para mais de 100 minutos. Chato, exagerado e sem mojo. Nota: 5

cartazoficialacapitaldosmortosA Capital dos Mortos* (Idem, 2008). De Tiago Belotti

Tosco, engraçado e divertido, A Capital dos Mortos não é um bom filme, mas é legal. A trama: Brasília é invadida por zumbis e grupo de amigos tenta se manter vivo. Os atores: todos de segunda ou terceira – sei lá se são profissionais. A direção: criativa, mas descuidada – a cidade passa pelo apocalipse, mas há vários carros andando normalmente pelas ruas. O roteiro: criativo, mas clichê do início ao fim – narrativa fragmentada, entes tendo que ser mortos, teorias manjadas para explicar a invasão dos mortos, etc. E apesar da tosqueira, o longa é daqueles feitos para ser assim, mas não produzidinho como um produto buscando um nicho, está claro que foi feito na raça e capricha na podreira quase que involuntariamente. Não há a profundidade que George Romero um dia teve, porém não há picaretagem. O projeto é independente, saído da cabeça do diretor Tiago Belloti e filmado inicialmente com apenas uma câmera. O parto do longa foi de 27 meses e teve inúmeros colaboradores que tinham o único objetivo de ser um zumbi na eficiente maquiagem da produção. Para saber mais acesse o site de A Capital dos Mortos. Tem até DVD à venda. Nota: 7

*Filme assistido pela primeira vez

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s