Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (7 a 13 mar)

homem-que-copiava-posterO Homem que Copiava (Idem, 2003). De Jorge Furtado

À primeira vista, O Homem que Copiava nem parece ser o filme bom que é. Com muita comédia e dirigido sem querer reinventar a roda, ele é ambicioso e consegue atingir cada um de seus objetivos: ser divertido, mas ao mesmo tempo sombrio sem julgar os personagens. Criar, então, um cara como André é genial. Inerte, mas que irá roubar, trapacear e cometer outros crimes para sair do ostracismo de sua existência. Tudo isso sem transformá-lo num monstro. Mérito da motivação criada pelo roteiro e do carisma de Lázaro Ramos na dianteira do filme. Primeiro ele tem um amor que parece ser impossível, ainda que dos mais normais desse mundo: a vizinha que ele espia já há algum tempo. Depois, Ramos cria um tipo sem energia, mas que mostra sensibilidade e um humor ácido com seu trabalho como “operador de fotocopiadora”. Leandra Leal também é um poço de candura, mas com algo a mais em sua personalidade, e fechando o elenco Pedro Cardoso e Luana Piovanni são os coadjuvantes que todo diretor queria,  seguros e que exploram com maestria o bom material que tem em mãos. Jorge Furtado volta a trabalhar a  linguagem que lhe deu fama no curta-metragem Ilha das Flores, entrecortada, cheia de links, mas que reflete perfeitamente o tipo de conhecimento que o próprio André tem, adquirido ao ler materiais variados em seu emprego e em partes. Nota: 10

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