Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (14 a 20 mar)

totoro_dvdMeu Vizinho Totoro* (Tonari no Totoro, 1988). De Hayao Miyazaki

Meu Vizinho Totoro é daqueles filmes feitos em cima de uma ideia simples, mas de realização extraordinária. A trama tem apenas um conflito, gerado para ser o clímax da narrativa, de resto é apenas a história de duas irmãs, recém-chegadas a uma zona rural do Japão, que descobrem a entidade Totoro, um ser grande e peludo que protege a natureza. De uma delicadeza ímpar, o filme é focado no relacionamento das irmãs com o mundo e cuja curiosidade simplesmente encanta a quem acompanha a história. A animação de Hayao Miyazaki dá conta do resto, detalhista e de uma beleza inigualável. A cena da chuva é um primor de direção e da qual saem os planos esteticamente mais lindos do filme. Fora que o senso de aventura do realizador é minimalista, conseguindo numa cena de voo, o que filmes inteiros de aventuras gigantes não conseguem: tirar  fôlego do público. Não fosse a resolução simplista para o conflito que fecha o longa, seria uma obra irretocável – atrevo-me a dizer que este é seu único defeito -, mas mesmo assim é saboroso ver uma produção calcada na delicadeza e de força tão grande como esta. Linda trilha sonora. Nota: 9

slumdog_millionaire-posterQuem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire, 2008). De Danny Boyle

Um filme cheio de miséria e com cenas de tortura pode ser delicado? Quem Quer Ser um Milionário?, apesar de algumas vezes apelar nessa intenção é relativamente bem sucedido ao contar a história do garoto zé-ninguém que vai chegar no topo do mundo apenas por sua experiência de vida. É um tipo de fábula moderna que leva em conta a violência do mundo e as mudanças radicais que um país de contrastes como a Índia tem. Saber misturar tudo isso numa trama claramente com um pé na “não-realidade” é um dos pontos positivos do roteiro de Simon Beaufoy, baseado no livro de Vikas Swarup. Não que ele seja perfeito, afinal, se é tão moderno assim, criar um vilão tão bidimensional não é algo aceitável. Contudo, a história dos irmãos Malik e da linda Latika é bonita e, incrivelmente, alto astral – inclusive com o artifício de redenção e punição para as pessoas más. As fortes influências de Bollywood ajudam na sequência de danças dos créditos. Nota: 8,5

*Filme assistido pela primeira vez

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