Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (21 a 27 mar)

lord_of_warO Senhor das Armas (Lord of War, 2005). De Andrew Niccol

Ironia. Esse é o meio mais usado pelo diretor e roteirista Andrew Niccol utiliza para contar a história de Yuri Orlov (Nicolas Cage), o traficante de armas cuja grande motivação é: se existe uma arma para cada 12 pessoas no mundo, como armar as outras 11? Por meio de um roteiro inteligente, ainda que abuse das narrações em off, O Senhor das Armas se desenvolve de maneira rápida e é preciso ficar esperto com o que se passa na tela, pois mesmo que às vezes os acontecimentos deem uma escapada do fio principal da narrativa, o número de informações e o poder delas criam um personagem profundo e que realmente quase te convence de que o que ele faz não é imoral. Nic Cage ajuda muito com um trabalho bem ao seu estilo, com certo exagero, mas de cinismo e carisma em altas doses. Se a direção não investe em momentos primorosos  de maneira encadeada, pelo menos dois deles merecem ser registrados: a fantástica abertura, ao som de “For What It’s Worth”, do Buffalo Springfield, que acompanha um bala desde a linha de montagem até ela parar na cabeça de uma criança na África, e também a rápida imagem de uma AK-47 sendo disparada e o som das cápsulas saindo da arma se transformando no som de caixas registradoras. E um filme que aponta para o próprio país lembrando que ele é o maior vendedor de armas do mundo merece nosso respeito. Nota: 8,5

simpsons_movieOs Simpsons – O Filme (The Simpsons Movie, 2007). De David Silverman

Rever Os Simpsons é tentar entender o processo que levou a Academia a não indicar essa animação como uma das melhores do ano. Não cheguei a muitas conclusões, apenas que perderam a oportunidade de premiar um dos grandes filmes americanos de 2007. Cheio de um humor ácido, que muitas vezes se dilui nesses mais de 20 anos da série na TV, o longa tem uma narrativa cinematográfica, de maior amplitude sem perder as melhores características dos personagens, o que foi determinante para o sucesso do filme. Se este começa com o pé embaixo na velocidade das piadas, o ritmo vai diminuindo para que a trama flua, o que pode causar certo desconforto para quem se matou de rir nos dois primeiros terços do filme, contudo isso não estraga a diversão. E não se assuste se os lenços forem necessários ao ver Homer e Marge discutindo o casamento. Fique ligado: durante os créditos Maggie fala pela primeira vez. Nota: 8,5

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