Go ahead, punk. Make my day.

Archive for Maio, 2011

Trailer “vazado” de The Girl With The Dragon Tattoo

Apesar de ser gravado direto da tela, o trailer da versão de David Fincher para The Girl With The Dragon Tattoo tem algumas características que levam a acrer de que não se trata de um trailer vazado, mas sim de uma ação da MGM e Columbia. Os principais são a boa qualidade da imagem, ainda que “pirateada”, e a falta de som ambiente, muito comum em gravações de tipo.

De qualquer forma, é um preview dos mais bacanas com uma versão arrepiante de ‘Immigrant Song’, do Led Zeppelin, feita por Trent Reznor e Atticus Ross e uma montagem que segue milimetricamente a batida da música. Um teaser sem concessões e bem empolgante, apesar de achar desnecessário mais um filme baseado no primeiro livro da trilogia Millennium, escrita por Stieg Larsson e que já ganhou um bom filme em terras suecas.

*Comentário de Última Hora: The Feel Bad Movie of Christmas? Muito bom!

UPDATE: Tiraram o trailer do ar, mas aqui você pode assistir com censura.



Resumo (23 a 29 mai)

deception-posterA Lista – Você Está Livre Hoje?* (Deception, 2008). De Marcel Langenegger

Não basta ser um filme fraco, os distribuidores têm de inventar uma péssima tradução para o título. Mas isso não é culpa dos realizadores. Já o roteiro extremamente previsível é. O cineasta Marcel Langenegger até faz um trabalho razoável, mantendo a câmera calma quando deve (a maior parte do tempo) e sendo sutil na maior parte do tempo – pena não conseguir ser sempre assim, vide olhares estranhos para Hugh Jackman. Utilizando bem a fotografia fria de Dante Spinotti (dos ótimos Inimigos Públicos e O Informante), repare como o diretor inverte a expressão “observo as pessoas como peixes num aquário”, ao filmar o autor da frase, Ewan McGregor, pelos vidros das empresas onde trabalha ou num carrinho de uma ambulante pelas ruas. Contudo, nada que funciona bem consegue tirar a história escrita por Mark Bomback da lama. Desde o início, quando o personagem de Jackman aparece, é possível prever os passos do roteiro. Ele inicia uma amizade com o introvertido McGregor, o inicia num jogo de sexo e, enfim, vai parar num clichê absoluto do sub-gênero “sexy thriller”. Nem a lindeza Michelle Williams salva. Nota: 6

30-days-of-night-poster30 Dias de Noite (30 Days of Night, 2007). De David Slade

Poderia ter sido um filmaço sobre vampiros. Não foi. De qualquer maneira, David Slade saiu do surpreendente MeninaMá.com e tirou da cartola essa adaptação interessante da graphic novel homônima de Steve Niles e Ben Templesmith. Carregando o tom na violência e pintandod e vermelho a neve onipresente no longa, o cineasta tem um ponto de partida original: uma cidade ao norte do Alasca tem invernos com noites de 30 dias, ambiente perfeito para vampiros sedentos se banquetearem. É o massacre que será mostrado, porém a preparação para que ele ocorra, talvez seja o melhor do filme, quando Ben Foster mostra que é um dos atores mais injustiçados atualmente. Algumas soluções do roteiro para mostrar a população sofrendo ataques e ainda dar profundidade aos personagens são intilegentente econômicas. A exemplo do casal John e Ally que parece ter problemas com o casamento – mostrado apenas com os dois separados e um jantar que não os junta –, algo que mostra o cuidado do roteiro em dar algum background ao pessoal em cena. O terror vem de belas imagens como o voo em plongué no auge do ataque do vampiros – o qual mostra várias ações ocorrendo ao mesmo tempo –, ou de cenas cruas como o casal atacado pelo líder das criaturas que lembra não haver qualquer esperança, apenas “fome e dor”. O final anticlímax e o ritmo um tanto oscilante prejudicam o longa, mas a cena final é lindamente bizarra. Nota: 7,5

*Filme assistido pela primeira vez


Há alguns anos…

Se levarmos em conta o ano de lançamento do filme, essa foto tem pelo menos 14 anos.

Titanic
Leonardo DiCaprio e Kate Winslet nas gravações de Titanic (1997)


Vou Ver Inês

Ines Via @JuSelise e @DougOblivion

 

 


Resumo (16 a 22 mai)

iron_man_2_posterHomem de Ferro 2 (Iron Man 2, 2010). de Jon Favreau

Com Thor, o projeto Os Vingadores vem tomando cada vez mais corpo, mas ele teve início com Tony Stark e sua armadura de guerra. Aqui, o projeto vai bem à frente e evita que apenas mais um filme de ação divertido aconteça, afinal, a estrutura da trama é basicamente a mesma do longa original (vilão, vingança e poder contra Stark). Some a isso um elenco afiadíssimo e Homem de Ferro 2 consegue divertir e ter ação ainda mais complexa que o primeiro. Mas volta a falhar no duelo final, que é um tanto anticlimático. O drama de Tony Stark e o caos que se torna sua vida evitam o chororô e ainda conseguem dar maior dimensão ao personagem, de novo vivido com estilo e charme por Robert Downey Jr., o qual só perde espaço quando Scarlett Johansson está em cena, de beleza esplendorosa e atuação discreta – além de dona de uma cena de pancadaria na pele da Viúva Negra, que muitos filmes de ação dariam dez milhões de dólares para ter. Nota: 8


Uma frase, Um personagem

ferris-bueller-s-day-off-original“A vida passa muito rápido. Se você não parar e olhar ao redor de vez em quando, você pode perdê-la”

(Ferris Bueller, Matthew Broderick – Curtindo a Vida Adoidado, 1986)



Filmes na Prateleira

filmes

Ah! A difícil vida de um colecionador de filmes… Você pode pensar: “Que lamúria mais chata!”. OK, que seja, mas cada um com suas obsessões. A minha nos últimos dez anos tem sido comprar filmes. O advento do DVD me ajudou muito… Peraí, eu disse dez anos? Olhando para o lado e vendo minhas velhinhas fitas VHS de quase 15 anos chegou a me dar saudade do barulhinho do videocassete ao gravar filmes das TVs a Cabo e aberta, comprimindo dois ou três deles num único rolo magnético de seis horas de gravação – quem gravava lembra, bastava acionar o modo SLP/EP. E daí que a qualidade de som e imagem era inversamente proporcional ao tempo estendido da gravação? Afinal, Coração Valente e Fogo Contra Fogo, ambos com cerca de 170 minutos e dois dos meus preferidos até hoje, não caberiam em apenas duas horas de REC aceso em vermelho. Mas divago.

O advento do DVD facilitou muito minha vida. Foi com os disquinhos que pude dizer que tinha uma coleção decente. Acho que o primeiro deles, Minority Report – A Nova Lei, quase furou de tanto ser tocado no DVD player. Ali descobri o fabuloso mundo dos ‘extras’: making of, bons documentários, informações inúteis, galeria de fotos, jogos interativos, etc. Ah esse negócio maravilhoso chamado DVD Duplo, fascínio e dinheiro indo para o ralo – como o androide Gigolô Joe diz em A.I. – Inteligência Artificial, “hoje em dia, nada custa mais que a informação”.

Gastei uma boa grana com filmes e olha que nem sou um grande colecionador, apesar dos 220 filmes que estão nas minhas prateleiras. Eu disse “gastei”? Inocente. Aqui vou parafrasear Edward Norton em Clube da Luta: quando estava quase satisfeito, eis que me surge o Blu-ray.

“Isso é blu-ray! Qualidade de imagem e som em alta definição! O filme como ele foi criado para ser assistido”, informa a publicidade do novo formato a tomar as lojas e as salas de nossas casas. E isso não é ótimo? Sim – Avatar em HD é coisa linda – e não, já que eu vou ter que substituir a minha coleção inteira. Reparou como os DVDs têm baixado de preço? Pois é, os Blu-rays não, e logo eles farão com o Digial Video Disc exatamente o que ele fez com o VHS: extinção. Enfim, é o modo capitalista de mover as compras, certo? Novidade sempre para você ter onde pôr seu suado dinheiro. Mas divago novamente.

Assim, os títulos repetidos já começam a aparecer: Kill Bill vol. 1 e Amélie Poulain foram só os primeiros. A TV teve que ser trocada e o aparelho de DVD hoje pega poeira na estante, bem ao lado do vistoso Bly-ray player. A difícil vida de um colecionador de filmes… Não é bom nem comentar as versões especiais de filmes que se pode encontrar por aí: gift set, book set, steelbook e uma maleta importada de A Origem com três discos, cartões, livreto e o totem de Cobb (Leonardo DiCaprio) que nunca vou ter. O que ainda me consola um pouco é que não sou um seguidor d’A Força, pois apesar obrigatórias, nunca compro nenhuma das caixas de Star Wars. Motivo: George Lucas lança todo ano um produto diferente da saga de Anakin e Luke Skywalker. Já tem a trilogia clássica com e sem novos efeitos visuais, a nova trilogia, os seis filmes juntos, os filmes avulsos, as novas caixas em Blu-ray… E o 3D vem por aí. Os bolsos de Jedis e Padawans sofrem.

*Texto originalmente publicado na Resvista Meio & Midia CULT (ed. 71) – Abril de 2011