Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (25 abr a 1 mai)

D9_PosterDistrito 9  (District 9, 2009). De Neil Blomkamp

Com um tom social, mas de levada arejada, essa ficção-científica surpreende por conseguir atingir a vários públicos. É um ótimo filme de ação, cheio de câmeras nervosas que simulam um documentário por vezes ou simplesmente abraçam a ação cheia de efeitos visuais e correria. Ou melhor: cria uma história na qual há uma alegoria do próprio apartheid, só que dessa vez os alienígenas nada civilizados é que tomam o lugar da briga racial entre negros e brancos na África do Sul. Inicialmente focado no que seria um documentário sobre a retirada de aliens do chamado Distrito 9, “bairro” onde eles vivem desde que sua nave parou sobre Joanesburgo, logo o filme vira um drama/ação dos mais eficientes de fazer o queixo cair com a fluidez em que anda entre gêneros, tentando manter o que há em comum entre eles para que não se torne esquizofrênico. Funciona que é uma beleza. Nota: 9


el-mariachi-movie-posterEl Mariachi* (Idem, 1992). De Robert Rodriguez

Diz a lenda que esse filme de ação sobre um músico que irá se tornar um verdadeiro matador vingador custou US$ 7 mil. Se há dúvidas, o certo é que ele venceu o Grande Prêmio do Júri em Sundance em 1993 e outros festivais, deu origem a uma trilogia e fez o nome de Robert Rodriguez. Na minha opinião não era para tanto, mas não há como negar que El Mariachi tem personalidade, é divertido e mostra os melhores cacoetes do cineasta. A exemplo da montagem estilosa, feita pelo próprio e extremamente dinâmica, que dá a agilidade que um filme como este necessita, afinal, o roteiro, apesar de engenhoso, não é dos mais consistentes, abrindo alguns buracos – se você é perseguido por ser um músico de preto, se instala no hotel do inimigo e começa a tocar? Porém, o bom humor e o estilo chicano de fazer ação exagerada só perdem para a continuação, a qual contou com mais grana e Antonio Banderas como o Mariachi. Nota: 7,5

zombieland-posterZumbilândia (Zombieland, 2009). De Ruben Fleischer

Fazer comédia com o terror não é novidade, mas com essa qualidade não é tão comum. Ao invés de simplesmente satirizar o sub-gênero dos zumbis, o diretor Ruben Fleischer e os roteiristas Rhett Reese e Paul Wernick buscam identidade inserindo regras que salvam a pele do protagonista vivido por Jesse Eisenberg e criam personagens tão divertidos que é até difícil escolher um preferido. De visual caprichado, o filme ganha a plateia pelas inúmeras (boas) piadas que se encadeiam e pelo bom ritmo. Ter no elenco Emma Stone, Abigail Breslin e, principalmente, Woody Harrelson também não é nada mal. Fora Bill Murray, na segunda melhor sequência da produção. Segunda melhor sim, afinal a abertura de Zumbilândia e as cenas que compõem os créditos são sensacionais, apenas introduzindo algumas das características que veremos a seguir: muito sangue, humor onde deveria haver terror, quadros inusitados (e belos, acredite) e trilha sonora rocker que dá o pontapé inicial com ‘For Whom The Bell Tolls’, do MetallicA. Nota 8,5

Dracula_posterDrácula de Bram Stoker (Bram Stoker’s Dracula, 1992). De Francis Ford Coppola

Esse é o tipo de filme que dá gosto de assistir, apetitoso para os olhos. Cada quadro parece ter sido minuciosamente concebido por Coppola, desde os figurinos e cenários, até a montagem das mais detalhistas. Além, claro, de ter uma linda história de amor gótica, com tons teatrais e que ainda arruma espaço para homenagear produções antigas, ao nunca fazer uma tomada sequer em locações, o que leva a direção de arte ao limite da criatividade para criar todos os ambientes do longa. Corajoso ao extremo nos minutos iniciais, nos quais é mostrada a transformação do guerreiro católico impiedoso no mau e trágico vampiro, Drácula é um filme talhado a mão em sua direção, que mostra uma variedade impressionante – planos-detalhe, câmeras subjetivas, gruas, travellings, steady e até uma simulação do cinematógrafo dos Irmãos Lumière, perfeitamente encaixada na narrativa. Brilhante fotografia sombria de Michael Ballhaus. Nota: 9

*Filme assistido pela primeira vez

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