Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (9 a 15 mai)

Easy-A-posterA Mentira* (Easy A, 2010). De Will Gluck

Quem não gosta das comédias românticas adolescentes que John Hughes escrevia e/ou dirigia nos anos 80, não sabe o que é ser jovem, descolado e atormentado de verdade. Filmes como Gatinhas e Gatões, A Garota de Rosa Shocking e (ápice) Curtindo a Vida Adoidado marcaram gerações. Sério, sem clichê. Nâo à toa, uma das melhores comédias a surgir nos últimos anos é uma grande homenagem ao estilo de Hughes. A Mentira tem personagens adolescentes que sofrem de alguma maneira na escola, mas que passam por uma experiência nada convencional e dá origem a um filme divertidíssimo. Aqui Emma Stone é Olive (anagrama para I Love, ela mesma conta isso), garota que aceita se passar por ficante de qualquer um que lhe pague ou lhe dê algum mimo, mas sem sexo ou beijos. Inicialmente, as coisas acontecem para que ela ajude alguém, contudo depois vira uma bela forma de ganhar popularidade, mesmo não sendo das mais positivas. Ela se transforma na bitch da turma, enquanto Emma, lindíssima distribui carisma em quantidades generosas. O diretor Will Guck é ágil e tem bom timing para as piadas – gostei particularmente do uso da steady cam para mostrar como as notícias mentirosas sobre Olive se espalham pela escola. O roteiro inteligente não perde uma só sacada, jogando informações que mais tarde serão reaproveitadas em mais momentos engraçados.  Além do fato da narração em off ser justificada com maestria, criando uma jogada no melhor estilo Ferris Bueller de esperteza. Enfim, uma ótima homenagem, original e de protagonista em estado de graça. Ótimo elenco como um todo. Nota: 8

psycho-posterPsicose (Psycho, 1960). De Alfred Hitchcock

Longa filmado com uma complexidade espantosa, Psicose é daqueles filmes de baixo orçamento que primam pelo talento de quem o realiza. Primeiro na direção de Hitchcock, nas câmeras cheias de movimento e nos enquadramentos milimétricos. Deposi tem a trilha sonora clássica de Bernard Herrmann, com pelo menos dois dos temas mais história do Cinema. Além de atuações fantásticas de quase todo o elenco, em especial a de Anthony Perkins, cujo olhar é ao mesmo tempo apavorado e apavorador. Nem preciso dizer alguma coisa da cena chuveiro e seus 70 enquadramentos filmados até a versão final, né? Coisa de gênio, de verdade. O que me chamou a atenção dessa vez, no entanto, foram alguns cortes uma tanto descuidados da montagem que ou são rápidos demais ou apontam escolhas desnecessárias do cineasta. A exemplo do diálogo entre o xerife, sua mulher, Lila Crane e Sam Loomis, no qual o enquadramento vai de um lado para outro po meio de cortes, mantendo a esposa do policial como referencial. O que deveria trazer dinamismo para a conversa causa estranheza. Contudo, nada grave demais, Psicose continua sendo um dos medalhões do terror. Nota: 9

*Filme assistido pela primeira vez

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