Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (23 a 29 mai)

deception-posterA Lista – Você Está Livre Hoje?* (Deception, 2008). De Marcel Langenegger

Não basta ser um filme fraco, os distribuidores têm de inventar uma péssima tradução para o título. Mas isso não é culpa dos realizadores. Já o roteiro extremamente previsível é. O cineasta Marcel Langenegger até faz um trabalho razoável, mantendo a câmera calma quando deve (a maior parte do tempo) e sendo sutil na maior parte do tempo – pena não conseguir ser sempre assim, vide olhares estranhos para Hugh Jackman. Utilizando bem a fotografia fria de Dante Spinotti (dos ótimos Inimigos Públicos e O Informante), repare como o diretor inverte a expressão “observo as pessoas como peixes num aquário”, ao filmar o autor da frase, Ewan McGregor, pelos vidros das empresas onde trabalha ou num carrinho de uma ambulante pelas ruas. Contudo, nada que funciona bem consegue tirar a história escrita por Mark Bomback da lama. Desde o início, quando o personagem de Jackman aparece, é possível prever os passos do roteiro. Ele inicia uma amizade com o introvertido McGregor, o inicia num jogo de sexo e, enfim, vai parar num clichê absoluto do sub-gênero “sexy thriller”. Nem a lindeza Michelle Williams salva. Nota: 6

30-days-of-night-poster30 Dias de Noite (30 Days of Night, 2007). De David Slade

Poderia ter sido um filmaço sobre vampiros. Não foi. De qualquer maneira, David Slade saiu do surpreendente MeninaMá.com e tirou da cartola essa adaptação interessante da graphic novel homônima de Steve Niles e Ben Templesmith. Carregando o tom na violência e pintandod e vermelho a neve onipresente no longa, o cineasta tem um ponto de partida original: uma cidade ao norte do Alasca tem invernos com noites de 30 dias, ambiente perfeito para vampiros sedentos se banquetearem. É o massacre que será mostrado, porém a preparação para que ele ocorra, talvez seja o melhor do filme, quando Ben Foster mostra que é um dos atores mais injustiçados atualmente. Algumas soluções do roteiro para mostrar a população sofrendo ataques e ainda dar profundidade aos personagens são intilegentente econômicas. A exemplo do casal John e Ally que parece ter problemas com o casamento – mostrado apenas com os dois separados e um jantar que não os junta –, algo que mostra o cuidado do roteiro em dar algum background ao pessoal em cena. O terror vem de belas imagens como o voo em plongué no auge do ataque do vampiros – o qual mostra várias ações ocorrendo ao mesmo tempo –, ou de cenas cruas como o casal atacado pelo líder das criaturas que lembra não haver qualquer esperança, apenas “fome e dor”. O final anticlímax e o ritmo um tanto oscilante prejudicam o longa, mas a cena final é lindamente bizarra. Nota: 7,5

*Filme assistido pela primeira vez

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