Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (13 a 19 jun)

scott pilgrim_posterScott Pilgrim Contra o Mundo* (Scott Pilgrim vs. the World, 2010). De Edgar Wright

Quem me conhece sabe que tive muito, mas muito receio quando soube do enredo deste. “Como é? Um menino sai na mão com sete ex-namorados da mina que ele tá apaixonado?”. Hoje me envergonho disso. Scott Pilgrim é um dos filmes que melhor traduz a linguagem dos quadrinhos no Cinema, pra começar. Talvez apenas a montagem fantástica de Hulk, de Ang Lee, esteja próxima do longa de Edgar Wright, baseado na HQ de Bryan Lee O’Malley. O trabalho do montadores Jonathan Amos e Paul Machliss é simplesmente irretocável, criando uma narrativa fluída ainda que salte no tempo e no espaço da história de maneira quase frenética. Claro que eles contam com a direção segura e ultracriativa de Wright para isso, afinal, as transições de cena dependem de elementos filmados, além do roteiro, obviamente, que deve prever boa parte das loucuras cênicas. No mais o filme é diversão total, incluindo onomatopeias, ação, sátiras e ótimas piadas, além de um visual absolutamente incrível que se aproxima a todo tempo dos videogames 8 bits. Ah! E ainda tem o elenco muito bom. Para não dizer que tudo são flores, algumas batalhas não terminam de maneira muito climática,  a exemplo do fim de Chris Evans e dos gêmeos asiáticos. Mas não vai estragar o longa, garanto. Nota: 8,5

The NeverEnding StoryA História Sem Fim (The NeverEnding Story, 1984). De Wolfgang Petersen

Já aqui está um filme que desde a primeira vez que o vi não fomos mutuamente simpáticos. A prova está tirada. Realmente acho a narrativa do longa pedante e que vai na descendente ao invés de crescer. Os primeiros minutos são ótimos, principalmente no momento em que Fantasia, o mundo dentro do livro, nos é apresentado via animatronics de primeiríssima, mesmo mais de 27 anos desde sua concepção. A direção de Wolfgang Petersen nesse momento é delicada e cuidadosa. Contudo, se por um lado a direção de arte vistosa ainda é um dos poucos bons atrativos da produção, a história se torna esquemática, forçada e com buracos – se o cavalo afunda no pântano por tristeza, por qual motivo Atreyu não? Fora que não há como negar que um dos grandes atrativos de A História Sem Fim, os voos do dragão (com cara de cachorro) Falkor envelheceram muito mal após encantar na década de 1980. Os efeitos visuais não convencem mais. Mesmo que as atuações do elenco mirim sejam muito simpáticas, o todo, comprovadamente, não é dos mais interessantes. Nota: 5,5

*Filme assistido pela primeira vez

3 responses

  1. Eduardo Almeida

    Quando Artrax (o cavalo) afunda no pântano, Atreyu não afundou pois tinha a proteção do Auryn.
    Mas vê-se que depois do encontro de Atreyu com A velha Morla nem mesmo o Auryn pode ajuda-lo e devido a falta de esperança e tristeza o mesmo começa a afundar.
    E é salvo por pouco, pelo Dragão da sorte ou (Cachorro peludo se preferir) Falcor.
    .🙂

    Obs.. Se tu falar mal da Historia sem fim.. eu ti bato heimmm, kkkkk
    Abração Vini.

    24 de Junho de 2011 às 4:37 PM

    • O roteiro continua furado, já que a proteção só vale quando convém.

      24 de Junho de 2011 às 5:24 PM

  2. Pingback: Resumo (13 fev a 15 mar) « Cinefilia

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