Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (4 a 10 jul)

die-welle-posterA Onda (Die Welle, 2008). De Denis Gansel

Trabalhando personagens que, de uma forma ou outra, precisam de um tipo de autoridade, A Onda manipula algo delicado em vários níveis: o espírito de grupo. A trama se baseia num episódio real no qual um professor simulou um Estado fascista na própria sala de aula. Aqui, as consequências saem do controle, mas o roteiro tenta manter isso dentro da maior verossimilhança possível, fazendo com o grupo dos Camisas Brancas se tornem um tipo de Reich juvenil, mas sem ações absurdas de tomada do poder. Interessante observar como a “onda” cresce e vai unindo os garotos, devidamente expostas com pequenos exemplos. A dupla que evita que um colega apanhe ou o time de pólo aquático que de repente começa a funcionar como equipe, além da óbvia identificação das camisas sem cor. Estranho também observar como os garotos fazem crescer o movimento. Em sua primaira ação de rua, não se diferenciam muito dos  anarquistas que tanto odeiam. Melhor ainda é ver o professor outsider se tornar um verdadeiro führer e depois um tipo de mártir tortuoso. Um grande filme, cheio de mensagens. Nota: 8,5

megamindMegamente* (Megamind, 2010). De Tom McGrath

A pergunta é: como um roteiro tão esperto, cheio de frases de efeito, ótimas piadas deixa um buraco que tem tudo a ver com a virada do longa? Sorte do espectador que para relevar um problema relativamente grave (leia o asterisco duplo**, mas há SPOILER), há muita coisa boa. Começa com o visual do filme, de primeiríssima. Desde a direção de arte, com uma das cidades mais belas já criadas para um filme de animação – me arriscaria dizer que Metro City, ao seu jeito, rivaliza com a Paris de Ratatouille –, até ao figurino inspirado, principalmente nos modelos heavy-metal-exagerado de Megamente. Tudo com uma mãozinha muito bem-vinda de Guillermo de Toro, consultor criativo do filme. A montagem é das melhores, cheia de cortes fluídos (direção ajuda muito) com a passagem de elementos na frente dos enquadramentos para delimitar a tomada, além de elipses bem eficientes – e divertidas. E não há como comentar a ironia da narrativa, que mesmo trilhando o caminho mais óbvio, do vilão que desviliniza, mas que consegue dar boas voltas até lá. Inclusive com “homenagens” a Superman e até ao jogo Donkey Kong. Nota: 8,5

SPOILER **Se Metro Man não morreu e se o DNA é de um esqueleto qualquer, de onde viria os superpoderes do Titan???

akiraAkira (Idem, 1988). De Katsuhiro Ohtomo

Se as perseguições de motos nesse clássico já foram tão elogiadas é pelo simples fato delas se basearem num princípio báscico de Akira: tudo tem movimentos espantosamente fluídos. Ver a cidade de fundo em perspectiva, enquato os veículos se movimentam, só aumenta a sensação de velocidade. Ver um personagem se sentar e a poltrona acomodar seu estofo ao contorno da pessoa ou ter multidões passando pelo enquadramento é algo que simplesmente encanta ao mesmo tempo que a narrativa de desenrola numa das ficções científicas mais interessantes de todos os tempos, tratando de maneira ambígua a relação Homem vs. Deus. E tome o excelente som do filme.  Não à toa, um clássico, como já dito. Nota: 9

*Filme assistido pela primeira vez

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