Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (25 a 31 jul)

red-movie-posterRED – Aposentados e Perigosos* (RED, 2010). De Robert Schwentke

Ver esse filme seria uma delícia apenas por juntar Morgan Freeman, John Malkovich, Brian Cox, Helen Mirren, Mary-Louise Parker e Bruce Willis e deixá-los atuar de forma tão despojada. Mas aqui ainda há uma história charmosa, despretensiosa, mas que investe pesado em personagens – e eles são ótimos. O time de protagonistas, a exceção da bela e simpaticíssima Mary-Louise, são aposentados da CIA que se transformaram em alvos de assassinos e têm que investigar o motivo. A câmera do diretor Robert Schwentke não fica quieta e as cenas de ação, principalmente as Willis, são divertidas e criativas, seja com ele saindo de pé de um carro em movimento enquanto descarrega uma arma ou saindo na mão com o também bom personagem de Karl Urban. O roteiro é cheio de reviravoltas que garantem o interesse, ainda que nem sempre essas viradas sejam das mais originais, contudo a trilha excelente sonora dá a liga final para um longa que ainda tem Richard Dreyfuss mostrando lado mais “canastra-de-propósito” num daqueles vilões que amamos odiar. Nota: 8

stuck_on_youLigado em Você (Stuck on You, 2003). De Bobby e Peter Farrelly

Engraçado como os irmãos conhecidos pela escatologia e pela mão pesada nas piadas conseguem dar uma freada sem se desligarem totalmente dessa característica e ainda conseguem ser emocionantes aqui e ali. Sério. Acho que no final da história dos irmãos siameses Matt Damon e Greg Kinner os diretores, à sua maneira, conseguem causar emoção genuína – os planos que fecham o filme, com os irmãos se apontando, são especialmente interessantes e simples. Fazendo da deficiência física dos personagens alvo de piadas, mas também transformando o problema em soluções das mais criativas para a vida dos próprios, não é à toa que há tamanha identificação com os personagens, que facilmente estão entre os melhores já criados pelos Farrelly. Tirando a participação xarope de Cher e a mutação dela de megera para gente boa no terceiro ato, o filme é divertido e despretensioso a ponto de esquecer esse “papo chato” de aceitação da sociedade e focar no que pensam os protagonistas, que ainda têm tempo para nos divertir. Nota: 8

erin_brockovichErin Brockovich – Uma Mulher de Talento (Erin Brockovich, 2000). De Steven Soderbergh

Trabalhar com um atriz em estado de graça, imagino, deve facilitar demais o trabalho de um diretor. Steven Soderbergh teve essa chance como Julia Roberts. A atriz que normalmente vejo apenas como esforçada e de alguns trabalhos acima da média, aqui, de longe, tem sua melhor performance como a assistente de um advogado que praticamente ganha uma causa de envenenamento de uma comunidade por cromo. Mas ela não é a única a fazer o filme vencer. A direção é sóbria, com câmera no ombro, que busca realismo. A fotografia é árida, como o local, o que eleva a importância da água, que acaba contaminada, para os moradores do local. O roteiro também é ótimo, evitando a pieguice nos problemas particulares de Erin e sabe construir uma narrativa sem perder o foco: primeiro faz o personagem, depois segue com sua motivação para aquela história (a investigação) e a resolução dos problemas. Ah! E não dá pra esquecer do impecável Albert Finney como o advogado Ed Masry. Um cara também de talento, mas que sofre na mão de Erin – não sem dar das suas na impulsividade da personagem-título. Nota: 8,5

*Filme visto pela primeira vez

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