Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (15 a 21 ago)

savingprovateryanO Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan, 2008). De Steven Spielberg

A sequência de abertura desse filme ficou tão marcada, que é difícil, 13 anos depois, não comparar qualquer épico de guerra à obra de Spielberg. Não é para menos, tecnicamente, o filme é irretocável, parece que não há nada fora do lugar, um feito para uma produção de tal largura. O som é absurdo, com tiros, explosões e gritaria favorecendo o trabalho dos criadores. A montagem é dinâmica e clara, você vê muito bem o que acontece em toda a cena. As cores lavadas também se tornaram referência de fotografia. Já a direção é corajosa e complexa, além de gráfica, sem esconder qualquer violência e ainda consegue ser poética em closes e na crueldade do momento do desembarque na França. Pena que o diretor ponha a imagem flamulante da bandeira americana como se fossem os estadunidenses os libertadores, num filme que tem um dilema muito mais intimista que patriótico: vale a pena arriscar a vida de vários homens, quem também têm famílias, pela vida de um soldado, o qual precisa voltar para casa? A todo momento a humanidade dentro daqueles homens será testada, assim como sua honra. Nota: 8,5

d-warD-War – A Guerra dos Dragões* (D-War, 2007). De Hyung-rae Shim

Depois de alguns anos eu posso dizer verdadeiramente que vi o pior filme da minha vida. O cargo, antes, era de Experiência 2. Assistir a D-War é ter uma aula de como não se fazer um filme: querer ir além de suas possibilidades artísticas e de entretenimento. Primeiro que o roteiro é uma grande confusão, com flashbacks longos demais e uns dentro dos outros. Investe numa mitologia sobre dragões e mulheres e segue num enredo apressado que descamba para o vazio, deixando os “efeitos especiais” tomarem conta. As aspas são devido à qualidade na criação das criaturas digitais que invadem Los Angeles. Os efeitos, ainda que queiram ser grandiosos, são fracos e tentam emular filmes como O Mundo Perdido. Justamente pela vontade de ser maior do que é, não é possível dizer que o filme foi criado como obra trash. Eventualmente pode ser classificada como tal, mas involuntariamente, uma vez que custou US$ 70 milhões. Não vou nem comentar as atuações pífias e a precariedade da direção, a qual, incrivelmente consegue um único bom momento: um personagem atravessa uma grade com seus poderes vindos do Oriente dos século 16 e uma velhinha tenta fazer o mesmo. Ela falha e você se importou com algo nos cerca de 90 minutos do longa. Nota: 0,5

*Filme assistido pela primeira vez

4 responses

  1. Woooow!!! Mega empolgada para assistir “D-War” qualquer dia desses… rs

    25 de Agosto de 2011 às 5:03 AM

  2. D-War é pra querer morrer de tão ruim que é😦

    http://cinelupinha.blogspot.com/

    25 de Agosto de 2011 às 9:23 AM

    • Nem tanto, pra dormir. Ou rir muito.

      25 de Agosto de 2011 às 8:35 PM

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