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Crítica: Transformers – O Lado Oculto da Lua

transformers_dark_of_the_moon_02Depois de fazer a plateia ensurdecer e achar que a mente de Michael Bay tivesse regredido  para 11 anos, eis que surge a segunda continuação da franquia. Transfomers – O Lado Oculto da Lua (Transformers – Dark of the Moon, EUA, 2011) é o resultado de um caminhão de críticas de seu antecessor, cujo roteiro pegou pesado nas piadas chulas e quis inventar uma temática mística para os robôs alienígenas.

Primeiro que Bay conseguiu ser um pouco menos histérico. O som dessa vez, ainda que excessivo, não é como a insuportável mistura de sons metálicos de A Vingança dos Derrotados, há dois anos. A montagem também economiza nos cortes, mas não tanto que seja possível recomendar o longa a um portador de labirintite. O tom de comédia juvenil ainda é mantido, mas, pelo menos, está nas mãos de gente competente, como Ken Jeong –  ainda que ninguém consiga entender o motivo de John Malkovich entrar no projeto, mesmo engraçado.

A ação também está mais séria, até onde se pode dizer que robôs de cinco metros saindo na mão seja sério. O terço final do longa mostra uma enorme batalha depois da invasão dos malvados Decepticons a Chicago. A sequência que, sozinha, toma quase todo o último ato da produção, é ampliada ainda mais pelo 3D competente. As paisagens urbanas vistas de cima são uma grande sacada do diretor para explorar ao máximo suas imagens em terceira dimensão, mantendo o quadro praticamente inteiro em foco, o que traz uma boa quantidade de elementos de cena “para fora” da tela. Essa, com certeza, é a melhor característica do filme.

É pena, portanto, que as lições aprendidas em 2009 não foram completamente aplicadas em O Lado Oculto da Lua. Principal problema: roteiro. Há até uma boa intenção em criar uma trama que envolve conspirações ligadas à Guerra Fria. Entretanto, é difícil de acreditar que o herói da “saga”, Shia LaBeouf esteja numa pindaíba gigante, sustentado pela namorada e sem emprego, mesmo depois de salvar o mundo duas vezes.

Depois, há uma quantidade de gordura incrível no filme. Personagens demais que não dizem a que veio, diálogos que não levam a nada e cenas puramente estéticas para ratificar cacoetes manjados de Bay. Seja na presença dos pais de  LaBeouf, alívios cômicos irritantes. Seja nas falas em off de Optimus Prime, com a função de relatar o que as imagens não conseguem – por incompetência do cineasta. Ou mesmo nos planos baixos que tentam exaltar herois, mas que aqui chega ao absurdo de mostrar Shia se levantando enquanto sua namorada se agacha, numa demonstração do esvaziamento até mesmo da estética da produção.

Inchado e entediante durante o segundo ato, no qual deveria haver um senso de urgência devido à correria aprontada pelos personagens para desbaratar um plano maquiavélico, esse terceiro Transfomers é, ironicamente, cheio de soluções absurdas e convenientes, quando tem quase 160 minutos para elaborar quantas situações quisesse com início, meio e fim plausíveis. Quer exemplo maior que um relógio que cai no confronto direto entre LaBeouf e Patrick Dempsey? Confronto este, também uma tentativa de satisfazer a plateia contra o vilão humano da trama.

Ah! E não posso esquecer das cenas recicladas de A Ilha que Michael Bay, na maior cara de pau, reutiliza. Clique aqui e entenda.

Nota: 6

Sam_BB_1

5 responses

  1. Lendo a crítica deu vontade de rever A Ilha pela 5848325729375912859264790326735063 vez.

    31 de Agosto de 2011 às 3:30 AM

    • A Ilha, apesar de não ser a besteira que é Transformers, acho fraco. Mesmo pq é uma colagem de um monte de outras ficções.

      31 de Agosto de 2011 às 12:56 PM

  2. Aleishow

    Eu gosto! =P

    2 de Setembro de 2011 às 4:24 PM

  3. Eduardo ALmeida

    Pena que não tenha o ótimo ator Adam Sandler no filme! : )
    .
    KKK
    .
    Tá parei, parei! Rs
    .
    Agora falando sério, Boa critica!
    Parabéns Vini!

    16 de Dezembro de 2011 às 12:32 PM

    • Valeu Dudu! Só que Adam Samdler é sacanagem…

      18 de Dezembro de 2011 às 2:47 PM

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