Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (22 ago a 11 set)

Love-and-Other-Drugs-PosterAmor & Outras Drogas* (Love & Other Drugs, 2010). De Edward Zwick

Concebido para ser satisfatório como todas as outras comédias românticas que você vê no cinema, Amor & Outras Drogas vence por ser despojada e ter um ótimo elenco. Na verdade, o filme de Edward Zwick é colhudo o bastante para ser um doce sem deixar de levar em conta o aspecto sexual da coisa. Ver mulherengos é fácil em romances por aí, mas mostrá-los no ápice de sua conquista com poucos constrangimentos é para poucos. Ferir uma das regras de Nora Ephron – nunca mostrar sexo no durante -, faz deste um programa diferente dentro do gênero. Fora que Anne Hathaway está muito à vontade em várias cenas de nudez (nada explícito, não se preocupe ou se anime demais). Jake Gyllenhaal também está tranquilo e ambos desfilam bons diálogos, ainda que a história seja, no fim das contas, quadradinha: casal que quer só sexo causal, vai se envolver e no final um deles mostra que esconde um segredo que se torna a grande provação do amor. Apesar de querer evitar o chororô explícito – vide a cena do encontro das pessoas que sofrem com Parkinson -, é difícil aceitar que depois haja uma cena artificialmente exaltando tudo que foi visto anteriormente. Enfim, juntando a boa trilha sonora (Fatboy Slim, Bob Dylan, Porcupine Tree) e as “inovações” para o ambiente tão previsível das comédias românticas, estamos diante de um bom filme para curtir de leve. Bem Leve. Nota: 7

Los-Cronocrimenes-bLos Cronocrimenes* (Idem, 2007). De Nacho Vigalondo

Trabalhando basicamente o suspense ao invés de investir pesado numa ficção-científica que correria o risco de se tornar pobre visualmente, o diretor/roteirista/ator Nacho Vigalondo cria um filme cujo interesse só vai aumentando com o transcorrer da trama. Com um detalhe: ele não reinventa a roda, filma de forma simples e ainda cria alguns bons planos e personagens. O filme costura três linhas narrativas distintas/paralelas divididas a partir do momento que seu protagonista entra numa máquina do tempo e tanta entender e se livrar de um verdadeiro fardo, ser o primeiro homem a viajar no tempo. A narrativa instiga o espectador justamente por liberarar aos poucos explicações e novos elementos a serem analisados até chegar em um final mau, sem ser torturante. Vigalondo como diretor gosta de ser mostrar em planos largos e cheios de movimentos, mas com muito cuidado quando envolvem um mesmo fato sendo reapresentado de outro ponto de vista. Apenas força a mão em algumas situações, a exemplo do sobretudo de certo personagem, usado apenas para que a trama transcorra como começou. De qualquer forma o visual desse personagem é excelente para um “vilão”. Interessante é a frase que se pode formular para o filme: ele é simples, até onde dá pra ser simples com três viagens temporais acontecendo ao mesmo tempo a certa altura. De qualquer forma, muito eficiente. Nota: 8

*Filme assistido pela primeira vez

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