Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (2 a 10 out)

fright-night-posterA Hora do Espanto (Fright Night, 1985). De Tom Holland

Escrito e dirigido com um equilíbrio incrível entre comédia, sexualidade e terror, A Hora do Espanto é um daqueles produtos típicos dos anos 80 em seus exageros, mas que é atemporal por transformar a história de um vampiro do tipo clássico numa aventura de terror divertida e que ainda tem uma maquiagem de primeiríssima. Junte essa virtude à coragem de Tom Holland em colocar uma cena de morte dramática a certa altura, com um personagem transformado em vampiro tendo sua metamorfose regredida até o último suspiro, e nasce uma cena tocante quase que isolada, mas que funciona muito bem. Além disso, o vampirão Jerry é daqueles vilões odiosamente carismáticos e cheios de charme. Prontamente balanceado na equação do filme pelo falso matador de vampiros Peter Vincent. Exceto pela trilha sonora muitas vezes datada e os penteados bisonhos, mesmo 26 anos depois e um refilmagem em cartaz, ainda é muito bacana rever este filme que tem muito o que ensinar para a molecada atual, fã de vampiros que brilham no sol, quando deveriam torrar. Nota: 8

TksforsmokingObrigado por Fumar* (Thank You for Smoking, 2005). De Jason Reitman

Pelo elenco fantástico, seria absurdo que Obrigado por Fumar tenha na figura de um único ator a maior parte do holofotes. Seria, pois mesmo com Sam Elliot, J.K. Simmons, William H. Macy e Robert Duvall, Aaron Eckhart dá conta do incrível personagem que tem nas mãos: um tremendo canalha, bom de lábia, que trabalha para a indústria do cigarro. Como ele mesmo gosta de dizer, o negócio dele é argumentar, procurar caminhos para transformar ataques em dúvidas e empurrar o erro para os outros. A certa altura, num programa de TV, ele consegue a simpatia de um garoto com câncer de pulmão e do público que o odiava minutos antes. Talhando o filho para seguir seus caminhos, é de Nick Naylor quem o diretor Jason Reitman faz com que nos sintamos amigos, mesmo sabendo da índole de seu serviço ao vermos sua vitória numa argumentação com as indústrias das armas e álcool para saber qual mata mais anualmente. Mas o longa tem ritmo, muita informação e humor negro que vai trazendo o protagonista para perto da plateia, além de boas reviravoltas no roteiro. Um canalhice que vale muito a pena. Nota: 8,5

 *Filme assistido pela primeira vez

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