Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (10 a 16 out)

minority_reportMinority Report – A Nova Lei (Minority Report, 2002). De Steven Spielberg

Uma curiosidade: este foi o primeiro DVD de minha coleção. Mas vamos ao filme. Depois de ter mandado muito bem com A.I. – Inteligência Artificial, Spielberg ousa novamente neste filme não tão pretensioso quanto seu antecessor, mas extremamente feliz na seriedade da discussão da falta de privacidade para a qual caminhamos. No longa, a polícia consegue prender “assassinos” antes mesmo deles se tornarem criminosos. A ajuda vem dos chamados PreCogs, seres humanos de DNA manipulado que conseguem prever homicídios. De roteiro dinâmico, inteligente e com reviravoltas das boas, o filme falha quando acrescenta alguma comicidade, desnecessária, ainda que bizarra. A fotografia do longa é outro trunfo. Fria, ela dá a real sensação de um outro mundo, mas que vai até branco estourado para cenas absolutamente emocionantes como o momento em que Agatha fala da vida que o filho de Tom Cruise poderia ter tido. Fora que como filme de ação é empolgante, seja na correria do protagonista, seja na excelente sequência em que Agatha (novamente ela), prevendo o futuro-próximo, coordena a fuga dentro de um shopping. Mais uma grande ficção-científica baseada na obra de Philip K. Dick, de Blade Runner e O Agente Duplo. Nota: 8,5

invisible-manO Homem Invisível* (The Invisible Man, 1933). De James Whale

Era para ser um filme quase irretocável, mas o fato do diretor James Whale não mantê-lo nos limites do terror, faz com que o longa enfraqueça. Apesar dos bons personagens cômicos, eles estão um tanto desconectados com os demais elementos do longa, que conta a história de um homem que se faz invisível e perde a sanidade devido ao que esse poder lhe traz. Num primeiro momento, a produção tem piadas e estrionismos demais enquanto o protagonista está numa pensão. Assim que ele sai dali, as coisas engrenam e o filme se contrabalanceia entre o drama e terror propriamente dito, e aí sim se torna mais palatável. Chama a atenção pelos efeitos especiais que mesmo depois de 78 anos são eficazes em 99% das vezes em que são usados. A atuação grandiloquente de Claude Rains na (falta de) pele do homem invisível pode até estar datada, contudo é muito boa e prende a atenção. Ainda que o roteiro seja uma tanto previsível, este é o tipo de filme que tem fôlego para ser uma boa diversão durante décadas. A curiosidade fica por conta de Gloria Stuart, a velhinha de Titanic e que aqui é o interesse amoroso do protagonista. Nota: 7,5

*Filme assistido pela primeira vez

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