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Crítica: Os Três Mosqueteiros

threemusketeers_posterA enésima adaptação do romance de Alexandre Dumas tem aquele gosto do pior que as produções norte-americanas podem proporcionar: muito espetáculo vazio e sem graça como um belo bolo gigante de isopor. O confeiteiro do novo Os Três Mosqueteiros (The Three Musketeers, Alemanha/França/Reino Unido/EUA, 2011) é Paul W. S. Anderson e se ele tem algum mérito é o de escalar a esposa, Milla Jovovich, apertada em decotes e vestidos, que limita-se à limitada capacidade de atuação da mesma.

A história é a de sempre, os três mosqueteiros que, na verdade, são quatro, contra as armações do Cardeal Richelieu (Christoph Waltz). Mas com uma pequena grande diferença: e não há como ser injusto e não aplaudir a ideia de juntar a estética steampunk à côrte  francesa de Luis 13. Pelo menos de antemão, pois durante o filme as máquinas retrofuturistas baseadas em vapor e metal são tão extraordinárias, que fica realmente difícil de acreditar que aquilo poderia existir.

E olha que esta é uma produção cuja força está na estética, já que figurinos e direção de arte são espetaculares. Ponto para a roupa de combate usada por Milla ao invadir os aposentos reais em Paris, a qual valoriza a bela atriz sem se esquecer do período no qual está inserido e no anacronismo da cena, no melhor estilo Missão: Impossível.

the-three-musketeers-pic

Aliás, a pobreza de repertório de Anderson no momento de conceber uma cena já copiou Matrix em Resident Evil e aqui é mantida. Vide o primeiro embate de Athos (Matthew Macfadyen), Porthos (Ray Stevenson), Aramis (Luke Evans) e D’Artagnan (Logan Lerman) contra a guarda do Cardeal. Enquanto a cena não foge do comum e põe os quatros sentando a mão em dezenas de homens, o longa não escapa da cópia pura e simples dos combates de 300, com o quadro sendo alternado entre closes e planos abertos em travelling enquanto a ação se desenvolve em slow motion. Mas uma versão meio precária se comparada às originais do Rei Leônidas e companhia.

E se o diretor é tão descuidado ao ponto de criar um duelo que se desenrola e termina debaixo de uma tempestade para no take seguinte ter uma panorâmica diante de um sol radiante, o 3D utilizado por ele é bem explorado em alguns momentos, como uma torre que entra no casco da nau voadora ou objetos que passam “entre” o espectador e a cena em si.

Mesmo com o nome de Orlando Bloom se destacando no elenco, são os próprios mosqueteiros que tomam conta do filme quando investem na gaiatice, enquanto Waltz, grande expectativa, não passa do trivial. Já Freddie Fox tira leite de pedra ao tornar o imensamente caricato Rei Luis 13 em alguém agradável. Não custando voltar a citar Milla Jovovich com cara de sapeca, que no fim das contas (e das curvas) é o resumo do que Os Três Mosqueteiros tem a oferecer, visual.

Nota: 5,5

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4 responses

  1. Você é ridículo por dar uma nota dessa, cinéfilozinho! Filma mais maaaaaaassa!!! Quero o 2! Quero o 2! P.S. Eu não copiei esse comentário do Wikipédia, tá? rs

    23 de Outubro de 2011 às 11:14 AM

    • E olha que nem falei quase nada do Orlando Bloom

      23 de Outubro de 2011 às 8:36 PM

  2. Parabéns pela coragem de ver o filme. hehehehehehehhe.

    24 de Outubro de 2011 às 11:28 AM

    • Assistir é preciso, mas as expectativas às vezes não mentem…

      24 de Outubro de 2011 às 12:05 PM

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