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Crítica: Contra o Tempo

sourcecode_posterContra o Tempo (Source Code, EUA/França, 2011) é daqueles filmes que te desafiam com uma premissa não muito original, mas de qualquer maneira intrigante. Quantas produções fazem os personagens repetirem determinado momento da vida/História até que algo errado seja corrigido? Pois o longa de Duncan Jones pode ser definido como uma mistura de Meia Noite e Um e Déjà Vu.

Nele, Jake Gyllenhaal é um militar recrutado para fazer a investigação de um ataque terrorista, que destrói um trem em Chicago, dentro do chamado Código Fonte, uma máquina que recria os últimos oito minutos daquele momento e propicia a interação com os que morreram no ataque. Uma daquelas forçadas pelas quais os cinéfilos adoram ser enganados, mas, enfim, até bem justificada “cientificamente”.

Obviamente, a tensão e a expectativa são os pontos fortes do longa em relação ao andamento da narrativa. Exatamente por isso, com menos de dez minutos, você já foi jogado dentro de toda a sequência que irá se repetir durante o longa: Gyllenhaal acordando no corpo de um outro homem que estava na cena do crime, tentando explicar a situação a Michelle Monaghan e passando à plateia toda a urgência que os curtos oito minutos dão à busca dele. Inclusive com a explosão sendo vista de perto e um despertar confuso e claustrofóbico na cápsula do Código Fonte.

O longa se beneficia da inventividade e maldade de Jones nas sequências de morte, fazendo com que Jake seja queimado, lançado ou atropelado em cenas de violência moderada, mas que sempre o fazem voltar à realidade de forma dolorosa, seja na “morte” ou no momento em que recobra a consciência.

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Uma reviravolta que marca a abertura do terceiro ato de Contra o Tempo, com uma revelação chocante da natureza do programa, ainda ajuda a manter a atenção do público, que já vai se acostumando às idas e vindas ao trem. Entretanto, à medida que o filme se aproxima do clímax, o foco parece estar cada vez mais distante do crime, introduzindo novos conceitos sobre o Código Fonte, o que, por um lado evita a obviedade da trama, mas leva a investigação a um anti-clímax que quase estraga a “revelação” do vilão.

No fim das contas, o roteiro de Ben Ripley dá uma grande volta para criar um final inesperado e é moderadamente bem sucedido. Força um outro tanto, todavia, ele e Duncan Jones conseguem amenizar as coisas com uma fala emocionante de Gyllenhaal com seu pai e uma linda tomada do diretor que mostra os elementos dentro do trem congelados durante mais uma explosão, a qual ilustra muito bem mais um ponto de virada da trama.

Intrigante. Moderadamente.

Nota: 8

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2 responses

  1. Acho que é o primeiro filme que te sugiro a assistir que você dá mais de 5. Êêêê! Ainda chego lá… rs Mui, mui bom!

    6 de Novembro de 2011 às 1:51 PM

    • Mas o filme é bom mesmo e poderia ser melhor😉

      6 de Novembro de 2011 às 3:19 PM

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