Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (31 out a 6 nov)

pleasantvillev5A Vida em Preto e Branco (Pleasantville, 1998). De Gary Ross

Quando lançado, há 13 anos, esse filme foi uma sensação entre cinéfilos. Não era pra menos, a estreia do roteirista Gary Ross (Quero Ser Grande, Dave) na direção teve um cuidado tão grande com a estética que chega a ser absurdo que a história ainda seja tão bonita. Usando efeitos visuais nada comuns à época, as telas em preto e branco da série de TV Pleasantville vão ganhando cores à medida que os irmãos vividos pelos jovens Tobey Maguire e Reese Witherspoon são enviados, de alguma maneira mágica, para aquele universo. Um ambiente tão perfeito que, como o filme propõe, carece de humanidade. Dos melhores aos piores sentimentos, uma vez que as coisas que vão ganhando cor e se tornam mal vistas pelos demais personagens, mas que criam tanta beleza que é impossível não assistir ao longa e não se sentir revigorado pela positividade, ainda de certa forma ingênua, quando sobem os créditos. Um primor.  Nota: 9

hanna_poster_movieHanna* (Idem, 2011). De Joe Wright

Para quem não sabe, MacGuffin é um elemento da história que simplesmente leva essa mesma história para frente, sem ser exatamente o elemento a ser desvendado ao final da narrativa. Lembram da maleta de Ronin? Acho aquele um dos maiores MacGuffins de todos, pois tudo acontece por causa dela e no final, bem, não há muito o quê dizer sobre ela. Em Hanna há um também: a origem da personagem-título, mas que é melhor manter em segredo, ainda que a trama é o de menos no longa. Os pulos do gato aqui são a direção esperta e a montagem estilosa, que dão ritmo às cenas de ação da menina que cresceu para ser uma assassina e que a narrativa flagra no momento em que descobre o mundo. Oscilando entre um andamento acelerado e outro mais contemplativo e tendo como trunfo os momentos mais intimistas para dar peso aos personagens, a produção é o que se pode chamar de diferente dentro de um gênero. Buscando elementos fora da ação em si, como calcar toda a trama em ícones dos contos de fada (Chapeuzinho e o Lobo Mal), Hanna ganha corpo e só não leva mais pontos pelo desfecho um tanto anticlimático. De qualquer forma, a trilha sonora é ótima, na mão de The Chemical Brothers. Nota: 8

*Filme assistido pela primeira vez

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3 responses

  1. Sério que Hanna merece 8? Hã?! Aposto que deu essa nota SÓ por causa da trilha, né cinéfilo? Porque convenhamos, filminho mais xarope. Quanto ao primeiro, sem muita descrição. Belinho demaaaaaaaaaaais! Aliás, me fala um filme trash que a Reese Witherspoon atuou. Eu sinceramente não me lembro de nenhum. Ela é oda!

    10 de Novembro de 2011 às 1:05 PM

    • Um filme ruim da Reese? Little Nick – Um Diabo Diferente e pior ainda, Medo (lixo). Já quanto a Hanna, é bacanão, só poderia ser melhor. O problema é o hype que fizeram em cima dele. A trilha é foda mesmo \m/

      10 de Novembro de 2011 às 1:22 PM

  2. Pingback: Oscar 2012 – Os Indicados « Cinefilia

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