Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (14 a 20 nov)

diary_of_a_wimpy_kid_ver6Diário de um Banana* (Diary of a Wimpy Kid. 2010). De Thor Freudenthal

O grande trunfo dessa adaptação do ótimo livro de Jeff Kinney é evitar o tom episódico da obra original, a qual tinha motivo para tal, pois simulava o diário do protagonista Greg Heffley. Começa com a utilização da trilha sonora como forma de explorar a linguagem cinematográfica, a exemplo do momento em que Greg finaliza um teste cantando “Total Eclipse of the Heart”, de Bonnie Tyler, ou o momento em que Rowley dança com a mãe ao som de “Intergalatic”, do Beastie Boys. Depois, a trama se agarra ao fato do Banana querer se tornar um dos mais populares da turma, interessando-se apenas pelos momentos que refletem algo dentro desse contexto, seja praticando esportes, seja tentando se tornar o cartunista do jornal escolar. Entretanto, o fato do filme inserir alguns dos desenhos de Greg (que estão no livro) vai contra o trabalho de identificação do ator Zachary Gordon com a plateia. Afinal, a primeira boa lembrança que se tem é a do menino magricela com cabelo de três fios desenhado a lápis nas páginas de Kinney. Quem não leu o livro, então, pode se sentir perdido. Se Gordon, ainda que carismático, oferece uma atuação regular, as piadas são boas e a produção é das mais leves, chegando ao fim sem muitos problemas. Nota: 7

seraphim-falls-posterÀ Procura da Vingança* (Seraphim Falls, 2006). De David Von Ancken

De início eletrizante, desenvolvimento interessante e final xué, À Procura da Vingança tem como boa característica, que permeia todo o longa, a brutalidade. É ela, aliada às boas atuações de Pierce Brosnan e Liam Neeson que salvam o dia. O longa é sobre a perseguição árdua de Neeson a Brosnan, cuja motivação, sabiamente, é deixada para os momentos finais da trama. Nada sutis em suas investidas, ambos são violentos e lutam contra o próprio ambiente, que reflete os momentos pelo quais passam. Saindo de uma paisagem gélida e montanhosa, aqui está a apresentação do personagem do perseguidor, que não quer matar o oponente de forma rápida. E este sofre, contudo se mostra um genuíno sobrevivente usando técnicas para tal que também têm relação  com o gelo, afinal, sem frieza ele poderia simplesmente minguar ante à pressão. Dali, eles vão chegar locais cada vez mais desérticos, mostrando o vazio da violência que Neeson acaba infligindo e com a qual Brosnan responde na mesma intensidade. O problema é que quando chega a explicação para tudo aquilo, a película já começou a perder ritmo e o flashback que se passa no fim da Guerra Civil Americana não tem o peso que deveria ter, filmada e montada sem a mesma veia forte do resto da produção. O final, então, chega esvaziado, nem a personagem de Anjelica Huston, que escancara de vez a falta de propósito daquele homens, consegue dar peso à cena que fecha a trama. Parece até mesmo que David Von Ancken e Abby Everett Jaques não sabiam que fim dar aos homens. Ganha pontos por ser ambicioso e dar conta dessa condição nos primeiros terços da narrativa. Nota: 7

*Filme assistido pela primeira vez

Anúncios

One response

  1. Pingback: Resumo (30 jan a 5 fev) « Cinefilia

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s