Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (21 a 27 nov)

deruntergangA Queda! As Últimas Horas de Hitler (Der Untergang, 2004). De Oliver Hirschbiegel

Com o claro objetivo de humanizar o líder nazista, A Queda! tem o grande trunfo de não ser parcial, reservando boas doses da estranha demência que permeava o regime alemão, cuja figuras mais bestiais são as de Joseph Goebbels e sua esposa, Magda. Ao Führer é dado um papel de fragilidade física e mental em meio a arroubos de fúria e megalomania bélica. O longa se passa dentro do bunker de Adolf Hitler e quando está fora de lá o diretor Oliver Hirschbiegel filma praticamente tudo sem mostrar o céu, elevando a claustrofobia da situação: o Exército Vermelho marcha sobre Berlim e o subtítulo nacional já diz tudo. O roteiro é baseado no livro de Traudl Junge, uma das secretárias de  Hitler, e praticamente toda a trama é vista através do olhar dela, a não ser alguns momentos nos quais a história sai do meio militar e envolve civis que entram de alguma forma no conflito, elevando o fator humano da produção. Fazendo desse ambiente ainda o retrato do fim de todo o Terceiro Reich – como soldados desesperançados e população à mingua -, o longa é frio e inteligente o bastante para guardar para o fim uma cena ainda mais aterradora que a morte de Hitler, quando Goebbels define o destino da família. Poderia ter uns 20 minutos a menos, mas do jeito como está A Queda! tem muitos acertos, inclusive a atuação fantástica de Bruno Ganz como  Führer. Nota: 8,5

the_haunting_posterDesafio do Além* (The Haunting, 1963). De Robert Wise

Não é de sustos que vive um bom filme de terror, mas de clima. É preciso criar uma aura de medo, tensão e estranheza para que qualquer história de horror funcione. Desafio do Além, então, é exemplar: fotografia, direção e, principalmente, som são desenhados aqui para levar qualquer um a sentir os pelos do corpo eriçarem. O preto e branco ressaltam as sombras, muito bem definidas e somadas aos efeitos sonoros cheios de coisas sendo arranhadas, grunhidos e risadas vão dando clima a um filme que, em tese, não tem muito o que mostrar dentro de uma casa na qual quatro pessoas buscam entender porque ela é amaldiçoada. O que não impede Robert Wise de criar belas imagens de terror: uma enforcada na ponta de uma escada em espiral ou alguns planos que mostram pouco mais do que uma mulher que pede a mão da amiga para ao fim do pesadelo revelar onde essa mão realmente esteve. Antecipando em mais de quatro décadas o susto de um rosto saindo do sótão visto com em [REC], Desafio do Além ainda tem como ponto positivo a boa atuação de Julie Harris, na pele de Nell, uma boa personagem, insegura e  politicamente incorreta,  o que é sempre bem-vindo. Um terror de primeira. Nota: 8,5

*Filme assistido pela primeira vez

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