Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (12 a 18 dez)

devilsownInimigo Íntimo (The Devil’s Own, 1997). De Alan J. Pakula

À época do lançamento, o longa de Alan J. Pakula foi vendido bem próximo de um thriller de ação. Não poderia ser mais errado. Aqui há um belíssimo drama com ares paternos e de uma simplicidade que faz coçar a cabeça e tentar entender como o roteiro de David Aaron, Cohen, Vincent Patrick e Kevin Jarre consegue falar tanto sobre os personagens vividos por Brad Pitt e Harrison Ford com tamanha simplicidade. É clara a ligação de pai e filho entre eles, o que dá boas lições a um amargurado Pitt, o qual perdeu o pai aos oito anos – fato que o faz ingressar no Exército Republicano Irlandês, o IRA. Sempre meio apático, de movimentos curtos e fala baixa, o terrorista passa a ter sorrisos e aparência melhores entre Ford, suas filhas e mulher. Ele próprio passa a se portar como um tipo de pai postiço para a caçula da família. Enquanto isso, o patriarca tem contato com um mundo que, mesmo sendo policial, parece nunca ter ido à fundo, o da criminalidade. Ele acaba de receber Pitt em casa como um irlandês em busca de trabalho, mas que, na verdade, toca a compra de mísseis para continuar sua guerra civil do outro lado do Atlântico. Com atuações sempre em tons mais baixos e câmera sem movimentos largos, mas dinâmica, além de montagem no básico, Inimigo Íntimo é daqueles filmes que até na emoção são contidos, mas te fazem sentir que ali há algo pelo qual se importar. Nota: 8,5

tangledposterEnrolados* (Tangled, 2010). De Nathan Greno e Byron Howard

A versão moderninha para a história da Rapunzel tem doce, muito doce, assim como algumas boas soluções e um visual realmente encantador. Para aproveitar melhor o programa, recomenda-se evitar a versão dublada brasileira, com o disparate de incluir o apresentador Luciano Huck como o ladrão Flynn Rider. Passando por cima disso, chamam muito a atenção a fluidez das cenas de ação, a movimentação incrivelmente realista dos personagens e a complexidade das sequências, que incluem uma grande quantidade de elementos em cena. O maior exemplo disso é a fuga pela represa, um primor. O restante segue a linha 100% família, incluindo coadjuvantes engraçados e um casal cativante que, claro, não se topa no início. É tão certinho que você nem se lembra que a princesa da vez está envolvida com um ladrão, tamanha a suavização. Engraçado e bom de montagem – vide  as rápidas elipses das tentativas de Rapunzel de guardar Flynn no guarda-roupas ou ela própria lamentando e comemorando a fuga da torre -, a animação peca nas músicas, que estão longe de ser o forte do filme. Mas reserva um final que se sustenta com uma boa e moderada reviravolta em relação aos cabelos da heroína. Nota: 7,5

*Filme visto pela primeira vez

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