Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (9 a 15 jan)

Burlesque-poster

Burlesque* (Idem, 2010). De Steve Antin

Em momento algum o filme esconde que se trata de um veículo para Christina Aguilera, mas sinceridade não é tudo. Aliás, no caso de Burlesque não significa nada, pois o longa é uma colagem de outros musicais de sucesso recente, especificamente Moulin Rouge e Chicago. Não que seja um plágio, mas é fácil perceber elementos emulando os “oscarizados supracitados”. Veja bem, a protagonista é uma ingênua menina que quer ser uma estrela das apresentações musicais de um clube reconhecido na cidade grande. Renée Zellweger também queria ser no musical de Rob Marshall. Contudo, ela tem que passar por cima de dificuldades como a estrela venenosa da casa. Catherine Zeta-Jones levou um Oscar interpretando uma personagem malvadamente parecida. E adivinhe qual a música usada para apresentar a tal estrela? “Diamonds Are a Girl’s Best Friend”, a mesma que Nicole Kidman interpreta ao aparecer em Moulin Rouge. Coincidência ambas evocarem Marilyn Monroe para brilharem? E não é preciso nem comentar a aproximação da casa que dá nome ao filme com o próprio clube francês homônimo à produção dirigida por Baz Luhrmann em 2001. Pior ainda foi perceber o quanto a abertura de Burlesque, com Aguilera deixando a terra natal de ônibus e procurando um lugar em Los Angeles, me lembrou os primeiros momentos de Lua de Cristal (sim, o da Xuxa). Não é possível, porém, negar o fato de que Christina tem talento para a dança e para os vocais, e se o filme quer é mostrar isso, oferece muitos andamentos com a moça soltando a voz. Não que todos eles sejam momentos inspirados, contudo a boa fotografia e a beleza das moças em cena ajudam muito. Até mesmo Cher tem seu bom momento, logo na primeira aparição em cena – tão bacana que deixa a descartável segunda canção interpretada por ela ainda mais deslocada, afinal, quem iria querer ouvir lamentações numa boate agitada? Talvez o diretor e roteirista Steve Antin, que abusa de clichês, como a casa que se afunda em dívidas e precisa de uma salvação ou o ricaço que quer comprar o clube e construir um prédio comercial. E se não há como negar que você já viu a mesma situação numa dúzia de outros filmes, pelo menos a repetição da excelente atuação de Stanley Tucci joga a favor de Burlesque. Nota: 6

*Filme visto pela primeira vez

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