Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (30 jan a 5 fev)

tropa-de-elite-poster02Tropa de Elite (Idem, 2007). De José Padilha

Indo além do sucesso retumbante que foi e tendo poucos, mas bons anos de distanciamento, é possível perceber melhor que Tropa de Elite é uma pancada não no crime em si, mas nas pataquadas cometidas “dentro da Lei”, mais especificamente na Polícia Militar carioca. Além de ser mostrada como incompetente e corrupta, a corporação faz surgir um tipo de salvador da pátria torto, mas capaz de levar à histeria quem não compactua com toda a sujeira e o nome dele é um dos mais populares do Cinema nacional, Capitão Nascimento. É interessante perceber que ao se apresentar na narração em off ele não diz o primeiro nome, Roberto, mas sim a patente, Capitão. O longa é violento grafica e tematicamente, se tornando, por vezes, um tanto caricato com o objetivo causar a ojeriza necessária para aprovar os métodos de Nascimento, o qual foi considerado fascista por alguns. Para a maioria, porém, ele trouxe a catarse em relação ao crime que é endêmico no Brasil: tortura e truculência contra o tráfico e o “sistema”. Sem se esquecer do roteiro inteligentemente construído para que um personagem nada heroico seja relevado: a introdução de elementos como o filho que vem por aí e o stress que o assola fazem o público jogar a favor do protagonista. Quem viu o segundo, sabe o quanto ele foi abrandado – sem deixar de ser excelente. Nota: 9

Diary_rodrick_rules_posterDiário de um Banana 2 – Rodrick é o Cara* (Diary of a Wimpy Kid: Rodrick Rules, 2011). De David Bowers

Mais bem resolvido em relação à linha narrativa se comparado ao original, visto que se trata de adaptação de um livro altamente episódico, essa continuação ainda está longe de ser perfeita, visto que algumas passagens só fazem sentido se você leu o livro – a exemplo da apressada sequência sobre o banheiro de uma piscina e Greg coberto de papel higiênico. E um filme, você sabe, deve ser uma obra que vale por si. Um pouco mais ingênuo, Banana 2 mostra bem isso na abertura criada para o filme, cheia de humor pastelão ao invés das tiradas ácidas e juvenis do autor Jeff Kiney. De qualquer maneira, é uma produção divertida e regular na proposta de ser um passatempo sem pretensões elevadas e que ainda se preocupa em ser Cinema e não teatro filmado, vide a cena em que Rodrick chama os amigos para uma festa na sua casa e o quadro vai sendo aberto de acordo com que pipocam janelas com a imagem das pessoas repassando a notícia. Fora que Zachary Gordon, o Banana, está bem mais seguro dessa vez. Nota: 7

*Filme assistido pela primeira vez

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