Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (13 fev a 15 mar)

where-the-wild-things-posterOnde Vivem os Monstros (Where The Wild Things Are, 2009). De Spike Jonze

Trabalhando com limites, o diretor Spike Jonze vai fundo na psiquê de um garoto e ainda consegue criar uma bela fábula sobre aprendizado e egoísmo infantil. O filme é limítrofe por, primeiro, conseguir extrair 100 minutos de uma história que tem 338 palavras no material original, o livro homônimo de Maurice Sendak. Depois pela forma com que o longa se divide entre a fofura de um menino que parece ter 10 anos e seus monstros felpudos, mas que ambos guardam problemas de caráter, seja egoísmo, insegurança ou inércia. É clara a divisão de personalidade do jovem Max entre os monstros que ele encontra numa ilha depois de fugir de casa num acesso de fúria contra a mãe. Mais impressionante é que o filme seja tão tocante e delicado, abordando questões claras de amadurecimento, sem se esquecer de um visual arrebatador, seja os das criaturas, seja o ambiente árido, mas que é estranhamente aconchegante na fotografia de Lance Acord, um tanto descolorida e, ao mesmo tempo, destacando os monstros. A trilha sonora de Karen O. e Carter Burwell dá o toque final ao clima de intimidade com os personagens, por vezes expansivos ou flagrados em seus momentos mais particulares ternos. O uivo de um dos monstros e o olhar de uma mãe ao final do longa são duas das coisas mais lindas do Cinema da década passada. Nota: 9

Kick_Ass_Poster_38Kick Ass – Quebrando Tudo (Kick Ass, 2010). De Matthew Vaughn

Se a maior parte dos filmes baseados em quadrinhos tenta ter ligação com o mundo real, se tornando mais sérios e menos coloridos, dois deles foram na contramão e se deram bem: um é Scott Pilgrim Contra o Mundo e o outro é esse, Kick Ass. O longa de Matthew Vaughn, baseado nas histórias de Mark Millar e John Romita Jr., tem uma violência surreal para uma produção desse tamanho, mas também é uma beleza de assistir. Primeiro que boa parte daquela violência sai das mãos de Hit Girl, interpretada com um carisma anormal de Chloë Grace Moretz, então com apenas 13 anos. Segundo que a história é esperta o bastante para criar vigilantes de verdade no mundo real, treinados e com corpos que se machucam. Além, claro, de ter uma contraponto a isso, que aqui se chama Kick Ass, uma heroi que veste uma roupa de mergulho verde como uniforme, combate o crime em janelas de horários nas quais não tem outras obrigações de um adolescente e que apanha muito. Tanto que o único superpoder do longa é a diminuição da dor de Kick Ass, depois que seu sistema nervoso é afetado em um atropelamento. Para dar liga à mistura entre o realista e o puramente exagerado, vem a fotografia de Ben Davis, iluminada e colorida, contrastando com o sangue que jorra sem grande problemas no longa. Nota: 8,5

horrible_bosses_ver4Quero Matar Meu Chefe* (Horrible Bosses, 2011). De Seth Gordon

Contando com uma fauna estranha – mas hilária – de personagens, o longa é daquelas comédias desbocadas que vêm aparecendo há alguns anos em Hollywood, a exemplo de Superbad e Se Beber, Não Case!. E isso é bom, pois evita o bom-mocismo e ainda garante algumas gargalhadas sem grande pretensão. O fino (se é que pode dizer que essa palavra se encaixe) são os seis protagonistas, três chefes medonhos e três funcionários amedrontados. Kevin Spacey é um cara cruel, que alimenta esperanças em Jason Bateman quanto a uma promoção. Colin Farrell é um cheirador maluco e preconceituoso que pega no pé de Jason Sudeikis. Uma perseguição que parece ser nada perto das investidas sexualmente agressivas de Jennifer Aniston ao fiel Charlie Day. Sem muito espaço para sutileza, mas com um elenco que ainda conta com um Jaime Foxx à vontade, o longa vence pelas piadas sujas e sem culpa. E uma produção que consegue fazer rir com um gato assustando seu elenco, o maior dos clichês, merece meu respeito. E só lembrando que você nunca verá Jennifer Aniston tão à vontade e poucas vezes tão linda. Quer mais? Nota: 8

*Filme assistido pela primeira vez

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