Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (16 a 19 mar)

labyrinth_ver1Labirinto – A Magia do Tempo (Labirinth, 1986). De Jim Henson

Com a assinatura de Jim Henson, o criador dos Muppets, era natural que os bonecos em cena em Labirinto fossem de primeiríssima, mas não é só isso, a complexidade com que as cenas são criadas também chama a atenção, pois a não ser que o momento exija que a jovem vivida por Jennifer Connelly esteja só, dificilmente você verá apenas ela em cena, sem que haja pelo menos um “ser vivo” pelas redondezas. E mais: há uma grandiosidade na cena de contenção da invasão da moça na Cidade dos Duendes por parte da guarda de Jereth, o rei dos Duendes, vivido por David Bowie. Dezenas de bonecos interagindo entre eles e com atores de carne e osso que beira a genialidade pela naturalidade e fluidez dos movimentos. Ademais, para contar a história da jovem que precisa resgatar o irmão das garras de  Jereth –  após ela mesma ter pedido que o bebê fosse levado – existe um trabalho de direção de arte também excelente, principalmente na Cidade dos Duendes, uma vila que tem alguns traços expressionistas em suas angulações. No mais, o roteiro, se não é original, sabe prender a atenção num caldeirão de referências fantasiosas, muito bem apontada pela câmera de Henson que passa por livros na estante da jovem  Jennifer. Peca por números musicais nada orgânicos e que só chamam a atenção por serem escritas e executadas por Bowie. Nota: 8

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2 responses

  1. Carlos Guimarães Coelho

    Putz, fico triste quando vejo qualquer alusão a este filme. Eu tinha a trilha, em vinil (na época não existia CD). E alguém “levou” de dentro da minha casa…adorava aquele disco…rsrsrs….Gostei da sua análise, discordo apenas quando você diz que o roteiro não é muito original. Pode não ser hoje, mas, para os padrões da época, era bastante original!

    25 de Março de 2012 às 12:45 PM

    • Se você pensar bem, a história é uma emaranhado de várias fantasias – particularmente me lembrei muito de O Mágico de Oz -, e a estrutura da história, ainda que bem melhor, lembra a de A História Sem Fim, dois anos mais velho. Mas é um longa muito eficiente.

      25 de Março de 2012 às 2:12 PM

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