Go ahead, punk. Make my day.

Archive for Abril, 2012

Os Vingadores 1978

Que mané Robert Downey Jr., o negócio é um Homem de Ferro que lembra o robô B9 de Perdidos no Espaço, um Capitão América com escudo vazado, além da participação “destroyer” do KISS. Peraí, aquele é Loki vestido de capeta?!

 

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Rango de verdade

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Resumo (9 a 22 abr)

taleoftwosisterskoreanMedo* (Janghwa, Hongryeon/A Tale of Two Sisters, 2003). De Jee-woon Kim

Este é um filme de terror que se faz em cima de um drama familiar levado às últimas consequências, com um toque do famoso J-Horror, altamente valorizado na última década. Aqui há a história das irmãs que vão com pai e madrasta a uma casa de campo e fantasmas do passado voltam  a atormentar a família, alguns literais, outros nem tanto. Medo é daqueles filmes que seguram o segredo até o último minuto se valendo de sua estrutura não linear, que parece seguir por meio de um flashback, mas que guarda uma linha narrativa muito mais complexa. O ritmo é lento, mas cadenciado por algumas cenas de eriçar os pelos da nuca, seja usando a figura da menina com cabelo negros por cima do rosto, seja na economia da tensão segurada apenas com uma porta se abrindo, uma mão aparecendo e alguns closes. Há, porém, belas passagens entre as irmãs, principalmente no início, como a cena no lago e as mãos dadas pouco antes disso.O último terço do longa culmina numa espiral de loucura intrincada e, por vezes, difícil, mas de desfecho dramático como a história pede. Nota: 8,5

MrsDoubtfireUma Babá Quase Perfeita (Mrs. Doubtfire, 1993). De Chris Columbus

Trabalhando sempre num tom mais baixo que nas comédias comuns sobre famílias e pessoas hiperativas, como no caso do personagem de Robin Williams, Chris Columbus consegue sintonia com o montador Raja Gosnell (sim, o diretor de Vovó…Zona, vejam só) e não acelera o filme desnecessariamente. Dessa forma, é possível experimentar melhor toda a situação que leva Williams a se travestir de Sra. Doubtfire em nome da ligação com os filhos, tirados dele durante um divórcio. O filme tem um timing tão bom que sabe, inclusive, quando encaixar as passagens mais  frenéticas, que neste caso são três: o início, com a festa que vai levar à discussão final entre  Williams e Sally Field, uma troca de roupa inesperada no momento da visita da assistente social ao apartamento do protagonista e, claro, toda a sequência do restaurante na qual o ator tem que alternar os papéis de Daniel e Doubtfire. Aliás, esses dois últimos momentos estão interligados intimamente, pois apenas vendo o ator se trocar com tamanha eficiência no apartamento é que conseguimos acreditar que ele poderá fazer isso também durante o jantar, dias depois. Ótima escolha de Columbus e Gosnell em mostrar por completo essa troca, sem cortes e num plano um pouco mais longo. Além do mais, a produção não dá segunda intenções a Pierce Brosnan, que está mesmo interessado em Sally e o final, ainda que choroso, não é nada óbvio. Nota: 8,5

big_lebowski_ver1O Grande Lebowski* (The Big Lebowski, 1998). De Ethan e Joel Coen

Ainda que este seja um grande filme, não se assuste se em determinado momento do desenvolvimento você se sentir meio perdido(a) na trama, pois se há um defeito aqui é a grande quantidade de personagens que vão surgindo a todo momento – alguns com a única missão de dar uma informação para que a trama ande, como o detetive que passa boa parte da história em um fusca seguindo o “Dude”. Por falar nisso, é o protagonista que faz toda a diferença no  filme. Vivido por Jeff Bridges numa atuação altamente descolada, ele é a alma de um longa “viajandão”, entrando numa situação meio que sem querer e sem muito lado para correr, mas que consegue tempo para tomar drinks white russians, fumar maconha, jogar boliche e ainda fazer sexo com a filha de um de seus perseguidores. Somado a isso vem a direção e o roteiro inspirados dos irmãos Coen, que elaboram uma gama de personagens estranhos, como um grupo de niilistas, e momentos lisérgicos hilários, a exemplo do “voo” do Dude por entre dezenas de pernas femininas até acertar os pinos na pista de boliche. Ah! E não se pode esquecer da participação de John Turturro como Jesus, um jogador de boliche latino afetado que só não é mais engraçado por falta de tempo em cena. Nota: 8

*Filme assistido pela primeira vez


Crítica: Espelho, Espelho Meu

mirrormirror_poster_02Em termos de intenção, não é possível recriminar a versão do conto de fadas da Branca de Neve que Espelho, Espelho Meu (Mirror Mirror, EUA, 2012) tentou ser. Não se trata de uma refilmagem do clássico Disney, ele procura personalidade inserindo várias modernidades no conto dos irmãos Grimm, seja na própria protagonista, menos moça assustada e mais astuta, seja na Rainha, menos megera e mais sarcástica. É pena que a maior parte das inovações tenha ficado no campo da vontade ou simplesmente não funcione.

A começar pelos anões, que mudam de nomes, em determinado momento saqueiam o próprio Príncipe e são bons de briga, além de darem um jeito de se tornarem maiores com extensões nas pernas. Contudo, o mais importante foi deixado de lado: eles não têm personalidade própria, são anões de contos de fadas simplesmente. Não são nem os arquétipos criados por Walt Disney, os quais sobravam encanto, cada um à sua maneira, onde não havia grande profundidade.

Enquanto isso, a esperada Rainha vivida por Julia Roberts, ainda que tente ser irônica e mordaz, acaba sabotada pelo quão rasos são seus comentários, a exemplo da narração na linda animação que abre o longa-metragem: ela tenta levar um ar de deboche, mas falta acidez. Algo que contrasta em exagero com a graciosidade e o sorriso radiante de Lily Collins na pele alva da personagem principal. E vá lá que a Branca de Neve nem é tão radicalmente modificada, tendo uma ou outra cena de ação, mas que é aquela mesma apaixonada sofredora de sempre.

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Isso sem contar em algumas inexplicáveis escolhas da produção, como os figurinos altamente afetados que, no fim das contas, parecem querer ser apenas bizarros. Se no início há um vestido da Rainha que se confunde com o trono, a extravagância dele não passa nem perto do mau gosto da escolha das fantasias usadas num baile. O figurinista Eiko Ishioka parece ter gostado tanto do cisne que Björk vestiu na cerimônia do Oscar de 2001, que criou sua própria versão e vestiu em Lily. Estranhíssimo. Fora que que as cores claras predominantes na cena praticamente apagam a protagonista nos enquadramentos abertos do salão. Algo que só perde para o inacreditável tratamento de beleza da Rainha, que inclui titica de pássaros no rosto e vermes nas orelhas.

Para fechar, os roteiristas Jason Keller e Melisa Wallack tiveram a belíssima ideia de fazer o longa menos machista (bom) e para isso transformaram o Príncipe vivido por Armie Hammer num galalau adorado pelas mulheres, mas que passa por poucas e boas antes do “felizes para sempre”. Só que fazê-lo se tornar, literalmente, um cachorrinho é estúpido e desnecessário.

Pelo menos a música-tema, já nos créditos finais, é divertida e uma boa sacada do diretor indiano Tarsem Singh (de Imortais) para incluir uma pitada de sua terra natal na produção.

Nota: 5,5

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O megassucesso Titanic volta aos cinemas em 3D

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Há 100 anos, o navio RMS Titanic e suas mais de 46,3 mil toneladas pilotadas pelo capitão Edward J. Smtith afundavam nas águas do Oceano Atlântico. Há pouco mais de 15 anos, o filme Titanic e seus 194 minutos, dirigidos por James Cameron, estreavam no Brasil e dariam início a uma corrida aos cinemas. Não é à toa que, uma década e meia depois, Titanic ainda emita ecos tão fortes que justifiquem a volta aos cinemas em formato 3D, já em exibição comercial em todo o país.

Afinal, tudo que envolve o longa-metragem é grande. O orçamento foi o primeiro a ultrapassar o US$ 200 milhões, justificado por uma réplica apenas 18 metros menor que o navio original, construída para as filmagens e mergulhado num tanque de quase 260 milhões de litros de água, também feito apenas para a produção. O resultado foram 11 Oscars, o primeiro a atingir a marca 39 anos depois de Ben-Hur estabelecer o recorde. Além de uma bilheteria de US$$ 1,8 bilhão, outro recorde, que só foi batido 12 anos depois por Avatar, que ultrapassou os US$ 2,7 bilhões.

O naufrágio em 1912 iniciou o século com uma das maiores tragédias marítimas de toda a história, enquanto o longa-metragem da década de 90 o fechou com a maior produção já vista até então.

A grandiosidade do filme está bem guardada na lembrança do dono de uma cadeia de cinemas em Uberlândia, Pedro Naves, que calcula tê-lo exibido para mais de 40 mil pessoas durante os três meses em que ficou em cartaz, até hoje um recorde de tempo em exibição na cidade. Segundo ele, a única cópia que recebera da distribuidora rodava ininterruptamente em três sessões diárias, a maior parte delas com ingressos esgotados, e que geravam grandes filas, as quais, conta, fizeram a alegria dos lojistas do shopping onde o cinema está instalado.

“Como as pessoas ficavam bastante tempo nas filas para comprar ingressos, era comum que visitassem as lojas próximas e fizessem compras. Amigos lojistas chegaram a pedir para que o filme ficasse mais tempo em exibição”, afirmou.

O empresário ainda lembra que as reações na sala eram invariavelmente de paixão à história de amor entre os personagens de Leonardo DiCaprio e Kate Winslet e o naufrágio. Pedro afirma ter visto adolescentes suspirando ou gritando que amavam DiCaprio, alguns batendo palmas e muitos revendo o longa várias vezes. “Teve uma menina que disse ter assistido ao filme umas dez vezes e, por isso, merecia ganhar um ingresso para levar a mãe. Eu dei o ingresso pra ela”, disse Naves.

No entanto, o empresário não espera um público exorbitante no relançamento de Titanic em 3D, uma vez que na pré-estreia a média de público esteve entre 80 e 90 pessoas por sessão, volume considerado comum.

Não que James Cameron não tenha caprichado na conversão para o formato, já que ele gastou mais US$ 18 milhões para que os quase 280 mil quadros do filme se tornassem tridimensionais. Em entrevista à revista Galileu, ele contou que o processo foi minucioso, chegando ao ponto de isolar bolha por bolha de água durante o naufrágio do navio para trabalhar a dimensão de cada detalhe.

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Fã vai assistir ao longa pela 14ª vez no cinema
A educadora infantil Juliana Terra diz não enxergar muito bem filmes em 3D, mas conta que nem que assista a mais de três horas de imagens desfocadas vai rever Titanic no cinema. Essa será a 14ª vez que ela acompanhará o romance e o naufrágio dessa maneira. Quando o longa-metragem estreou no Brasil, em janeiro de 1998, ela mobilizou família e amigos para ver o filme em 13 oportunidades.

Na época, com apenas 14 anos, ela diz ter se encantado com o grau de detalhamento dos cenários e do roteiro de James Cameron, que manteve muito da história real no enredo, além de ter se tornado uma fã de Rose DeWitt Bukater, a personagem de Kate Winslet. “Se houvesse jeito de uma continuação, deveria ser para contar a história dela”, disse a educadora aos risos.

A paixão mexeu também no bolso de Juliana Terra, que gastou com a compra de versões em VHS e DVD do filme, além de cartazes variados e versões da trilha sonora em CDs, num total de cerca de 40 itens da coleção.

Mas há um detalhe: ao contrário da maior parte das fãs do filme, ela jura de pés juntos nunca ter suspirado de paixão por Jack Dawson, o personagem de Leonardo DiCaprio. “Sinceramente sempre preferi Cal Hockley, o noivo de Rose. Não sei o porquê, mas tinha raiva de Jack”, afirmou.

Números

– US$ 18 milhões foram gastos para a conversão de Titanic para 3D
– 280 mil quadros convertidos
– 40 mil pessoas assistiram ao filme em Uberlândia em 1998
– 3 meses em cartaz na cidade

James Cameron

Fez documentários sobre oceanos e, em 2009, apresentou Avatar, seu primeiro trabalho em 3D. Ao custo de US$ 300 milhões, estabeleceu outro recorde de bilheteria, US$ 2,7 bilhões, e venceu três Oscars, incluindo o de melhor fotografia, o primeiro dado a um filme em 3D.

Lenardo DiCaprio

Filmou com diretores como Woody Allen, Steven Spielberg e Clint Eastwood e se transformou em parceiro de Martin Scorsese, com quem fez quatro filmes. Foi indicado a dois Oscars de Melhor Ator, em Diamante de Sangue e O Aviador.

Kate Winslet

Indicada ao Oscar pelo papel em Titanic, ela voltaria outras quatro vezes a concorrer à estatueta até vencer em O Leitor, de 2008. Em 1996, já tinha concorrido como Melhor Atriz Coadjuvante por Razão e Sensibilidade.

*Kate e DiCaprio voltaram a atuar juntos no drama Foi Apenas Um Sonho, em 2008

Reportagem originalmente publicada no Jornal Correio de Uberlândia de 14 de abril de 2012


Posteridade: Django Unchained

O cartaz simples e eloquente (e pouco humilde) já diz tudo: o novo filme de Quentin Tarantino. Django Unchained no Posteridade.

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Harmonica desaprova seus métodos

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Clique aqui e tenha a trilha de sua derrocada.