Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (9 a 22 abr)

taleoftwosisterskoreanMedo* (Janghwa, Hongryeon/A Tale of Two Sisters, 2003). De Jee-woon Kim

Este é um filme de terror que se faz em cima de um drama familiar levado às últimas consequências, com um toque do famoso J-Horror, altamente valorizado na última década. Aqui há a história das irmãs que vão com pai e madrasta a uma casa de campo e fantasmas do passado voltam  a atormentar a família, alguns literais, outros nem tanto. Medo é daqueles filmes que seguram o segredo até o último minuto se valendo de sua estrutura não linear, que parece seguir por meio de um flashback, mas que guarda uma linha narrativa muito mais complexa. O ritmo é lento, mas cadenciado por algumas cenas de eriçar os pelos da nuca, seja usando a figura da menina com cabelo negros por cima do rosto, seja na economia da tensão segurada apenas com uma porta se abrindo, uma mão aparecendo e alguns closes. Há, porém, belas passagens entre as irmãs, principalmente no início, como a cena no lago e as mãos dadas pouco antes disso.O último terço do longa culmina numa espiral de loucura intrincada e, por vezes, difícil, mas de desfecho dramático como a história pede. Nota: 8,5

MrsDoubtfireUma Babá Quase Perfeita (Mrs. Doubtfire, 1993). De Chris Columbus

Trabalhando sempre num tom mais baixo que nas comédias comuns sobre famílias e pessoas hiperativas, como no caso do personagem de Robin Williams, Chris Columbus consegue sintonia com o montador Raja Gosnell (sim, o diretor de Vovó…Zona, vejam só) e não acelera o filme desnecessariamente. Dessa forma, é possível experimentar melhor toda a situação que leva Williams a se travestir de Sra. Doubtfire em nome da ligação com os filhos, tirados dele durante um divórcio. O filme tem um timing tão bom que sabe, inclusive, quando encaixar as passagens mais  frenéticas, que neste caso são três: o início, com a festa que vai levar à discussão final entre  Williams e Sally Field, uma troca de roupa inesperada no momento da visita da assistente social ao apartamento do protagonista e, claro, toda a sequência do restaurante na qual o ator tem que alternar os papéis de Daniel e Doubtfire. Aliás, esses dois últimos momentos estão interligados intimamente, pois apenas vendo o ator se trocar com tamanha eficiência no apartamento é que conseguimos acreditar que ele poderá fazer isso também durante o jantar, dias depois. Ótima escolha de Columbus e Gosnell em mostrar por completo essa troca, sem cortes e num plano um pouco mais longo. Além do mais, a produção não dá segunda intenções a Pierce Brosnan, que está mesmo interessado em Sally e o final, ainda que choroso, não é nada óbvio. Nota: 8,5

big_lebowski_ver1O Grande Lebowski* (The Big Lebowski, 1998). De Ethan e Joel Coen

Ainda que este seja um grande filme, não se assuste se em determinado momento do desenvolvimento você se sentir meio perdido(a) na trama, pois se há um defeito aqui é a grande quantidade de personagens que vão surgindo a todo momento – alguns com a única missão de dar uma informação para que a trama ande, como o detetive que passa boa parte da história em um fusca seguindo o “Dude”. Por falar nisso, é o protagonista que faz toda a diferença no  filme. Vivido por Jeff Bridges numa atuação altamente descolada, ele é a alma de um longa “viajandão”, entrando numa situação meio que sem querer e sem muito lado para correr, mas que consegue tempo para tomar drinks white russians, fumar maconha, jogar boliche e ainda fazer sexo com a filha de um de seus perseguidores. Somado a isso vem a direção e o roteiro inspirados dos irmãos Coen, que elaboram uma gama de personagens estranhos, como um grupo de niilistas, e momentos lisérgicos hilários, a exemplo do “voo” do Dude por entre dezenas de pernas femininas até acertar os pinos na pista de boliche. Ah! E não se pode esquecer da participação de John Turturro como Jesus, um jogador de boliche latino afetado que só não é mais engraçado por falta de tempo em cena. Nota: 8

*Filme assistido pela primeira vez

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3 responses

  1. Você assistiu Medo sem miiiiiiiiiiiiiiiiiiiim? ¬¬’

    E cadê o resume de Drive?

    25 de Abril de 2012 às 11:57 AM

    • Sim, assisti ¬¬’ Drive vai ganhar uma crítica

      25 de Abril de 2012 às 2:17 PM

  2. Aleishow

    Drive MERECE uma crítica e a trilha sonora dele outra. rs

    26 de Abril de 2012 às 1:44 AM

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