Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (7 a 13 mai)

beaverposterUm Novo Despertar* (The Beaver, 2011). De Jodie Foster

Daqueles filmes que tem suas estranhezas, mas que na maior parte do tempo trata de maneira séria de um assunto idem. Um Novo Despertar salpica de humor a história de um homem em depressão profunda e que acha em um fantoche de castor um meio para se livrar de todo o peso de sua condição. E quando digo salpica não é à toa, pois ao mesmo tempo que a atuação de Mel Gibson é hilária com um sotaque britânico dado ao boneco, ele não deixa de mostrar o quanto está exausto com sua vida de tristeza. E assim o longa é contrabalanceado, enquanto você ri de algo, sente que existe outra coisa para te puxar para baixo. A direção de Jodie Foster é inteligente e consegue aflorar momentos cômicos – a exemplo da cena de “suicídio” de Gibson -, mas para manter as coisas fora da euforia, a montagem de Lynzee Klingman é mais calma e privilegia cenas como aquela em que o rosto de Mel está para baixo durante uma segunda despedida da família. Aliás, a atuação de Gibson é o ápice de Um Novo Despertar, repare como ele pula da completa felicidade quando mostra o smoking que pretende vestir no Castor para uma expressão de falta de vontade ao ouvir a negativa da mulher de “levar” o castor com eles a um jantar. O grande problema da produção está no roteiro, que vai de uma situação para outra, na maior parte das vezes, sem muita fluidez. Talvez o melhor exemplo seja a maneira pela qual o roteiro justifica a grande sacada do protagonista para a criação de um novo brinquedo e como sua fábrica prospera. Tudo acontecendo sem grandes preparações e se desenrolando apressadamente. Se o longa tem 91 minutos, com certeza ele poderia se beneficiar de alguns a mais, visto que há ainda um bom paralelo nos caminhos tomados por Mel Gibson e seu filho vivido por Anton Yelchin. O jovem quer evitar a qualquer custo, mas tudo em sua vida parece refletir o momento do pai. O final, ainda que atingido por um caminho tortuoso, é bem tocante. Nota: 7,5

*Filme assistido pela primeira vez

3 responses

  1. Eu já não acho assim tão bom. Mel Gibson está muito bem, mas a direção de Jodie Foster é fria e redundante. Apenas médio.

    http://eaicinefilocadevoce.blogspot.com.br/

    24 de Maio de 2012 às 4:29 AM

    • Achei também mediano, mas a atuação do Gibson é excelente. Achei interessante essa obersvação da direção de Jodie Foster, me explique?

      24 de Maio de 2012 às 3:32 PM

  2. Fiquei curioso pra ver… Ah, Vinícius, não sei se sou só eu e minha dieta fraca em feijão na última semana, mas eu cliquei três vezes na tag “comentário” em vez de vir pra sessão de comentários =P

    30 de Maio de 2012 às 12:48 AM

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