Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (14 mai a 3 jun)

alien-posterAlien – O 8º Passageiro (Alien, 1979). De Ridley Scott

Quase um slasher movie no espaço, Alien faz uma ótima mistura de ficção científica e terror, apostando num visual arrebatador, seja na criatura desenhada por H. R. Giger ou na direção de arte que dá vida à nave cargueira Nostromo, uma gigante que corta o espaço e serve de cenário altamente sombrio para o ataque do alienígena. Os primeiros minutos do filme são perfeitos por estabelecer a atmosfera do terror que vem por aí: os corredores metálicos se contrapõem às salas iluminadas, quase assépticas, e ambos servem para criar mais impacto quando a tripulação encontra o monstro do título. Se de um lado aqueles corredores se tornam um ótimo esconderijo, as salas brancas são o melhor lugar para a primeira aparição do alien, estourando o peito de um dos viajantes espaciais sem economizar no sangue, o qual mancha o ambiente. Aprendendo bem a lição de Spielberg em Tubarão, o diretor Ridley Scott esconde sua criatura para causar mais impacto ao final, quando ela poderá ser mostrada com mais detalhes. O ritmo, contudo, é lento, estabelecendo bem as regras do jogo e abusando das imagens espaciais – a abertura com uma tomada mostrando o planeta no qual vai nascer o terror e o letreiro do filme sendo montado aos poucos é sensacional. O roteiro de Dan O’Bannon tem uma ótima sacada, emulando os caminhos tomados em Psicose, esconde sua verdadeira protagonista até que a nojenta larva Alien se fixa no rosto de John Hurt e o monstro encontrará sua nêmesis: Sigourney Weaver, a Ten. Ripley, até então só mais uma na tripulação da Nostromo. Nota: 9

AliensPosterAliens – O Resgate (Aliens, 1986). De James Cameron

Mudando completamente o tom, James Cameron assumiu a continuação de Alien e criou um filme de ação militarizado e com muitos efeitos visuais, além de finalizar com a sutileza em relação à aparição do bichão, ao colocar dezenas de aliens em cena. Se perde um ótimo elemento do original, Cameron consegue manter o clima de tensão, que cresce enquanto a história caminha. Assim, se alguns torcem o nariz para o “cinemão” de Cameron, que faz muito mais barulho ao aumentar o número de mortes de ambos os lados da guerra entre homens e aliens, é impossível não se divertir com algumas boas cenas que o cineasta tira da manga, a exemplo do ataque da larva na enfermaria ou dos aliens burlando o esquema de segurança dos mariners e os surpreendendo pelo teto. Mas Cameron vai além e consegue estabelecer um interessante paralelo maternal entre Ripley e a Alien Rainha. Enquanto a humana encontra a pequena e encantadora Newt, que logo se torna sua filha adotiva e alvo de seus esforços de proteção, a alienígena é tirada de seu trono procriador para lutar por seus ovos e larvas destruídos. O embate das duas rende a melhor cena de toda a série Alien, quando Ripley usa um robô-esteira como exoesqueleto. AliensO Resgate é um filme diferente de seu antecessor, evitando ser repeteco e conseguindo identidade, ainda que se aproxime mais do cinema comercial do que do autoral. Nota: 8,5

Para a próxima semana: comentários de Alien 3 e Alien – A Ressurreição.

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2 responses

  1. Eduardo Almeida

    — —-
    — Bip,……. bip,…. bip,..bip,..bip,..bip..bip,bip,bip,bip,bip—-
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    Vini, acho melhor tu dar uma olhada no sotão da sua casa!!
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    6 de Junho de 2012 às 12:25 AM

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