Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (4 a 10 jun)

Alien-3-posterAlien 3 (Idem, 1992). De David Fincher

Mostrando personalidade desde o primeiro minuto, Alien 3 altera o famoso tema da 20th Century Fox e estabelece o clima de tensão que David Fincher, então estreante, pretende dar ao filme. Ainda que muitos considerem o longa-metragem apenas uma colagem do que já havia sido feito anteriormente, é nítido que exista um identidade, seja no ambiente da prisão-siderúrgica espacial, seja no clima entre a ação e o terror, passando pelas cenas mais violentas de toda a série. Fincher trabalhou no limite entre a criatividade e o cabresto da Fox, que praticamente ditou o que o cineasta vindo dos clipes e dos comerciais deveria fazer. Ainda há um ótimo terço final no qual o Alien da vez cai na armadilha humana de portas e chumbo fervente, enquanto a câmera subjetiva emula a movimentação do monstro em giros ousados e muita correria. Pena que a sequência obrigue o bichão a matar praticamente todo mundo em cena, como se o roteiro não soubesse o que fazer com tantos personagens. Mas a coragem do final, com Ripley dando cabo de seu destino, é digno de aplausos. Isso sem contar nos momentos iniciais, sem muita solenidade, mas que fez uma excelente ponte com os longas anteriores por meio de uma montagem entrecortada e de poucas imagens, que ainda sim faz a introdução com estilo e confiando na inteligência da plateia. E tem mais: Sigourney Weaver de cabeça raspada se transformou num ícone. Mesmo que haja um discurso daqueles motivacionais e algumas mortes que acontecem em momentos convenientes demais, não acho possível dizer que aqui temos um filme ruim. Nota: 8

alien -resurrection-posterAlien – A Ressurreição (Alien – Resurrection, 1997). De Jean-Pierre Jeunet

Cinco anos antes, a Fox deixou com que a série fosse finalizada corajosamente, mas parece ter se arrependido e deu um jeito de burlar a morte de Ellen Ripley com a onda científica da época: clonagem. A forma com a qual conseguiram uma amostra de sangue da protagonista (200 anos antes!) é contada de maneira displicente e aceitado isso, a plateia até tem uma distração, que é o investimento do roteiro de Joss Whedon na relação maternal de Ripley com a criatura que estava dentro dela. Se em 1986, Cameron fez de Ripley mãe da pequena Newt, agora existe uma ligação direta entre a Alien Rainha que foi gerada em seu peito e depois retirada, além dos bichões que surgem posteriormente. Para a missão foi chamado o diretor francês Jean-Pierre Jeunet, que até tenta emular a direção de arte vitoriosa da produção original de Ridley Scott, contudo a hitória sem ter pra onde caminhar acaba se tornando um monte de cenas de ação sem muita graça enquanto a trama envolvendo Ripley ganha seus momentos-chave: o nascimento, a descoberta do motivo de sua clonagem, o choque dos testes anteriores com bizarros fetos híbridos e, enfim, a “evolução” da espécie, com um novo ser criado de um útero que a Rainha ganha durante a experiência genética. Para ser ter uma ideia de como as coisas são descartáveis na história concebida por Whedon, a partir do momento em que a nave onde se passa o filme é atacada pelos aliens, a tripulação militar foge, sobrando um ou dois cientistas e quem realmente interessa para a trama: além da protagonista, Winona Ryder e seus companheiros piratas espaciais. O clima afetado do filme, com piadas estranhas, respinga até mesmo em Sigourney Weaver, que tem atuação blasé, enquanto a montagem do filme é sem ritmo e, por vezes, desconexa – a exemplo do momento em que a Ripley é levada para o ninho dos aliens. Retomada chocha da série. Nota: 6

*Ainda nessa semana: crítica de Prometheus

3 responses

  1. Eduardo Almeida

    Parabéns pela critica!
    Sou fã de toda série Alien!
    Excluindo A ressurreição, ao qual dou nota 4 e olha lá!!
    E gostei muito de Prometheus (Esperava mais, mesmo assim gostei) !!
    E viva os Xenomorfos babentos e dentuços!!!

    12 de Junho de 2012 às 6:09 PM

    • Xenomorfos babentos e dentuços? Essa eu desconhecia *rs

      12 de Junho de 2012 às 8:32 PM

  2. Eduardo Almeida

    Xenomorfos = Alien

    12 de Junho de 2012 às 9:08 PM

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s