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Crítica: Prometheus

prometheus_poster_07Com o perdão do trocadilho infame, assistir a Prometheus (Idem, EUA, 2012) é esperar por uma promessa que não vai se cumprir. Não se trata de spoiler, mas para um filme que tem a primeira metade com a missão de criar expectativa e levantar questionamentos sobre a origem da vida na Terra, a parte final é frustrante pelo desperdício de tamanho potencial.

A cena de abertura do longa é um bom exemplo do que pode vir por aí: em tom contemplador, a câmera voa por belas paisagens – algumas parecem telas impressionistas – até encontrar uma figura pálida ao lado de uma cachoeira. Ele bebe algo e sua morte parece criar vida. Dali começam a surgir os pontos de interrogação na cabeça da plateia, os quais terão ligação com a descoberta dos cientistas Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) e Charlie Holloway (Logan Marshall-Green) de que não estamos sozinhos no Universo e que, possivelmente, pinturas rupestres mostram de onde, afinal, viemos todos nós.

É um início empolgante, que vai ganhando corpo com a viagem até a lua LV 223 para estudar essa tese. A introdução de David, o androide vivido por Michael Fassbender, é ainda mais promissora, pois se trata de um trabalho notável do ator, com sua movimentação mecânica e lógica que parece querer ultrapassar a barreira de sua programação, seja aprendendo Filosofia, seja pelo mistério que envolve o personagem.

A chegada em LV 223, o mesmo planeta visto em Alien – O 8º Passageiro e Aliens – O Resgate (correção: o planeta da série Alien é o LV 426), e a descoberta de pirâmides e seres gigantes conhecidos como Engenheiros – que mais tarde você acaba descobrindo se tratar de outra figura famosa da série Alien – dão forma à questão primordial da produção: quem são nossos deuses? As coisas, claro, não saem como o esperado, interesses maiores que a própria pesquisa estão envolvidos e a trama começa a descarrilar.

Para começar, não se sabe se o roteiro de Jon Spaihts e Damon Lindelof não tem estofo para responder as perguntas que ele mesmo faz ou se há uma descarada vontade de deixar pontas soltas para uma continuação. Fato é que o próprio filme dá um tiro no pé ao criar um momento no qual a protagonista Elizabeth Shaw passa a fazer inúmeras perguntas relevantes a determinado personagem e devido à força das circunstâncias nenhuma delas tem retorno. Para tentar preeencher esse espaço, um pequeno mistério é revelado gerando um novo conflito sobre os objetivos dos Engenheiros e Prometheus passa a ser um filme de ação com algum terror. Dessa forma, preguiçosamente, a produção emula um final que, na verdade, está longe do apontado pelo ponto de partida.

michaelfassbender-prometheus-3

Tudo bem que Ridley Scott cria boas cenas, seja na estranha figura aracnídea que aparece na porta da nave, seja na agonia de uma cirurgia para a retirada de um corpo estranho do abdômen de determinado tripulante. Mas mesmos essas passagens tâm sérios problemas, como a falta de motivação para a narrativa da primeira e o absurdo prosseguimento da segunda, quando a pessoa consegue correr após ser cortada profundamente.

E mais: ainda que Elizabeth ganhe certa profundidade ao confrontar seu cristianismo com a realidade do filme de que nossos deuses eram astronautas, é difícil acreditar que ela, cientista racional (em tese) ainda continue com sua fé ao saber disso. Em determinado momento alguém chega a comentar o fato: “Mesmo assim, você continua a acreditar?”. Mais uma vez faltaram explicações.

Ainda que problemático, não se pode dizer que este é um filme ruim, já que consegue, ao menos, prender a atenção até o minuto final. Além de ter uma ótima fotografia lúgubre como pede a narrativa – mas o 3D fica prejudicado por conta da escuridão extra dada pelo uso dos óculos.

De excepcional mesmo somente as várias referências à série Alien, que vão fazer os fãs procurarem com avidez. Elas são colocadas inteligentemente por todo o longa, seja num mural com a figura de uma das criaturas, seja em vermes ácidos, na nave na qual foram encontrados os ovos aliens ou no café da manhã pós-hibernação até chegar a LV 223 – só faltou a broa de milho.

E é interessante perceber a expansão tão grande de um mundo por meio de um prelúdio. Pena que ele ande só meio caminho.

Nota: 7,5

Prometheus-Noomi

39 responses

  1. Adriano Macedo

    Estamos em 2089. A medicina evoluiu, certo? Então, uma cirurgia tida como “complexa” para nós, em 2012, não é em 2089. Portanto, é perfeitamente aceitável a personagem conseguir se locomover depois de passar pela cirurgia, ora.

    15 de Junho de 2012 às 8:47 PM

    • Mesmo naquele contexto é difícil acreditar que ela possa correr daquela maneira, afinal, foi uma cirurgia extremamente invasiva e o corte é fechado com grampos, não há sequer uma fictícia “reconstrução celuar abdomial” de mentirinha para justificar tamanho esforço sem dor após o procedimento. Ficou, no popular, “forçado”

      15 de Junho de 2012 às 10:00 PM

      • Adriano Macedo

        Você não viu as 2 injeções de prováveis anestésicos que ela própria se auto-injetou? Uma antes e outra depois. E antes da máquina aplicar os grampos, o tecido é cauterizado sem deixar marca nenhuma.

        16 de Junho de 2012 às 2:26 AM

      • Cauterização e anestétsicos existem há algum tempo e não são processos que fazem com que a pessoa possa sair correndo depois de um procedimento tão complicado como aquele que vemos no filme. E mais: a cirurgia dela nem é a mais indicada, Elizabeth improvisa a retirada de um corpo estranho do abdômen, quando na verdade deveria fazer uma cesariana, como ela tenta inicialmente e a máquina diz não estar calibrada para tal, ou seja, o pós-operatório deveria ser ainda mais delicado.

        17 de Junho de 2012 às 1:33 PM

    • Bruno mOURA

      O filme tem cenas muito boas e várias linhas de pensamentos intrigantes e só isso. Quem é fá da serie aliens se decepcionou.

      Só quem nunca viu alien o 8º passageiro e Aliens o Resgate vai gostar muito deste filme.

      24 de Junho de 2012 às 11:35 PM

  2. Adriano Macedo

    Sobre a religiosidade de Elizabeth, ela foi profundamente definida pela morte do pai, que morreu em decorrência do vírus Ebola, um vírus conhecido há bastante tempo e que a ciência nunca conseguiu compreedê-lo totalmente. Nada mais comum, nessa situação, de você, mesmo cientista, se agarrar ao crença religiosa. E voltando ao mundo real, muitos cientistas famosos são religiosos também. Eles não vem um conflito mas sim uma complementação.

    15 de Junho de 2012 às 8:50 PM

    • Acho que o conflito é claro: você acredita ser uma obra divina e, de repente, descobre que é uma obra alienígena, o mínimo de questionamento a ser feito é: onde está deus nisso tudo? Seriam os Engenheiros deuses? O Ridley Scott disse num entrevista que eles sçao como anjos, então, que haveria um Engenheiro Supremo? As dúvidas deveriam ser levantadas de forma mais clara na personagem.

      15 de Junho de 2012 às 10:03 PM

      • Adriano Macedo

        E foi a soma dessas dúvidas que fizeram com que ela pegasse uma das naves e fosse em busca de tentar respondê-las.

        16 de Junho de 2012 às 2:32 AM

      • Nisso concordamos, ela teve uma atitude curiosamente sensata em procurar a origem dos Engenheiros. Mas num filme que tem o cuidado de crirar uma personagem com várias camadas, uma ponta de dúvida deveria surgir no momento em que ela descobre parte de sua origem.

        17 de Junho de 2012 às 1:35 PM

  3. Daniel Paiva

    Gostei muito do filme! O direto deixou claro que a história é paralela ao Alien e que logico teria pontos em comum entre os 2 filmes! Está claro que tera uma continuação! Aquele planeta não é o mesmo que a Ripley vai! A nava esta tombada e não em pé, e o ”Deus” não esta no canhão. Não gostei do final, não tinha necessidade de msotrar o Alien saindo do Deus, o filme em sí ja explica muita coisa, ele podia ter deixado para msotrar o Alien em sua forma que conhecemos no próximo filme que já está confirmado. Desde Alien 8 passageiro ele vem sendo questionado que criatura seria aquela na nave, e ele nunca soube responder, pois ele tirou aquilo dos desenhos do H.Giger, por isso criou Prometheus! Para contar a historia do ser morto da nave e de quebra mostrar a origem dos aliens.

    18 de Junho de 2012 às 1:55 PM

  4. Dallas

    Argumento muito forçado. Neste tipo de filmes devem se de acompanhar de conhecimentos astronomicos e cientificos. Prometeus partiu da Terra certo? Numa viagem de 2 anos e 10 meses e percorrer cerca 400 mil milhoes d Kms, indica que haja 1 estrela (com um sistema solar) muito perto, mas muito perto do nosso sistema solar, que nao há. Seriamos um sistema binário. A mais proxima encontra se a 42 bilhoes do sistema solar (Proxima centauri 4 anos-luz) e á velocidade calculada da prometeus demoraria cerca de…296 anos a la chegar!!
    A classe cientifica sabe que quando lida com vida extrema tem de se precaver para eventuais contaminaçoes e para isso existem as quarentenas. A saga Aliens peca por isso mesmo dando a ideia que estao a lidar sempre com algo amistoso, trazendo “o bicho” para dentro das naves. Mesmo em ficçao cientifica tem que haver algum realismo. Indico estas duas falácias entre muitas que o Aliens transporta desde a sua origem (1979). Em 10, dou nota 2. Muito fraco.

    18 de Junho de 2012 às 8:52 PM

    • Uou! A explicação foi além dos meus conhecimentos sobre a série Alien. Contudo, como narrativa acho que os três primeiros filmes funcionam que é uma beleza. Já com relação a Prometheus já vejo alguns problemas mais sérios. Contudo, nem me meto a tentar duelar com o Sr. Dallas em relação cietificismo da coisa.

      18 de Junho de 2012 às 10:39 PM

  5. Um filme para vários níveis de leitura, e assim que deve ser um sci-fi de primeira linha como esse (que deve ser visto em tela IMAX 3D com projeção DLP, para não acontecer a queixa de perda de efeito pela escuridão de telas de segunda… mas isso é detalhe diante o que foi elaborado e que também deve ser visto como um mosaico da obra de Mr. Scott, diretor de clássicos como Blade Runner e Alien, o oitavo passageiro… Óbvio que usou uma assinatura de sua obra genial no gênero… Ele não abriu mão do público que só vê efeito visual ou a parte cosmética da coisa. A busca de humanidade do androide David (Blade Runner), os clichês de susto, o mesmo bicho que sai da barriga e principalmente a mulher (feia) que vira uma leoa na hora de enfrentar o mesmo monstro (aí não existe analogia, é o próprio), em uma das leituras poder-se-ia dizer que seria um “begins” da história do Aliens, que se passaria muito depois na cronologia da saga, caso fosse ou será.

    O que espantosamente ninguém sacou, nem mesmo nos fóruns americanos que eu percorri… Aliás os ateus, como eu, ficaram indignados com a cientista que diante evidências óbvias e o próprio futuro (onde haverá mais provas contra os mitos místicos que as pessoas ainda se prendem por conta da falta de saída para o conhecimento da morte inevitável dada pela capacidade de pensar… religião nada mais é do que consolar a consciência da morte e a falta de sentido da vida… o crucifixo, não era para lembrar um dos deuses terrestres, era para falar de um dos mitos do pós-mortem que embalam os humanos, representado pelo mais popular deles, o paraíso) o velho dono da empresa capitalista do futuro nada mais faz do que dar um highlight nessa situação, faz um papel muito conhecido da nossa história, o patrocinador do alquimista ou do xamã… todos os projetos de criogenia foram bancados por velhos milionários, falamos da mesma coisa, isso é um clichê que o cinema e a ficção tem reproduzido ao exagero. Mas vamos lá que acabo não revelando o que até agora, ninguém aparentemente sacou.

    O planeta da cena inicial era a Terra sem a presença da vida, não havia vegetação alguma. Diante a complexidade do DNA (onde acontece a vida, ou seja, da reprodução, da cópia…) a ciência hoje abre a possibilidade do primeiro DNA terrestre ter vindo no rabo do cometa, literalmente, em um pedaço de gelo… Pois mesmo com todos os elementos da vida estando presentes a combinação em uma cadeia de DNA, necessário até para um ser unicelular, tem se provado algo difícil de ocorrer mesmo considerando-se os 5 bi de anos da Terra… talvez fosse necessário mais para a casualidade. Então surge o Engenheiro, o inseminador, o “anjo” abrindo espaço para sua espécie… Para esse intuito usaria algo que disseminaria a vida de forma rápida (algo como o crescimento do ebola, eis a analogia aparentemente perdida…) só que a experiência do engenheiro deu errado, eles criaram algo que não conseguiram controlar, algo difícil de manipular como na guerra bacteriológica, dai terem escolhido aquela Lua perdida como “laboratório” e trampolim para a inseminação da Terra. O alimento do Engenheiro estava contaminado, ele morre e seu DNA se mistura com o daquele incontrolável ser xenofórmico. Aquilo originou a vida na terra e que acabou dando em nós humanos… Nossos “deuses astronautas” são geneticamente imortais, dai por que precisarem imigrar eternamente universo afora a cata de lugares onde possam se expandir (olha o nosso problema demográfico sendo abordado…). Somos filhos do monstro, da besta e do anjo! Quando o engenheiro nos viu compreendeu o que tinha acontecido e quis destruir a aberração, dai ter decidido ir para a Terra para nos destruir, criando a única cena cretina do filme, que seria o suicídio dos 3 sobreviventes que estavam na nave, para nos salvar… O monstro que está em nós não concordaria com tanto altruísmo compreendido em menos de um minuto… Eles tinham que amarrar os kamikases japoneses nos aviões… Isso foi fraco, o deslise chapa-branca, mas aquilo ainda é Hollywood. O resto vocês encaixarão.

    20 de Junho de 2012 às 3:05 AM

    • Não se pode deixar um andróide aprender sobre relatos da humanidade, pois o mesmo poderá tirar a sua própria conclusão (eliminar para o processo evolutivo continue a progredir) para a vida.

      Um problema que está no final do filme é: aqueles que se suicidaram para o bem da humanidade, foram tão tolos, pois nem pensaram que os humanos dariam cabo de apenas uma única nave. Naquela “era” (viagem do tempo, passasse muitos anos para a Terra) os humanos já teriam mais tecnologia (armas) para espandirem-se até mesmo em civilização.

      E sem falar que provavelmente a humanidade já teria a tal Federação (vide Star War) com poder suficiente em destruir um planeta. Foi muito difícl para uma cientista deduzir isso, não? Talvez ela queresse mesmo que eles se matassem, já que acredita tanto na fé: a fé dela matou aquelas pessoas, e essas pessoas foram movidas pela fé, não pela sobrevivência em si.

      Só lamento para o filme por ser tão “frágil” a ponto de se acharem inteligente do que o público. Nós que estamos ofendidos por essa lástima.

      27 de Setembro de 2012 às 8:21 PM

  6. ANDRÉ

    MEU AMIGO, SÓ UMA COISA, O PLANETA DE ALIEN, O 8º PASSAGEIRO É O LV-426, UM PLANETA MESMO E NÃO O LV-223 DE PROMETEUS, QUE É UMA LUA, SÃO DISTINTOS, ENTÃO ANTES DE FALAR ALGO QUE NÃO SABE, SE ATUALIZA E NÃO FALA BOBAGEM, SENÃO TU PERDE A CREDIBILIDADE.

    22 de Junho de 2012 às 12:28 AM

    • Você está certo, me confundi e já mudei no texto.

      22 de Junho de 2012 às 12:33 AM

  7. Amanda

    Entendo a posição dela sobre sua religião, acredito que eu faria o mesmo (Sou religiosa) e é algo que ateus não vão mesmo entender, acho que Deus é algo que está muito “ligado” em nós; você não pode acreditar tão veemente Nele e, de um instante pra outro dizer: “Aah, então é isso, bom, Deus (Acredito que seja o cristão, ainda não vi o filme) não existe, vamos tomar um café?”
    Essa religiosidade dela (e do resto dos crentes) é algo muito mais profundo, e o Ridley reproduziu perfeitamente o que vai acontecer caso provem que Ele não existe.

    22 de Junho de 2012 às 2:10 AM

    • Se Ridley provou que Deus não existe, a personagem está negando a situação, mostrando um sério problema psicológico. Mas não acho que esse seja o caso: faltou cuidado do roteiro em problematizar isso na personagem, que quer saber quem é Deus e descobre que ele não passa de um ET (Engenheiro), se trata de um ser palpável e que vai contra a espiritualidade que todos nós temos.

      23 de Junho de 2012 às 12:43 AM

      • Amanda

        Quem criou os engenheiros?

        30 de Setembro de 2012 às 4:41 PM

    • Primeiro, um cientista ou um empresário, jamais estaria conversando com um ser de grande imponência com apenas alguns homens. Ele traria mais armas sofisticadas, e JAMAIS estaria ali, próximo de um ser desconhecido (incoerência no roteiro).

      Um cientista faria tocaia, acorrentaria o ser antes mesmo de acordá-lo: Deixaria uma jaila de eletricidade no seu “casulo”, não despertá-lo e receber de braços abertos.

      Pura ignorância do roteiro, ao meu ver. Na realidade, qualquer um que for pensar bem, verá mais do que este problema tão gritantem, não concorda?

      27 de Setembro de 2012 às 8:28 PM

      • Amanda

        Se me lembro bem, a Charlize Theron foi lá acreditando que só estariam eles no planeta. O que poderia existir, no máximo, eram os cadáveres dos arquitetos, caso eles existissem. Os únicos que foram pra lá acreditando nos arquitetos eram a Shaw e o namorado

        30 de Setembro de 2012 às 4:37 PM

      • “Se me lembro bem, a Charlize Theron foi lá acreditando que só estariam eles no planeta. O que poderia existir, no máximo, eram os cadáveres dos arquitetos, caso eles existissem. Os únicos que foram pra lá acreditando nos arquitetos eram a Shaw e o namorado”

        E o empresário? Sabia que havia alguém vivo, já que foi para aquele planeta para obter respostas, e sem falar que ele estava saindo da sua nave. Mesmo que ele estivesse prestes a morrer, para este caso devia ter tido um plano de contingência que não devia afetar gravemente a sua missão.

        Mas não foi isto que aconteceu.

        30 de Setembro de 2012 às 4:46 PM

  8. Aleishow

    Se esse André lesse certas críticas por aí, entenderia que confundir os planetas é o de menos para a perda de credibilidade de um crítico, cinéfilo e jornalista. Se é que me entende. rs

    E… Noooooossa!!! Rendeu comentários, hein?! Acessos então nem se fala. Repercussão “very nice”. Parabéns!!!

    22 de Junho de 2012 às 3:09 AM

  9. Rodrigo

    A mulher tira um alien em gestacao da barriga dela e neguinho reclama de ser muita mentira o fato dela sair andando? Vcs estao de brincadeira comigo…

    22 de Junho de 2012 às 4:02 AM

    • É questão de proposição: o filme cria aquele ambiente e uma história, mesmo que fictícia. Para tudo deve haver justificativa e no caso da cirurgia ficou sem porquês, forçado.

      23 de Junho de 2012 às 12:31 AM

      • Forçado é não quererem maata o “filho” dela. A cientista fez de propósito? Ou a fé dela acreditou que o “bicho” morreu? Ela devia ter recebido uma lição de moral, já que a fé mata pessoas se não for usada certa.

        27 de Setembro de 2012 às 8:31 PM

  10. O filme é muito bom, a questão de decepção parece estar em quem esperava um filme diretamente vinculado à Alien. A cientista conserva a pergunta que o pai lhe fez quando era pequena, ela quer acreditar em algo e faz uso da ciência para tentar comprovar as especulações da sua fé. O filme trata de questões existenciais com qualidade, como quando a personagem de Fassbender comenta que para criar às vezes é preciso destruir. E como disse João Caneli, o filme trata também da questão de finitude do homem e o quanto os enigmas movem os mesmos, diferente do robô que não precisa de uma razão pra viver, diferente dos humanos. Não foi mostrada nenhuma “engenheira”, podemos pensar que esses engenheiros tinham algum problema de reprodução como a Dra. Shaw e resolveram criar o óleo que gera vida, mesmo que as custas da vida deles, no entanto, quando chegaram nessa lua do filme, o óleo em contato com as “minhocas” viraram outra coisa q por sua vez em contato com humano podem virar um Alien. Tem muita coisa legal no filme, além das homenagens ao cinema como 2001, Blade Runner, colocam em questão o mundo masculino vs o feminino, ciência e religião.

    23 de Junho de 2012 às 6:53 PM

  11. Woolf

    O filme é muito bom, a questão de decepção parece estar em quem esperava um filme diretamente vinculado à Alien. A cientista conserva a pergunta que o pai lhe fez quando era pequena, ela quer acreditar em algo e faz uso da ciência para tentar comprovar as especulações da sua fé. O filme trata de questões existenciais com qualidade, como quando a personagem de Fassbender comenta que para criar às vezes é preciso destruir. E como disse João Caneli, o filme trata também da questão de finitude do homem e o quanto os enigmas movem os mesmos, diferente do robô que não precisa de uma razão pra viver, diferente dos humanos. Não foi mostrada nenhuma \”engenheira\”, podemos pensar que esses engenheiros tinham algum problema de reprodução como a Dra. Shaw e resolveram criar o óleo que gera vida, mesmo que as custas da vida deles, no entanto, quando chegaram nessa lua do filme, o óleo em contato com as \”minhocas\” viraram outra coisa q por sua vez em contato com humano podem virar um Alien. Tem muita coisa legal no filme, além das homenagens ao cinema como 2001, Blade Runner, colocam em questão o mundo masculino vs o feminino, ciência e religião.

    23 de Junho de 2012 às 6:54 PM

    • Discordo completamente. A decepção vem das boas proposições que não se cumpriram. Eu mesmo não esperava ligação direta a Alien e as referências que apareceram foram ótimas. Sobre a ‘engenheira’, me parece meio absurdo levantar esse tipo de questão, pois o filme não diz nada sobre sexismo e ao tocar no assunto como uma forma de explicar Prometheus é fazer especulação e nada mais. E mais: humanos não viram aliens, pois o filme mostra exatamente de onde nasceram os aliens ao final.

      23 de Junho de 2012 às 8:59 PM

      • Parece estar havendo uma certa rejeição (culpa da própria Hollywood com certeza, uma reprodutora da cultura chapa-branca dita espiritualizada, que troca fácil a razão pela emoção gerada pela ilusão… A bem da verdade nossa sociedade se organizou em cima dessa ilusão desse “prometheus” de pós-vida no além matéria, já abusando do trocadilho…) quanto a aceitar que o alimento do “engenheiro” (de DNA, essa é a engenharia do futuro, a alusão está clara… aquele braquicela borrachudo careca estava semeando vida em um planeta-mãe de forma estudada e proposital) estava contaminado… Precisava ele se suicidar misturando seu próprio DNA com o agente químico “ebolíico” disseminador? Que história é essa? Como valorizar a vida a ponto de semeá-la em outro planeta e sacrificar a própria? Estaríamos diante uma ideologia mística tipo a da cultivada pela maioria terrestre ou ele sabia que a sua memória (a verdadeira vida óbvio) estaria preservada na cadeia de DNA e poderia ser recuperada mais adiante? O fato é que na hipótese louca (maneira de dizer sci-fi é isso) do filme sua memória entra no inconsciente coletivo do resultado de sua propagação molecular a ponto de, passando por seres unicelulares, vegetação, peixes, dinossauros, macacos diversos até chegar a humanos que apontam para a Lua de um planeta sem sol a meio caminho de Alfa Centauro (exemplo) e só descoberto entre 2012 e 2089, sem saber exatamente porque.

        Para mim a coisa só se encaixa se supormos uma contaminação, aquilo era um alimento do “engenheiro”, naquela bola ele possuía tudo o que necessitava para semear o planeta e se manter vivo em seu cursinho para deusinho a lá grega. Tratasse de um ser tecnológico que viaja em espaçonaves. A manta devia inflar e virar um colchão térmico para parir outro ser igual a ele (a teorias que indicam que tanto a sexualidade quanto a morte são sequelas da formação unicelular, falta de alimento e a ideia imortal [essa sim] da seleção das espécies darwinista, sexo seria forma primitiva de canibalismo e a morte a condição para que o alimento não acabasse, só seres imperfeitos que morriam é que não acabavam com toda a alimentação a seu redor, dai a espécie como um todo sobreviver… descobriram que uma espécie de capim no fundo do Mediterrâneo tem 220 mil anos, não a espécie, o próprio capim em “pessoa”… como um cipreste aqui na Florida que tinha 3500 anos e que uma dondoca foi lá e derrubou (está presa, óbvio)… o que prova que a morte é defeito de arquitetura genética combinada com preservação de espécies…) e na bola multidimensional (o Santo Graal onde poderia continuar uma nova série com alguém descobrindo… se bem que o Scott vai querer continuar a saga com a atriz feiosa novamente, naquela de que não se mexe em time que está ganhando… ter tudo que ele precisava até que a vida florescesse no planeta e ele pudesse então chamar seus companheiros ou enquanto se reproduzia lá até chegar ao limite de sustentabilidade do planeta… essa coisa que nós desrespeitamos e vamos ter que controlar ou esperar que a natureza violada dê uma tosada na coisa espontaneamente, já que não pensa, só reage.

        A crítica é a mesma de vários outros filmes a culpa é nossa, só que o Scott chutou o pau da barraca e disse que nós somos em parte filhos daquele monstro que ele inventou (ou o cara do roteiro voo na torre no modo invisível) e aí entra toda aquela crítica moral acerca do nosso mau comportamento e coisa e tal… aí ele linka com a nossa grande desculpa que é a falta de sentido do ser que sofre da síndrome da peru, que sabe que vai morrer e precisa fazer alguma coisa para compensar, inventar uma saída qualquer… geralmente fantasiosos misticismos…

        Agora, tem uma coisa a favor da hipótese do Zé Borracha engenheiro ser um mítico também, se encaixando na busca da feiosa (lógico que ela quer outra vida onde renasça bonita, nem que seja como mais uma das 72 virgens [há controvérsias quanto a essa quantidade] servindo um narigudo árabe no paraíso errado…). Vocês devem se lembrar daquela grande cabeça esculpida em uma das salas dos borrachudos. Que é isso? Culto a personalidade? Hedonismo? O deus deles sem cruz e barbeado? Quer dizer… Se alguns de nós conseguimos nos livrar desse comportamento sectário ou psicologicamente questionável… Os tais dos engenheiros não conseguiram… Eles teriam um Zeus e são semideuses? Taí o gancho…

        Agora é um grande sci-fi, virou cult de cara, olha só o que nos faz imaginar…

        23 de Junho de 2012 às 10:44 PM

      • Woolf

        Claro que toca no feminino vs masculino. Mostre-me que vc é uma mulher e não um robô, transe comigo – capitão pra personagem de Charlize. O velho rico que sempre quis um filho e a filha tem q se comportar como um pra, quem sabe, ver se consegue o reconhecimento do pai. O sentimento de impotência, ser mulher pela metade por ñ conseguir gerar filhos – Dra. Shaw. E claro q. a questão da engenheira é especulação, mas é evidente também o que se quer dizer ao mostrar apenas engenheirOs e todo esse contexto dos homens do filme. E sobre aliens, depende do óleo e com aquilo q ele entra em contato, na tumba mostra o oléo em contato com “minhocas” q viram najas, o óleo – um pingo dele, no dr. que transa com a dra, cria um cabeçudo gigante que ao se alimentar de um humano ou no caso engenheiro, pega o cérebro e vira o alien.

        25 de Junho de 2012 às 4:20 AM

  12. O Engenheiro Borrachudo é um Adão sem Eva, como um engenheiro sem o Hawai… Quando foi comer um pedaço da própria costela ela estava contaminada e deu em nós. Pronto contei o filme.😉 P.S.: Ele não foi expulso do paraíso… A fábrica de costelas que era naquela lua horrível… Ele reclamou tanto que seus descendentes entraram nos Procons de diversas culturas… e ficaram apontando o problema… Existe até o laywer humoristico para ser lido…

    23 de Junho de 2012 às 11:01 PM

  13. Wagner Braga

    O flime deixa algumas duvidas esquisistas, afinal de contas aqueles monstros que aparecem no final do filme são o xenomorfo e o alien primordial, li em algum lugar que são, mas não faz sentido pois nas paredes da sala onde esta o cabeção ja existem representações de aliens e outras criaturas? Aquele engenheiro que gera o alien é o Space Jockey de Aliens o oitavo passageiro? segundo o enrrendo os planetas não são os mesmo e o Space Jockey esta sentando nequela poltrona com uma especie de canhão, mas novamente estão afirmando que são a mesma criatura, se alguem poder me responder essas duvidas fico grato

    28 de Junho de 2012 às 9:34 PM

    • Muitas dúvidas! Esse é o problema de Prometheus

      28 de Junho de 2012 às 9:36 PM

    • Talvez o ciborgue é que levou escondido a mácula (alien) para a Terra, já que ele mesmo disse para a cientista que havia várias naves naquele planeta.

      Lembrando que o 2 filme irá sair, mas com outro nome.

      27 de Setembro de 2012 às 8:40 PM

  14. Luiz Neto

    Achei um bom filme, mas, uma coisa deve ser mencionada: Na série Predador vs Alien, as criaturas Alien existem em sua forma evoluída já em nosso tempo atual, alias os predadores lutavam com elas a milhares de anos como mostrado no primeiro filme da série. Assim, a criatura que surge no final do filme Prometeus como sendo o ancestral da criatura Alien não o pode ser!!
    alguem concorda!?

    29 de Junho de 2012 às 10:34 PM

    • Wagner Braga

      Os acontecimentos de AVP não devem ser levados em consideração, pois são side storys ou spin offs ( fica a gosto do freguês ) não se relacionam nem adicionam nada as trilogias de aliens nem dos predadores, quem e fã sabe que predadores so aparecem nos dias mais quentes do ano na terra, isso fica bem claro em predador 1 e 2, e no 3 o planeta para onde são levados toda aquela patota e um planeta com clima tropical, mas no avp isso não e levado em conta e eles estão la no gelo numa boa, mas a vontade que pinguins, o periodo de incubação dos aliens e outra patifaria em AVP, fazer um alien e mais rapido do que miojo, no avp leva coisa de minutos depois do ataque de um xenomorfo e um alien explode do peito dos personagens, e crescem em uma velocidade absurda, pulou do peito e em instantes ja estão adultos e prontos pra briga, tudo la e besteira e so serve pra estragar as duas franquias

      29 de Junho de 2012 às 11:57 PM

  15. João Gabriel

    Na minha opinião o filme foi bom(dito num tom desanimador),não sou um fã das séries Alien,mas gosto de acompanha-las e acho que Prometheus não teve muito haver com Alien, tanto que muitos fãs se decepcionaram.Algumas coisas (que eram para ter) até não tiveram ligação com os eventos nessas séries, se colocarmos o filme como um prelúdio a estas.O que deixa muitas dúvidas,não só nesse aspecto,mas (excluindo qualquer vestígio de Alien no filme)nos acontecimentos naquele espaço e tempo em que o filme ocorre.Algumas delas são respondidas em meio aos acontecimentos de Prometheus, o telespectador tem apenas que prestar mais atenção.Ainda sim, ficam muitas pontas soltas,por razões acidentais?para na sequência do filme houver um objetivo para a personagem?……..Se for a segunda opção, os fins nesse caso não justificam os meios.Até porque, fez Prometheus da sua metade até o final se tornar meio enigmático,com questão após questão abordadas pelo filme sem resposta alguma.
    Mas existem alguns fatores bons no filme, afinal quase tudo tem sem lado bom tbm, a fotografia, o design,(enfim,as coisas superficiais do filme)são magníficos,muito bons.Fizeram as cenas se tornarem bem legais e em alguns pontos, “tensas”.Pra quem não se importar em ficar um pouco decepcionado talvez, é um bom filme.

    24 de Julho de 2012 às 10:39 PM

    • Discordo, pois a mácula que matou aquela espécie não foi revelada. A hipótese seria: Como essa raça tentou criar uma nova espécie na Terra, a sua ignorância o fizeram pensar que eles eram Deuses a ponto de tentarem criar geneticamente uma nova espécie naquele planeta. Mas como o ambiente era bem diferente da Terra, eles perceberam que toda criação deve-se ser feita em um ambiente que torne o desenvolvimente de um embrião capaz de se desenvolver normalmente.

      Talvez alguém errou, ou talvez alguém fez a mesma coisa que o andróide fez colocando algo na bebida do seu anfritrião. Alien poderia ter sido criado por acidente deles, já que os humanos eles tiveram êxito.

      Quer dizer: Se a 2° criação deles houve um erro (matou-os), então provavelmente a 1° seria pior do que a última, já aque tiveram mais tempo em se desenvolverem.

      Mais deixemos em apenas conjecturas mesmos.

      27 de Setembro de 2012 às 8:48 PM

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