Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (2 a 16 jul)

crash-no-limite-poster02Crash – No Limite (Crash, 2004). De Paul Haggis

Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por Menina de Ouro no ano anterior – mas com o filme faturando o prêmio na categoria principal –, Paul Haggis escreveu e dirigiu o ambicioso Crash – No Limite. O resultado foi uma improvável vitória sobre O Segredo de Brokeback Mountain na premiação da Academia e a consagração dos laços amorosos entre as partes (Oscar & Haggis). Crash é um mosaico do preconceito racial e da xenofobia nos Estados Unidos, mais especificamente em Los Angeles, onde, segundo o personagem de Don Cheadle, as pessoas não se tocam, mas colidem. O resultado dessas colisões, diz o filme, é uma série de problemas dos quais ninguém escapa, sejam esses problemas de ordem criminal ou de personalidade, afinal, ninguém no longa é puro. Negros que reclamam do estereótipo de bandidos, mas que roubam. Brancos que dizem evitar fazer comentários do tipo, mas que se afastam de negros quando estão perto. Persas que lamentam o fato de serem confundidos com árabes, mas que agridem latinos, que por sua vez são odiados por brancos ricos. E a roda não para de girar explorando o conceito prévio certo ou errado que o ser humano não se cansa de elaborar por conta do tom de pele do outro. O roteiro cria coincidências e cruzamentos entre o elenco estelar para provar sua teoria de que o preconceito é algo tão humano que, ao mesmo tempo, é tão imbecil, quanto difícil de arrancar da humanidade. Em pouco menos de 2h, os personagens não mostram grande crescimento, ainda que todos passem por situações-limite, chegando ao ápice num tiro disparado contra um inocente, numa cena desesperadora e emocionante. Deveria servir como catarse, contudo sua qualidade não esconde que a cena final tenta emular um final feliz, quando, pouco antes um dos personagens passa por uma lição, só que se mostra pouco arrependido do que fez, para, aí sim, ter uma atitude nobre. Mas aí já é tarde, ele não tem o crédito da plateia e a porta de um furgão aberta no que parece ser um bairro asiático se torna forçada. Fotografia interessante, flutuando entre o granulado sujo e o iluminado. Nota: 8

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One response

  1. Tenho muita vontade de assistir Crash, por mais que muita gente fale mal dele.

    http://avozdocinefilo.blogspot.com.br/

    17 de Julho de 2012 às 1:48 PM

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