Go ahead, punk. Make my day.

Archive for Setembro, 2012

Posteridade – Hicthcock

Hopkins é Hicthcock com uma faca como gravata no cartaz. Ansiedade. Sem mais.

hitchkkk


Resumo (17 a 23 set)

1999-poster-any_given_sundayUm Domingo Qualquer (Any Given Sunday, 1999). De Oliver Stone

Este é um claro exemplo de filme que depende mais da técnica que do roteiro para que chegue a um patamar além. Seguindo uma história nada original sobre disputa de egos entre esportistas e rivalidades entre um experiente técnico e uma novata ávida na administração do clube, Um Domingo Qualquer tem a seu favor a direção inquieta de Oliver Stone e a montagem quase maluca de quatro profissionais (Stuart Levy, Tom Nordberg, Keith Salmon e Stuart Waks). As câmeras do diretor não sossegam e buscam ângulos diferentes que quase se contrapõem, seja numa arrastando no chão entre os jogadores no campo, seja nas tomadas abertas dos estádios de futebol americano. Enquanto isso, os montadores cortam, sobrepõem, aceleram e chacoalham os quadros. Aí dão uma pausa e seguram um lançamento em câmera lenta. Mas não demoram a alucinar o ritmo o filme. Algo que descrito dessa maneira parece ser um grande videoclipe sem sentido, mas que ao ser assistido se torna o lustre da história sobre um esporte cheio de energia. Obviamente as atuações de um elenco cheio de nomes conhecidos e protagonizado por Al Pacino e Jaime Foxx empurram a fita para frente. Eles são aliados à problematização que Stone dá às cenas, buscando sempre um tom mais pesado nos momentos de drama. O final tem aquele gosto de happy end absolutamente comum entre os filmes americanos, mas que ganha um toque apimentado na jogada cínica reservada por Pacino durante os créditos. A boa trilha sonora marca o compasso com um sem número de músicas famosas, indo de Black Sabbath a Chemical Brothers, passando por Moby e Hole, com grande fluidez. Nota: 8

WillyWonkaMoviePosterA Fantástica Fábrica de Chocolate (Willy Wonka & the Chocolate Factory, 1971). De Mel Stuart

Tudo bem que isso não pode ser usado como argumento para indicar que esse é um bom filme, mas no comparativo com a refilmagem de Tim Burton, A Fantástica Fábrica de Chocolate é um verdadeiro alívio com relação à grande quantidade de efeitos visuais que foram usados no remake. É até irônico dizer que aqui temos um filme muito mais realista. Uma besteira, já que a equipe dirigida por Mel Stuart vai longe na fantasia para criar uma fábrica na qual há chicletes que nunca perdem o sabor, uma cascata  que faz a mistura do chocolate e anões chamados oompa loompas que cuidam de todo o serviço. Entretanto, o uso de efeitos armados na unha e os cenários palpáveis aos atores criam uma magia que quase nos convence de que um mundo daquele pode existir. A criatividade da produção e o sentimento criado entre plateia e personagens garantem um filme terno, divertido e inocente. Nota: 9


O Palhaço é o respresentante no Oscar 2013

palhaco

Depois de tanto fazer pelo Cinema brasileiro, Selton Mello agora tem a chance de trazer o Oscar para o país. O Palhaço foi escolhido como o representante do Brasil na disputa pelo prêmio da Academia de Melhor Filme Estrangeiro.

A Comissão Especial de Seleção, da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura selecionou o drama entre 16 longas. Ele foi escolhido por unanimidade e agora será enviado para o crivo da Academia.

O Palhaço é dirigido e protagonizado por Mello e conta a história de uma trupe mambembe que viaja pelo interior do país, mas que sofre com a descrença do chefe pela profissão.

O longa deixa para traz produções fortes como Xingu, apadrinhado por Fernando Meirelles, e Heleno e Meu País, com Rodrigo Santoro.

Os indicados ao Oscar saem no dia 10 de janeiro de 2013 e a entrega do prêmio acontecerá no dia 24 de fevereiro.

Leia a crítica, clique aqui.


Voltando à Terra Média – Trailer de O Hobbit

Nunca fui um fã da obra de J.R.R. Tolkien, mas me lembro da primeira vez que ouvi falar de O Senhor dos Anéis. Era um adolescente, tinha menos 15 anos, e imaginei algo completamente diferente do que realmente é. Na minha cabeça envolvia muito mais magia do que um mundo medieval. Enfim, acho que não sei explicar direito.

Contudo, a visão de Peter Jackson descortinou a aventura para mim em 2001, com A Sociedade do Anel. Tudo bem que As Duas Torres me deixou um pouco grilado com os problemas de narrativa. Mas no ano seguinte, O Retorno do Rei fechou uma das maiores trilogias de todos os tempos. Emocionante, mágica e robusta.

Foi com bons olhos que hoje assisti ao trailer de O Hobbit – Uma Jornada Inesperada. Foi a volta a um mundo que envolve muita grana no fim das contas, mas não deixa de me causar certa nostalgia.

Voltemos a nos encontrar com Gollum, Gandalf e companhia. Voltemos à Terra Média.


Resumo (10 a 16 set)

we-need-to-talk-about-kevinPrecisamos Falar Sobre o Kevin* (We Need to Talk About Kevin, 2011). De Lynne Ramsay

Esse drama com toques de suspense é sobre maldade, mas também sobre fixação. É clara a patologia na relação entre mãe e filho e as consequências disso acabam atingindo muito mais gente do que se pode imaginar. Na verdade, a diretora/roteirista Lynne Ramsay deixa claro, logo no início do longa, que algo muito grave aconteceu, o que dá gancho para uma série de elementos brilhantes que elevam a produção a um patamar em seu primeiro terço que nem ela consegue atingir posteriormente – ainda que mantenha qualidade excepcional em seus 112 minutos. Começa pelo intenso uso da luz vermelha em meio a tons escuros da fotografia de Seamus McGarvey para simbolizar essa tragédia que assombra a personagem de Tilda Swinton (Eva). Segue com a direção de Ramsay, que usa imagens desfocadas para trazer à tela o momento atribulado da protagonista. Depois vem a montagem de Joe Bini, talvez o único recurso que segue com o mesmo pique durante todo o filme, saltando entre vários períodos na vida de Eva de maneira fluída. Ele recebe a ajuda, porém, da ótima maquiagem elaborada por Catherine George, que cria uma identidade para cada um desses períodos, seja com a mudança de penteados ou simplesmente eliminando a cobertura da pele de Eva. Assim, chegamos ao melhor de Precisamos Falar Sobre o Kevin, a atuação de Tilda Swinton. Desde os primeiros momentos frágeis da atriz, passando pelo passado livre dela e chegando aos momentos de tensão que o filho Kevin traz, somos arrebatados pela atriz. Ela abre um leque de reações e expressões que me faz perguntar como não conseguiu levar para casa todos os prêmios possíveis. Vale ressaltar os bons trabalhos dos atores Jasper Newell e Ezra Miller, que fazem de Kevin quando criança e adolescente, respectivamente, um ser ameaçador. Este é um filme perturbador por seu início atribulado, por seu desenvolvimento mau e pelo desfecho que te leva a outras camadas do algoz de sua própria mãe, além de fechar o pacote autodestrutivo dos personagens. Nota: 9

*Filme assistido pela primeira vez


Oscar?

Oscar_Gnahraf

O Ministério da Cultura divulgou a lista final da qual sairá o indicado brasileiro para tentar o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro no ano que vem. O representante brasileiro será anunciado no dia 20.

A lista tem 16 títulos entre comédias, dramas e ação. Chama a atenção a presença de 2 Coelhos, produção cheia de efeitos visuais e que foi cogitada para uma refilmagem norte-americana. Já o épico Xingu tem como padrinho o cineasta Fernando Meirelles.

Quem define o filme brasileiro no Oscar é uma comissão especial formada pelo Ministério. A última indicação de um longa-metragem brasileiro ao prêmio foi com Central do Brasil, de 1999.

Confira a lista:

À Beira do Caminho
Billi Pig
Capitães da Areia
Colegas
Corações Sujos
2 Coelhos
Heleno
Elvis & Madona
Histórias Que Só Existem Quando Lembradas
Luz Nas Trevas
Menos Que Nada
Meu País
O Carteiro
O Palhaço
Paraísos Artificiais
Xingu


Catra Vader

Não, eu não sou fã de Rafinha Bastos, mas tenho que confessar que esse esquete do SNL Brasil me fez rir muito. Afinal, brincar com o pai mais famoso da galáxia (Darth Vader) fazendo dele um funkeiro cheio de filhos (Mr. Catra), não é só um absurdo hilário, mas tem um funk besta, tosco e de letra criativa o bastante para arrancar umas gargalhadas.

“Eu entro com o sabre e elas dão a luz”, Catra Vader.

Dica de Alexandre Barbosa