Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (10 a 16 set)

we-need-to-talk-about-kevinPrecisamos Falar Sobre o Kevin* (We Need to Talk About Kevin, 2011). De Lynne Ramsay

Esse drama com toques de suspense é sobre maldade, mas também sobre fixação. É clara a patologia na relação entre mãe e filho e as consequências disso acabam atingindo muito mais gente do que se pode imaginar. Na verdade, a diretora/roteirista Lynne Ramsay deixa claro, logo no início do longa, que algo muito grave aconteceu, o que dá gancho para uma série de elementos brilhantes que elevam a produção a um patamar em seu primeiro terço que nem ela consegue atingir posteriormente – ainda que mantenha qualidade excepcional em seus 112 minutos. Começa pelo intenso uso da luz vermelha em meio a tons escuros da fotografia de Seamus McGarvey para simbolizar essa tragédia que assombra a personagem de Tilda Swinton (Eva). Segue com a direção de Ramsay, que usa imagens desfocadas para trazer à tela o momento atribulado da protagonista. Depois vem a montagem de Joe Bini, talvez o único recurso que segue com o mesmo pique durante todo o filme, saltando entre vários períodos na vida de Eva de maneira fluída. Ele recebe a ajuda, porém, da ótima maquiagem elaborada por Catherine George, que cria uma identidade para cada um desses períodos, seja com a mudança de penteados ou simplesmente eliminando a cobertura da pele de Eva. Assim, chegamos ao melhor de Precisamos Falar Sobre o Kevin, a atuação de Tilda Swinton. Desde os primeiros momentos frágeis da atriz, passando pelo passado livre dela e chegando aos momentos de tensão que o filho Kevin traz, somos arrebatados pela atriz. Ela abre um leque de reações e expressões que me faz perguntar como não conseguiu levar para casa todos os prêmios possíveis. Vale ressaltar os bons trabalhos dos atores Jasper Newell e Ezra Miller, que fazem de Kevin quando criança e adolescente, respectivamente, um ser ameaçador. Este é um filme perturbador por seu início atribulado, por seu desenvolvimento mau e pelo desfecho que te leva a outras camadas do algoz de sua própria mãe, além de fechar o pacote autodestrutivo dos personagens. Nota: 9

*Filme assistido pela primeira vez

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