Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (17 a 23 set)

1999-poster-any_given_sundayUm Domingo Qualquer (Any Given Sunday, 1999). De Oliver Stone

Este é um claro exemplo de filme que depende mais da técnica que do roteiro para que chegue a um patamar além. Seguindo uma história nada original sobre disputa de egos entre esportistas e rivalidades entre um experiente técnico e uma novata ávida na administração do clube, Um Domingo Qualquer tem a seu favor a direção inquieta de Oliver Stone e a montagem quase maluca de quatro profissionais (Stuart Levy, Tom Nordberg, Keith Salmon e Stuart Waks). As câmeras do diretor não sossegam e buscam ângulos diferentes que quase se contrapõem, seja numa arrastando no chão entre os jogadores no campo, seja nas tomadas abertas dos estádios de futebol americano. Enquanto isso, os montadores cortam, sobrepõem, aceleram e chacoalham os quadros. Aí dão uma pausa e seguram um lançamento em câmera lenta. Mas não demoram a alucinar o ritmo o filme. Algo que descrito dessa maneira parece ser um grande videoclipe sem sentido, mas que ao ser assistido se torna o lustre da história sobre um esporte cheio de energia. Obviamente as atuações de um elenco cheio de nomes conhecidos e protagonizado por Al Pacino e Jaime Foxx empurram a fita para frente. Eles são aliados à problematização que Stone dá às cenas, buscando sempre um tom mais pesado nos momentos de drama. O final tem aquele gosto de happy end absolutamente comum entre os filmes americanos, mas que ganha um toque apimentado na jogada cínica reservada por Pacino durante os créditos. A boa trilha sonora marca o compasso com um sem número de músicas famosas, indo de Black Sabbath a Chemical Brothers, passando por Moby e Hole, com grande fluidez. Nota: 8

WillyWonkaMoviePosterA Fantástica Fábrica de Chocolate (Willy Wonka & the Chocolate Factory, 1971). De Mel Stuart

Tudo bem que isso não pode ser usado como argumento para indicar que esse é um bom filme, mas no comparativo com a refilmagem de Tim Burton, A Fantástica Fábrica de Chocolate é um verdadeiro alívio com relação à grande quantidade de efeitos visuais que foram usados no remake. É até irônico dizer que aqui temos um filme muito mais realista. Uma besteira, já que a equipe dirigida por Mel Stuart vai longe na fantasia para criar uma fábrica na qual há chicletes que nunca perdem o sabor, uma cascata  que faz a mistura do chocolate e anões chamados oompa loompas que cuidam de todo o serviço. Entretanto, o uso de efeitos armados na unha e os cenários palpáveis aos atores criam uma magia que quase nos convence de que um mundo daquele pode existir. A criatividade da produção e o sentimento criado entre plateia e personagens garantem um filme terno, divertido e inocente. Nota: 9

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