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Crítica: Duro de Matar – Um Bom Dia para Morrer

a-good-day-to-die-hard-posterQue era quase impossível não rever John McClane pela quinta vez nos cinemas, todos sabiam. Afinal Duro de Matar 4.0 foi bem recebido por público e crítica (boa parte). Mas Duro de Matar – Um Bom Dia para Morrer (A Good Day to Die Hard, EUA, 2013) mostra que o personagem mais carismático do universo da ação está um pouco velho demais para isso – tomando emprestada a frase de outros heróis dos idos 1980.

Ele está meio velho, pelo menos até que apareça um roteiro mais decente que o usado para o novo filme. Tudo começa meio estranho com essa história de que McClane tem um filho e quer reencontrá-lo. Quer dizer, lá vai o policial se envolver em mais uma trama com a prole? Não bastou o bom filme anterior e sua filha? Mas OK, deixe o longa acontecer. E logo você verá mais problemas.

O negócio é que o filhão de McClane, Jack, é um agente da CIA e está na Rússia com o objetivo de executar um plano mirabolante para resgatar um homem procurado por mocinhos e bandidos por conta de dossiês e armas nucleares (e dinheiro, claro). Até que os primeiros momentos (se você esquecer que esse negócio de filho é apenas repeteco) vão bem por conta da direção com câmeras no ombro e muito mistério. Mas logo o roteiro de Skip Woods deslancha uma cronologia suspeita desde a prisão e julgamento de Jack ao exato momento em que ele vai topar com o pai pelas ruas russas em meio a operações inimiga e amiga simultâneas. Confuso, né? E mais: por qual motivo o tal procurado Komarov sai do carro quando começa a fuga? Simples: não precisa fazer sentido, afinal, se ele não saísse os bandidos não o veriam e não haveria a grande cena de ação da produção.

A sequência que se segue é daquele tipo que você não sabe se vira a mesa com tudo em cima ou se simplesmente relaxa e curte todo o absurdo. Carros voam uns sobre os outros, batem, empurram e destroem o que fica em seu caminho. Enquanto isso, McClane grita “Jesus!” com cara de tédio e misto de raiva por ter entrado em uma furada novamente. Diverte. Assim como é ótimo vê-lo falar a acada 15 minutos que está de férias depois de socar alguém ou atirar com uma arma gigante.

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Mas se o diretor John Moore ajuda a manter a movimentação para esconder os vários furos do roteiro, o cineasta falha absurdamente ao apresentar determinada personagem ligada a  Komarov a certa altura. Ela surge escondida no quadro e vai sendo focada aos poucos. Tamanha cerimônia para estampar o belo rosto da atriz russa Yuliya Snigir só serve para denunciar que há algo de errado com ela. Talvez Moore quisesse justificar a desconfiança quase gratuita que McClane sente imediatamente pela moça – outra convenção do roteiro.

Somente a boa lembrança dos filmes anteriores somadas ao carisma de Bruce Willis voltando ao melhor personagem de sua carreira (ainda que meio automatizado) salva Duro de Matar – Um Bom Dia para Morrer do desastre completo. E olha que o filme se esforça no final para manter a plateia na nostalgia, incluindo a fotografia cheia de flares do filme original, trechos da trilha do longa de 1988 e uma morte que emula a queda de Hans Gruber, também daquela produção.

Opa! Calma aí, já foi falado do composto que neutraliza radiação? Pois é, você também terá dessas invencionices absurdas saídas da cabeça de Skip Woods.

Ah! E Moore é adepto das câmeras superlentas e inclui uma no final – fora do estilo do filme.

Nota: 6,5

A-Good-Day-to-Die-Hard

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