Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (11 a 17 mar)

north-by-northwest-posterIntriga Internacional* (North by Northwest, 1959). De Alfred Hitckcock

É engraçado ter Hitckcock como o “mestre dos suspense”, segundo o senso comum, quando assistimos a filmes como esse: um filme de ação claro, mas com pedigree. Intriga Internacional é sim uma grande aventura, que usa o suspense para seus propósitos e não como fim. Começando sua narrativa de maneira inteligente, ao apresentar o protagonista tentando criar desculpas para montar sua agenda, o que já mostra que ele não é nenhum santo (e isso vai ser primordial para que o engano a seguir), logo o galã Cary Grant acaba envolvido em uma trama de espionagem apenas por chamar o garçom na hora errada, quando este grita um tal de George Kaplan – mais prosaico, impossível se levarmos em conta até onde vai esse erro. O longa ainda tem a seu favor o fato do protagonista não ser do tipo que estamos acostumados: um zé ninguém que, acuado, se transforma num herói de ação. Grant é um cara que conta com o cérebro no momento de perigo (veja como ele escapa de uma emboscada em um leilão simplesmente atraindo a atenção da polícia) do que com os músculos. O que é bem verossímil, ainda mais se contarmos que uma das grandes cenas de ação do filme se passa no Monte Rushmore e exige certa aceitação da plateia (e credibilidade do personagem) para que a transcorra bem. Por conta dessa pequena “forçada”, o momento é ofuscado pela cena do monomotor. Construída vagarosamente, ela vai ganhando tensão com o movimento dos carros, a chegada de uma pessoa, uma conversa que pode ou não ser importante até que o avião voe para cima de Grant. Ágil e (mais uma vez) esperto, não é à toa que o momento entrou para a história do Cinema. É pena que a produção não consiga evitar o clichê da donzela indefesa e um resgate seja armado já nos minutos finais. A sequência mina parte da força do personagem de Eva Marie Saint, a qual se apresenta misteriosamente perigosa e sedutora e se desconfigura como sendo alguém a ser salva no fim – mas ainda sim uma grande atuação. Fora que a esticada na trama ainda chegue a um beco sem saída que depende de um Deus Ex Machina para ser amarrada. Um não, dois: primeiro alguns tiros providenciais, depois um corte ainda mais conveniente, o qual cria uma transição engraçadinha na montagem que disfarça parte da artimanha. Nota: 8

*Filme assistido pela primeira vez

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