Go ahead, punk. Make my day.

Resumo (18 a 24 mar)

Three-Kings-PosterTrês Reis (Three Kings, 1999). De David O. Russel

Rei (com trocadilho) do sarcasmo em seus minutos iniciais, o longa que deu notoriedade ao hoje indicado ao Oscar David O. Russel bate forte na ação americana na Guerra do Golfo, na qual soldados foram levados para o deserto para assistirem a um combate de bombardeios – quando Mark Wahlberg mata alguém, logo nos primeiros minutos, chegam a tirar foto do momento que parece único no conflito. Mas se esse parece um posicionamento desumano, acabar descobrindo aos poucos as verdadeiras razões da guerra, que para muitos não aconteceu, também não é nada agradável para aqueles jovens tirados de sua casa – de novo Wahlberg toma conhecimento ao ser obrigado a beber parte do petróleo, o grande motivador de tudo. Quer dizer, se uma guerra é o contrário do humanismo, fazer milhares de combatentes estarem ali por razões escusas é ainda pior. Entretanto, o diretor e roteirista O. Russel tira um sarro de tudo aquilo e, literalmente, extrai dos anais (sem trocadilho) das linhas de combate de Saddam Hussein um mapa que vai levar ao ouro pilhado pelo ex-ditador. Nesse momento, a fotografia estilizada e a montagem estilosa dão um toque de absurdo à situação, enquanto quatro soldados americanos põem em ação seu plano de enriquecer com o fim das ações do Golfo Pérsico. Mas chega um momento em que a ambição deixa os corações daqueles homens e vem a boa ação do dia – ainda que meio forçada pelas circunstâncias -, e eles passam a colaborar com os presos da ditadura iraquiana. A virada na motivação dos protagonistas também marca uma mudança visual do longa, que se torna mais sério com a fotografia mais realista (sem perder o estilo), e no tom mais emocional da condução. Mesmo assim, Três Reis continua com boa trama misturando estranheza (homens mascarados surgem no deserto em meio a um ataque), com sacadas nada sutis (mas divertidas), como as imagens de dentro do corpo de Wahlberg. Obviamente que, com menos sarcasmo, a produção se ocupa a desenvolver a história e se sai bem, mesmo criando aquele velho arco de redenção dos personagens. Mas até ali eles já têm nossa simpatia e o filme pode até emocionar, vejam só. Nota: 8,5

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